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    Início - Quem tem diabetes pode comer panqueca? Especialista explica sobre os impactos na glicose
    Alimentação

    Quem tem diabetes pode comer panqueca? Especialista explica sobre os impactos na glicose

    Nutricionista da SBD explica que a massa tradicional não é proibida, mas quantidade, recheio e acompanhamentos mudam o impacto na glicose
    Laura Lany10 de abril de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    O consumo de panqueca por pessoas com diabetes ainda gera dúvidas na rotina alimentar, especialmente quando a receita leva farinha branca. No entanto, a avaliação sobre esse tipo de preparo não se baseia em proibição, mas na quantidade de carboidrato e na composição da refeição.

    Segundo a nutricionista e Membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Maristela Strufaldi, a panqueca com massa tradicional pode ser incluída na alimentação, desde que haja atenção ao total de carboidratos, ao tipo de recheio e aos acompanhamentos.

    Alimento não é proíbido para quem tem diabetes

    De acordo com Maristela Strufaldi, a massa tradicional da panqueca usa farinha branca na composição, mas isso, por si só, não impede o consumo por quem tem diabetes. A orientação central é observar a quantidade de carboidrato presente na refeição.

    Esse detalhe é importante porque, na prática, muitas pessoas recebem informações fragmentadas sobre alimentação e diabetes. Assim, acabam retirando pratos do dia a dia sem avaliar o todo. No caso da panqueca, a nutricionista deixa claro que o problema não está no alimento isolado, mas no quanto se come e em como ele entra na rotina alimentar.

    Panquecas sem recheio servidas em prato com salada representando consumo no diabetes
    Panqueca com massa tradicional pode ser consumida no diabetes com atenção à quantidade e composição da refeição – Imagem gerada por IA

    Além disso, a especialista chama atenção para a contagem de carboidratos. Para quem usa insulina ou segue um plano alimentar estruturado, esse cálculo faz diferença no controle glicêmico. Nesse contexto, a panqueca pode ser consumida, mas precisa entrar na conta.

    Recheio faz diferença na resposta da glicose

    Maristela Strufaldi citou a panqueca com recheio de carne moída. Segundo ela, a presença da carne é um ponto favorável na composição da refeição. Isso porque a proteína ajuda a lentificar a entrada do carboidrato na corrente sanguínea.

    Na prática, essa informação mostra que não basta olhar apenas para a massa. O recheio também interfere no comportamento da glicose após a refeição. Portanto, uma unidade recheada com fonte de proteína tende a ter resposta diferente de uma versão baseada apenas em carboidrato.

    Por outro lado, isso não significa consumo sem critério. A nutricionista reforça que a pessoa deve contabilizar a quantidade de carboidrato, mesmo quando o prato traz proteína. Ou seja, a combinação ajuda, mas não elimina o impacto glicêmico.

    Fibra pode deixar a refeição mais equilibrada

    Outro ponto destacado por Maristela Strufaldi é a associação com alimentos ricos em fibra. Segundo ela, quando a refeição inclui salada, brócolis ou outro vegetal, a composição fica mais completa.

    Esse aspecto interessa diretamente a quem busca reduzir oscilações da glicose depois das refeições. Além disso, mostra que a panqueca não precisa ser analisada sozinha. O acompanhamento também entra na avaliação do prato.

    Enquanto isso, muita gente concentra a atenção apenas na troca entre massa tradicional e massa integral. No entanto, a entrevista mostra que a construção da refeição pesa mais do que esse recorte isolado. Portanto, proteína e fibra ampliam a discussão e ajudam a entender melhor o efeito do prato no organismo.

    Quantidade continua sendo o ponto central

    Um dos trechos mais úteis da fala da nutricionista é quando ela tira o foco da proibição e coloca a quantidade no centro da conversa. Segundo Maristela Strufaldi, se a pessoa comer 10 panquecas, seja com massa integral ou massa tradicional, pode haver impacto glicêmico.

    Esse raciocínio vale para vários alimentos do dia a dia e ajuda a combater uma leitura simplista sobre o diabetes. Muitas vezes, o alimento ganha fama de “melhor” ou “pior” sem que se discuta a porção. No entanto, a resposta glicêmica não depende apenas do tipo de massa. Ela também depende do volume consumido e da necessidade individual.

    Além disso, a nutricionista pontua que esse impacto pode variar conforme o esquema de tratamento e as necessidades nutricionais de cada pessoa. Nesse cenário, a mesma refeição não produz necessariamente o mesmo efeito para todos. Por isso, comparar experiências sem considerar o contexto pode levar a conclusões erradas.

    Outros fatores definem a glicemia

    Ao longo da entrevista, Maristela Strufaldi reforça uma ideia importante para quem convive com diabetes: a alimentação é um dos fatores que influenciam a glicose, mas não é o único. Sono, infecção, medicação e outros aspectos também entram nessa conta.

    Esse ponto ajuda a colocar a panqueca no lugar certo dentro da rotina. Se a glicose subir após a refeição, a análise não deve recair de forma automática sobre um único alimento. Portanto, observar o padrão do dia, o momento da refeição e o esquema terapêutico é parte do processo.

    Além disso, a especialista mostra que o controle glicêmico não se resume a excluir preparações comuns. A proposta é organizar o consumo com base em quantidade, composição e acompanhamento adequado. Nesse contexto, a panqueca deixa de ser tratada como exceção e passa a ser pensada dentro do plano alimentar.

    O que essa orientação muda no dia a dia

    Na rotina de quem vive com diabetes, a fala da nutricionista pode reduzir um tipo de insegurança comum: o medo de comer pratos conhecidos e perder o controle da glicose. Quando a orientação se apoia em quantidade, proteína, fibra e contagem de carboidrato, o tratamento fica mais objetivo.

    Por outro lado, a entrevista também afasta a ideia de liberação automática. A massa tradicional não está proibida, mas isso não significa ausência de impacto. O que muda é a forma de avaliar o prato. Em vez de buscar uma resposta fechada, a pessoa passa a olhar para a refeição inteira.

    Esse olhar é especialmente útil para quem come fora de casa, monta marmitas ou tenta adaptar receitas da rotina familiar. Portanto, entender o papel do recheio, dos vegetais e da porção pode ajudar mais do que trocar ingredientes sem critério.

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    Laura Lany

    Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

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