A água de coco costuma ser uma das opções disponíveis para hidratação. No entanto, quem convive com diabetes costuma ter uma dúvida: ela pode fazer parte da alimentação? A resposta é sim, mas é preciso considerar a quantidade consumida, já que a bebida contém carboidratos e pode elevar a glicemia.
Segundo a nutricionista Carol Netto, educadora em diabetes, essa água pode ser incluída na rotina, desde que a pessoa conheça a quantidade ingerida e acompanhe a resposta da glicose no sangue.
Água de coco natural e de caixinha não são iguais
Ao falar sobre ela, é importante diferenciar os dois tipos mais comuns encontrados no dia a dia.
Existe a água de coco retirada diretamente da fruta e existe a água de coco vendida em caixinhas nos supermercados. Nem todas as pessoas têm acesso ao coco fresco, por isso a versão industrializada também faz parte da rotina de muitas famílias.
Segundo Carol Netto, a água de coco de caixinha passa por um processo para aumentar o tempo de conservação e manter o sabor. Além disso, ela pode conter conservantes. Esse processamento provoca perda de parte dos nutrientes.
No entanto, isso não significa que a bebida industrializada deva ser evitada. Ela continua sendo água de coco e mantém benefícios, embora a versão retirada diretamente da fruta seja considerada a melhor opção quando disponível.

Água de coco não substitui água
Um dos principais pontos destacados por Carol Netto é que água de coco e água comum não têm a mesma função.
Embora essa água contribua para a hidratação, ela não deve substituir o consumo de água ao longo do dia. Isso acontece porque ela é o líquido natural do fruto e contém calorias e carboidratos.
Nesse contexto, a água continua sendo a principal bebida para manter a hidratação diária.
Água de coco tem carboidrato e pode aumentar a glicemia
Para quem convive com diabetes, a principal informação é que essa água contém carboidrato.
Segundo Carol Netto, um copo com cerca de 200 ml de água de coco possui, em média, 9 gramas de carboidrato.
Na prática, esse carboidrato pode elevar a glicemia. Por isso, a bebida precisa entrar no planejamento alimentar da mesma forma que outros alimentos que contêm carboidratos.
Enquanto isso, vale lembrar que o carboidrato é convertido em glicose durante a digestão. Dessa forma, consumir água de coco pode alterar os níveis de açúcar no sangue.

Monitorar a glicemia ajuda a entender a resposta do organismo
Carol Netto orienta que pessoas com diabetes observem como o organismo responde ao consumo da bebida.
Uma estratégia é medir a glicemia antes e depois de tomar água de coco. Assim, cada pessoa consegue identificar o impacto da quantidade consumida sobre seus níveis de glicose.
Além disso, quem utiliza insulina deve considerar os carboidratos ingeridos para fazer os ajustes necessários, conforme orientação da equipe de saúde.
Da mesma forma, quem faz uso de medicamentos para diabetes não deve deixar de seguir o tratamento porque consumiu água de coco.
Comer a polpa do coco também interfere na glicemia
Outro detalhe costuma passar despercebido. A parte branca do coco também contém carboidratos. Além disso, ela possui gordura, que também pode influenciar a resposta da glicemia após a refeição.
Portanto, quem consome a água e também a polpa deve considerar os dois alimentos no planejamento alimentar.
Saber quanto está sendo consumido faz diferença
Quem compra água de coco já envasada costuma saber exatamente o volume da bebida. Já quando o consumo acontece diretamente no coco, essa conta fica mais difícil.
Por isso, você pode pedir para que a água seja colocada em uma garrafa antes do consumo. Dessa forma, consegue saber exatamente quantos mililitros está ingerindo, já que cada coco possui uma quantidade diferente de líquido.
Nesse contexto, conhecer o volume consumido facilita o cálculo dos carboidratos e o acompanhamento da glicemia.