O consumo de açúcar, mel e suco de laranja pode gerar dúvidas entre pessoas que convivem com diabetes, principalmente em relação à velocidade com que esses alimentos elevam a glicose no sangue. A resposta depende de fatores que vão além da escolha do alimento e envolve a quantidade consumida e a composição da refeição.
O assunto foi abordado no DiabetesCast, que recebeu Tarcila Campos, nutricionista e educadora em diabetes, integrante do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Durante o episódio, ela explicou como os carboidratos são digeridos e como a velocidade de absorção pode influenciar a resposta glicêmica.
Como os carboidratos chegam à corrente sanguínea?
Os carboidratos são nutrientes que fornecem energia ao organismo. Durante a digestão, são transformados em moléculas menores, que podem ser absorvidas e utilizadas pelo corpo. A glicose é uma das principais formas de energia utilizadas pelas células.
Segundo Tarcila, os carboidratos simples, como o açúcar e o mel, podem ser absorvidos rapidamente. O suco de laranja também foi citado pela nutricionista como uma fonte de carboidratos que pode ter absorção rápida.
No episódio, a especialista explicou que, em determinadas situações, esse processo pode começar em cerca de cinco a 15 minutos, especialmente no consumo de fontes líquidas de carboidratos.
Sobre qual o mais rápido, a resposta pode variar conforme a quantidade consumida e as características da refeição.
O que influencia a resposta da glicose?
A velocidade de absorção dos carboidratos não é o único fator que determina a resposta glicêmica. A composição da refeição também pode interferir no processo, assim como as características individuais de cada pessoa.
Tarcila destacou que a resposta pode mudar quando um alimento é consumido isoladamente ou combinado com outros nutrientes. Por isso, avaliar apenas um ingrediente não é suficiente para compreender todas as variações da glicose após uma refeição.
O horário da alimentação, o tratamento medicamentoso e a ação da insulina também precisam ser considerados no acompanhamento do diabetes.
Qual é o papel da insulina nesse processo?
Após a digestão, a glicose chega à corrente sanguínea. A insulina é o hormônio que permite que esse nutriente seja utilizado pelas células e ajuda a regular a glicemia.
No diabetes, alterações na produção ou na ação da insulina podem comprometer esse mecanismo e contribuir para o aumento da glicose no sangue.
Por esse motivo, as alterações glicêmicas não devem ser atribuídas exclusivamente ao consumo de determinado alimento. O controle do diabetes envolve diferentes fatores, incluindo alimentação, tratamento, atividade física e acompanhamento da glicose.
Pessoas com diabetes precisam evitar esses alimentos?
A presença de carboidratos na alimentação não significa que todos os alimentos que os contêm precisem ser excluídos. A quantidade consumida e as necessidades individuais devem ser consideradas no planejamento alimentar.
Durante o DiabetesCast, Tarcila defendeu a adaptação das escolhas alimentares em vez de restrições generalizadas. A orientação nutricional deve levar em conta a rotina, o tratamento e as respostas individuais, com acompanhamento profissional.
Onde assistir ao episódio completo do DiabetesCast?
O episódio com Tarcila Campos está disponível nos canais do Um Diabético no YouTube e no Spotify. Na conversa, a nutricionista aborda as diferenças entre os carboidratos, a influência desses nutrientes na glicose e a importância de individualizar a alimentação.
Para acompanhar a explicação completa, assista ao episódio no YouTube ou ouça o DiabetesCast no Spotify.