A nutricionista Juliana Baptista ensina uma técnica para estimar a quantidade de carboidratos dos alimentos sem depender de balança ou calculadora. O método utiliza as mãos, colheres caseiras e a comparação visual entre porções para facilitar a contagem no dia a dia de quem vive com diabetes.
A estratégia foi apresentada em um episódio do DiabetesCast, com a participação da endocrinologista Denise Franco. Durante a conversa, as profissionais explicaram como estimar porções de alimentos como arroz, feijão, macarrão, pão e frutas, além de abordar os limites desse tipo de cálculo.
A contagem de carboidratos permite estimar quanto desse nutriente está presente nas refeições. Para pessoas que usam insulina nas refeições, essa informação pode ajudar a calcular a dose necessária, conforme a relação entre insulina e carboidratos definida para cada paciente.
Como funciona a técnica das mãos
Juliana Baptista desenvolveu a estratégia para ajudar pacientes a estimar porções mesmo quando não têm acesso a uma balança, a tabelas nutricionais ou a aplicativos. A proposta é treinar o olhar para reconhecer quantidades aproximadas de alimentos em diferentes situações.
“Eu gosto muito de ensinar para o paciente essa técnica”, explicou a nutricionista durante o episódio.
Segundo ela, o método surgiu da própria experiência ao estimar porções na rotina, sem precisar pesar todos os alimentos.
Uma das referências utilizadas é a colher de sopa. Juliana demonstra como observar o volume de alimentos colocados na colher e comparar essa quantidade com o que está servido no prato.
A profissional também orienta que o paciente pratique em casa e desenvolva a capacidade de reconhecer porções. No consultório, ela acompanha esse processo e pode pedir fotografias das refeições para avaliar se as estimativas estão próximas das quantidades consumidas.
A técnica não substitui a avaliação nutricional nem fornece medidas exatas. O tamanho das mãos, das colheres e das porções varia, assim como a composição dos alimentos e a quantidade de água presente no preparo.
Quantos carboidratos cabem em uma colher?
Durante o episódio, Juliana apresentou valores aproximados para ajudar a visualizar a quantidade de carboidratos em diferentes alimentos. Na técnica demonstrada, uma colher de sopa de alimentos cozidos, como arroz, macarrão e alguns grãos, é utilizada como referência de cerca de 5 gramas de carboidratos.
Já alimentos como farinhas de mandioca e de milho e tapioca exigem outra estimativa. Segundo a nutricionista, uma colher de sopa desses ingredientes pode representar aproximadamente 10 gramas de carboidratos, dependendo do alimento e da quantidade utilizada.
A diferença ocorre porque alimentos secos e concentrados podem reunir mais carboidratos no mesmo volume do que preparações cozidas, que contêm água.
Juliana também explica que alimentos com ingredientes variados, como purês e bolos, precisam de estimativas próprias. A quantidade de farinha, açúcar, leite, gordura e outros componentes interfere na composição nutricional da preparação.
Esses valores são referências apresentadas pela nutricionista no episódio, e não medidas universais. Para calcular a quantidade de carboidratos com maior precisão, é necessário considerar a receita, o tamanho da porção e as informações nutricionais disponíveis.
Como estimar carboidratos no pão e nas frutas
Para alimentos que não se encaixam bem na medida da colher, Juliana propõe outra estratégia: comparar o tamanho das porções.
No caso do pão, a nutricionista utiliza o pão francês como referência visual. Durante a demonstração, o apresentador Tom Bueno menciona cerca de 28 gramas de carboidratos em uma unidade, enquanto Juliana sugere arredondar para 30 gramas para facilitar a estimativa.
A partir dessa comparação, é possível avaliar quantas fatias de outro pão teriam um volume semelhante ao de um pão francês. A profissional ressalta, porém, que o resultado depende do tamanho e da espessura das fatias.
Para as frutas, a proposta é observar o tamanho do alimento em relação à mão da pessoa. Juliana explica que a referência precisa ser adaptada individualmente, já que as mãos têm tamanhos diferentes.
A nutricionista também destaca que as frutas contêm carboidratos e precisam ser consideradas na contagem quando essa estratégia faz parte do tratamento. A quantidade depende do tipo de fruta e do tamanho da porção consumida.
