Para quem tem diabetes ou pré-diabetes, a quantidade e o tipo de carboidrato fazem parte dos cuidados com a glicose. No entanto, a ordem em que os alimentos aparecem na refeição também pode influenciar a resposta da glicose.
Segundo o nutricionista especializado em diabetes Danilo Araújo, comer fruta em jejum pode fazer a glicemia subir mais rápido em algumas pessoas. Depois, essa glicose também pode cair rapidamente.
A orientação, nesse caso, não é retirar as frutas da alimentação, a proposta é mudar o momento em que elas aparecem na refeição.
Por que a fruta pode aumentar a glicose?
A maioria das frutas consumidas no dia a dia contém carboidratos. Esse nutriente pode elevar a glicemia após o consumo.
Para pessoas com diabetes ou pré-diabetes, portanto, a quantidade de carboidratos merece atenção. A resposta da glicose, no entanto, não depende apenas do alimento consumido.
Quando a fruta aparece como primeiro alimento do dia, principalmente em jejum, Danilo Araújo afirma que algumas pessoas podem apresentar uma elevação mais rápida da glicose.
Depois desse aumento, a glicemia também pode cair rapidamente. Essa variação pode vir acompanhada de fome, cansaço e vontade de comer novamente em pouco tempo.
O que muda quando a fruta fica para depois da refeição?
A estratégia apresentada pelo nutricionista consiste em deixar a fruta para depois da refeição, como sobremesa.
Nesse modelo, a pessoa começa a refeição pelos vegetais e inclui alimentos que fornecem proteína. Entre os exemplos citados estão carne, frango, ovo e peixe.
A refeição também pode incluir fontes de gordura, como azeite, castanha e abacate. Em seguida, entram os alimentos com carboidratos previstos para aquela refeição.
Por fim, a pessoa consome a fruta. Segundo Araújo, a presença de proteína e gordura pode retardar a absorção dos carboidratos consumidos na refeição. Assim, a ordem dos alimentos pode modificar a resposta da glicose.
Comer fruta em jejum significa que a fruta faz mal?
A orientação apresentada pelo nutricionista não propõe retirar frutas da alimentação.
O ponto central está na estratégia de consumo. A fruta continua presente, mas passa a ocupar outro momento da refeição.
Essa diferença também evita transformar a alimentação em uma lista de proibições. Para quem convive com diabetes, a proposta é considerar a quantidade de carboidratos e a composição da refeição.
Qual é a ordem dos alimentos?
A estratégia explicada por Danilo Araújo pode ser organizada desta forma:
- Vegetais: aparecem no início da refeição.
- Proteínas: carne, frango, ovo ou peixe são alguns exemplos.
- Fontes de gordura: azeite, castanha e abacate estão entre os alimentos citados.
- Carboidratos: entram como parte da refeição.
- Fruta: fica para o final, como sobremesa.
A mesma fruta pode fazer parte da alimentação, mas o momento do consumo muda.
Essa estratégia funciona para todas as pessoas?
A informação fornecida pelo nutricionista indica que a resposta pode variar entre as pessoas. Por isso, não é possível afirmar que comer fruta em jejum provocará a mesma alteração na glicemia em todas as pessoas com diabetes ou pré-diabetes.
Além disso, a orientação apresentada não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde. A quantidade de carboidratos e a composição das refeições precisam considerar as necessidades de cada pessoa.
Nesse contexto, a proposta é usar a ordem dos alimentos como uma estratégia alimentar, sem transformar a fruta em um alimento proibido.
Fruta continua fazendo parte da alimentação
A recomendação apresentada por Danilo Araújo não é cortar frutas. A proposta é consumi-las depois da refeição.
Segundo o nutricionista, essa mudança pode ajudar a evitar uma elevação mais rápida da glicose em algumas pessoas. A estratégia também busca reduzir a necessidade de restringir alimentos sem considerar como eles entram na refeição.
Para quem tem diabetes ou pré-diabetes, a orientação reforça a importância de observar não apenas o alimento, mas também a quantidade de carboidratos e a composição da refeição.
