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    Atividade Física

    Quem tem diabetes pode treinar em jejum? Fisiologista explica o que acontece com a glicose

    Laura Lany2 de junho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    diabetes exercício físico
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    Muitas pessoas com diabetes relatam que preferem treinar logo pela manhã, antes do café da manhã. A prática levanta dúvidas frequentes sobre segurança, risco de hipoglicemia e impacto na glicose durante o exercício.

    Afinal, quem tem diabetes pode fazer exercício em jejum? A resposta depende de fatores como o tipo de atividade, o uso de insulina e os níveis de glicose antes do treino. Segundo o fisiologista do exercício William Komatsu, a prática pode funcionar para algumas pessoas, mas exige acompanhamento dos valores glicêmicos.

    Exercício em jejum pode reduzir a quantidade de insulina ativa

    Durante participação no DiabetesCast, William Komatsu explicou que uma das preocupações durante a atividade física é a presença de insulina ativa no organismo.

    Segundo ele, quando a pessoa faz exercício logo após aplicar insulina, o risco de queda da glicose pode aumentar. Por outro lado, treinar em jejum geralmente significa realizar a atividade após várias horas sem alimentação e sem aplicações recentes de insulina rápida.

    “Hoje a gente fala que se ele fizer exercício físico em jejum, não comer nada, ele não vai aplicar nenhum tipo de insulina, ele vai ter menos insulina ativa e menos risco de hipoglicemia”, explicou.

    Nesse contexto, o jejum pode representar uma estratégia utilizada por algumas pessoas para reduzir oscilações glicêmicas durante o exercício.

    A resposta da glicose depende da intensidade do exercício

    Nem todo exercício produz o mesmo efeito na glicose. Segundo Komatsu, a intensidade da atividade influencia diretamente a resposta do organismo.

    Uma caminhada leve costuma favorecer a utilização da glicose pelos músculos. Portanto, muitas pessoas observam redução da glicemia durante esse tipo de atividade.

    Por outro lado, exercícios intensos podem provocar uma resposta diferente. Atividades como musculação pesada, treinos intervalados de alta intensidade e modalidades como crossfit podem levar a uma elevação temporária da glicose durante a prática.

    Segundo o fisiologista, essa situação não significa necessariamente que algo está errado.

    “Se estiver subindo, porque esse subir não vai chegar a 400. Não vai chegar a 300. Ele vai subir um pouquinho”, afirmou.

    Além disso, ele explica que essa elevação costuma diminuir após o término do exercício, quando o organismo inicia a reposição dos estoques de energia utilizados durante o treino.

    Sensor de glicose ajuda a acompanhar o exercício em jejum

    O avanço dos sensores de glicose mudou a forma como muitas pessoas monitoram a atividade física.

    Segundo Komatsu, atualmente a análise da seta de tendência se tornou uma ferramenta importante para a tomada de decisão antes do exercício.

    Uma glicose de 75 mg/dL pode representar situações diferentes dependendo da direção indicada pelo sensor.

    Se a seta aponta para cima, a tendência é de elevação. No entanto, se a seta aponta para baixo, o risco de queda pode exigir atenção adicional.

    Nesse contexto, o fisiologista defende que o acompanhamento em tempo real facilita ajustes durante o treino.

    “Hoje, com o sensor de glicose e a seta de tendência, a gente fica muito mais tranquilo”, afirmou.

    Existe uma glicemia ideal para começar o treino?

    Uma dúvida comum entre pessoas com diabetes envolve o valor considerado mais adequado para iniciar a atividade física.

    Segundo William Komatsu, pessoas sem diabetes costumam apresentar melhor desempenho com glicose entre 100 e 110 mg/dL.

    Já para quem convive com diabetes, a recomendação apresentada por ele durante o DiabetesCast fica entre 110 e 130 mg/dL.

    O objetivo é evitar que a glicose fique próxima dos níveis associados à hipoglicemia durante o exercício.

    Além disso, a avaliação não depende apenas do número exibido pelo sensor ou medidor.

    A presença de insulina ativa, o tipo de exercício e a intensidade planejada também influenciam essa decisão.

    Exercício em jejum não funciona da mesma forma para todas as pessoas

    A experiência relatada por uma pessoa pode não se repetir em outra. Segundo Komatsu, não existe uma receita única quando o assunto é diabetes e atividade física.

    Algumas pessoas observam estabilidade da glicose durante treinos em jejum. Outras percebem elevações ou quedas dependendo da modalidade praticada.

    Por isso, o fisiologista reforça a importância da observação individual. A combinação entre monitoramento da glicose, conhecimento da resposta do próprio organismo e escolha adequada da intensidade permite identificar quais estratégias funcionam melhor em cada caso.

    O exercício continua sendo uma ferramenta importante para o diabetes

    Independentemente da realização em jejum ou após uma refeição, a atividade física ocupa papel importante no manejo do diabetes.

    Segundo William Komatsu, caminhada, corrida, bicicleta, musculação e outras modalidades podem trazer benefícios.

    “O exercício é o exercício feito”, resumiu.

    Nesse cenário, a escolha da atividade deve considerar preferências pessoais, objetivos e comportamento da glicose durante e após o treino.

    Nem todo exercício baixa a glicose: veja o que acontece com o seu corpo se você tem diabetes #49
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    Laura Lany

    Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

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