Quem tem diabetes precisa considerar o milho como fonte de carboidrato ao montar uma refeição. Por isso, colocar ele e arroz juntos pode aumentar a quantidade total desse nutriente no prato.
A nutricionista especialista em diabetes Carol Netto explica que o milho tem quantidade de carboidrato semelhante à do arroz. Segundo a profissional, a pessoa pode reduzir o arroz para incluir milho ou fazer a substituição.
Milho é carboidrato?
Ele não deve ser considerado apenas um acompanhamento vegetal. Ele fornece carboidrato e também contém proteína vegetal e fibras.
Segundo a explicação de Carol Netto, em 100 gramas têm, em média, 15 gramas de carboidrato. Por isso, quem tem diabetes precisa considerar essa quantidade ao organizar a refeição.
Além disso, ele pode influenciar o controle da glicemia. A forma de preparo e os outros alimentos consumidos junto também entram nessa avaliação.
Qual escolher?
A escolha entre milho e arroz depende da quantidade de carboidrato presente na refeição. Segundo Carol Netto, os dois alimentos apresentam quantidade semelhante desse nutriente.
Por isso, colocar uma porção de arroz e acrescentar milho pode somar os carboidratos da refeição. Nesse caso, uma alternativa é reduzir a quantidade de arroz para incluir o milho.
Outra possibilidade é substituir o arroz por ele. Dessa forma, a pessoa evita acrescentar uma nova fonte de carboidrato ao prato.
O feijão aparece na explicação da nutricionista como outra opção para compor a refeição. A orientação apresentada considera a quantidade de carboidrato dos alimentos escolhidos.
Aumenta a glicose?
Sim. O milho pode fazer parte da alimentação de quem tem diabetes, mas a quantidade precisa ser considerada.
De acordo com a especialista, ele tem índice glicêmico alto. Ao mesmo tempo, o alimento contém fibras e proteína vegetal.
O efeito sobre a glicemia também pode variar conforme os alimentos consumidos na mesma refeição. Por isso, observar a resposta individual pode ajudar a entender o impacto do milho.
O que acontece quando é consumido com manteiga?
A presença de gordura pode alterar o momento em que a glicose aumenta. Segundo a Carol Netto, a gordura pode retardar a subida inicial da glicose.
Nesse cenário, a glicemia pode apresentar elevação mais tarde, um período de duas a três horas após a refeição.
Por isso, uma glicemia que não sobe logo após o consumo não significa necessariamente que o alimento não terá efeito posteriormente.
Pode ou não pode comer?
A orientação é consumir milho com moderação e considerar a quantidade de carboidrato da refeição.
Além disso, o monitoramento da glicemia pode ajudar a identificar como o organismo responde ao alimento.
A nutricionista recomenda observar a glicose antes da refeição e duas horas depois. Esse acompanhamento permite comparar os valores e verificar como ele interferiu no controle glicêmico.
A escolha também pode envolver a substituição de alimentos. Se o prato já tiver arroz, a pessoa pode reduzir sua quantidade ao incluir milho.
5 pontos para lembrar ao comer milho
- Considere como carboidrato: ele não deve entrar na refeição apenas como acompanhamento.
- Observe a quantidade: 100 gramas de milho têm, em média, 15 gramas de carboidrato, segundo a informação apresentada no conteúdo.
- Evite somar milho e arroz sem considerar as porções: os dois alimentos fornecem quantidades semelhantes de carboidrato.
- Observe o preparo: a adição de manteiga pode retardar a elevação inicial da glicose.
- Monitore a glicemia: acompanhar a glicose antes e duas horas depois ajuda a observar a resposta ao alimento.
