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    Início - Mãe faz tatuagem de sensor de glicose para homenagear filha com diabetes tipo 1, e vídeo emociona
    História

    Mãe faz tatuagem de sensor de glicose para homenagear filha com diabetes tipo 1, e vídeo emociona

    Durante o ensaio de formatura em Fisioterapia, Karen Nunes foi surpreendida pela mãe, Daia Alex, com uma homenagem que ganhou repercussão nas redes sociais.
    Estefane Moitinho1 de novembro de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    Karen Nunes e sua mãe, Daia Alex, durante ensaio de formatura, mostrando o sensor de glicose e a tatuagem feita em homenagem à filha.
    Daia Alex homenageou a filha Karen Nunes, que tem diabetes tipo 1, com uma tatuagem de sensor de glicose durante o ensaio de formatura em Fisioterapia.
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    Um ensaio fotográfico de formatura se transformou em um momento de emoção para Karen Nunes e sua mãe, Daia Alex. Prestes a concluir a graduação em Fisioterapia, a jovem, que convive com diabetes tipo 1, foi surpreendida com uma homenagem inesperada: uma tatuagem do sensor de glicose que utiliza diariamente para acompanhar o tratamento.

    A surpresa aconteceu enquanto as duas posavam para as fotografias. Em determinado momento, o fotógrafo levantou a manga da roupa de Karen para mostrar o sensor que ela utiliza no braço. Foi então que Daia revelou uma tatuagem do mesmo dispositivo, feita em homenagem à filha.

    Ao perceber o desenho na pele da mãe, Karen se emocionou. As duas se abraçaram, em uma cena registrada em vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais.

    Desde o diagnóstico de diabetes tipo 1, Daia acompanha os desafios da filha e encontrou na tatuagem uma maneira de demonstrar o orgulho que sente por sua trajetória.

    A força de Karen após o diagnóstico

    O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune em que o organismo destrói as células responsáveis pela produção de insulina. O tratamento exige o uso diário do hormônio, além do monitoramento da glicose e de outros cuidados adaptados à rotina de cada pessoa.

    Em entrevista ao Portal Um Diabético, Daia contou que o diagnóstico trouxe mudanças importantes para a vida de Karen, especialmente em relação à alimentação, às atividades físicas e à necessidade de manter cuidados constantes.

    A mãe lembra que a filha sempre gostou muito de doces e que a adaptação à nova rotina exigiu dedicação. Ao acompanhar esse processo, passou a admirar ainda mais a maneira como Karen enfrentava as dificuldades.

    “Então o aprendizado é sobre a resistência e força que ela mostrou desde o primeiro momento de diagnóstico”, relatou Daia.

    Para ela, o maior aprendizado foi reconhecer a disciplina e a determinação necessárias para conviver com uma condição que exige atenção todos os dias.

    Por que uma tatuagem do sensor de glicose?

    O sensor utilizado por Karen permite acompanhar as variações da glicose ao longo do dia, auxiliando nas decisões relacionadas ao tratamento.

    Ao escolher esse desenho para a tatuagem, Daia transformou um objeto ligado aos cuidados diários em um símbolo da trajetória da filha.

    A homenagem ganhou ainda mais significado por ter sido revelada durante o ensaio de formatura. Karen está prestes a concluir a graduação em Fisioterapia, uma conquista que representa anos de estudos e dedicação enquanto conciliava a vida acadêmica com o tratamento do diabetes.

    Na publicação que acompanhou o vídeo, Daia resumiu o orgulho que sente pela filha:

    “Minha filha, meu orgulho, minha maior conquista!”.

    tatuagem sensor de glicose
    Imagem: Arquivo pessoal.

    O desafio de conseguir acesso aos sensores

    A escolha do dispositivo como símbolo da homenagem também chama atenção para uma realidade enfrentada por muitas famílias brasileiras: a dificuldade de acesso às tecnologias utilizadas no tratamento do diabetes tipo 1.

    Os sensores de monitoramento contínuo permitem acompanhar as oscilações da glicose e, dependendo do modelo, oferecem alertas que ajudam a identificar situações de risco, como episódios de hipoglicemia, quando os níveis de glicose ficam abaixo do recomendado.

    Apesar dos benefícios, o custo desses dispositivos ainda representa um obstáculo para parte da população.

    Daia conta que Karen conseguiu, por meio de uma liminar judicial, acesso ao custeio de parte do tratamento. Segundo a mãe, a cobertura corresponde a 60%, mas ela não detalhou quais itens estão incluídos.

    A experiência reforçou seu desejo de que outras pessoas com diabetes tipo 1 também tenham acesso aos sensores pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Na verdade mais ainda que as pessoas entender eu desejaria que nossos governantes olhassem mais por essas pessoas que eles fossem reconhecidos e que além do tratamento de insulina e de fitas de teste fossem disponibilizadas pelo sus os sensores pois não são todos que tem acesso a esse importante aparelho”, afirmou.

    Para Daia, o monitoramento contínuo representa mais segurança na rotina, especialmente pela possibilidade de identificar alterações da glicose e ajudar a prevenir episódios de hipoglicemia.

    Ser mãe de alguém com diabetes tipo 1

    A experiência de acompanhar Karen também transformou a maneira como Daia enxerga a maternidade. Além das preocupações comuns à criação de uma filha, ela precisou aprender sobre insulina, monitoramento da glicose e situações que exigem atenção imediata.

    Ao deixar uma mensagem para outras mães que vivem essa realidade, Daia descreveu sentimentos que nem sempre são percebidos por quem está de fora.

    “Ser mãe de um filho com Diabetes Tipo 1 é aprender a amar de uma forma ainda mais intensa. É conviver com medos silenciosos, noites mal dormidas, preocupações constantes e uma vigilância que nunca tira férias.”

    Ela também destaca o esforço de transmitir segurança aos filhos, mesmo quando os próprios pais enfrentam preocupações e inseguranças.

    “É aprender sobre glicose, insulina, sensores, hipoglicemias e hiperglicemias, enquanto tentamos transmitir força e segurança aos nossos filhos, mesmo quando nosso próprio coração está apertado.”

    Para Daia, essa experiência também trouxe uma nova maneira de valorizar as conquistas da filha, desde os desafios superados no cotidiano até os momentos mais importantes de sua vida.

    Uma conquista que vai além da formatura

    Apesar das dificuldades, Daia acredita que acompanhar a trajetória da filha também significa descobrir uma força que muitas mães nem imaginavam ter.

    “Mas também é descobrir uma força que nem sabíamos que existia, celebrar cada conquista, vibrar com cada desafio superado e lutar para que nossos filhos tenham uma vida plena, feliz e cheia de sonhos.”

    A formatura de Karen representa um desses momentos. Depois de anos conciliando os estudos com os cuidados do diabetes, a jovem está prestes a iniciar uma nova etapa de sua vida profissional.

    Para Daia, a tatuagem foi uma maneira de celebrar essa conquista e demonstrar que estará ao lado da filha nos desafios e nas vitórias que ainda estão por vir.

    No vídeo, o abraço emocionado entre as duas encerra a surpresa. E o sensor, que antes aparecia apenas como parte do tratamento de Karen, passa a carregar outro significado: uma homenagem permanente ao amor de mãe e à história que elas construíram juntas.

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    Estefane Moitinho

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