Viajar com diabetes pode exigir alguns cuidados a mais para manter o tratamento mesmo fora da rotina. Mudanças nos horários das refeições, na alimentação, na atividade física e até no fuso horário podem interferir na glicemia. Por isso, o planejamento é importante para reduzir o risco de imprevistos durante a viagem.
Uma das primeiras medidas é organizar a bagagem com tudo o que será necessário para manter os cuidados ao longo do trajeto. Em viagens de avião, medicamentos e insumos essenciais devem ficar na bagagem de mão, onde podem ser acessados com facilidade e ficam protegidos de condições inadequadas de temperatura no compartimento de bagagens.
Mas o que, exatamente, precisa estar na mala de quem tem diabetes? Confira seis itens que merecem atenção antes de sair de casa.
1. Medicamentos e insulina
Separe todos os medicamentos utilizados no tratamento e leve quantidade suficiente para toda a viagem, além de uma reserva para imprevistos. Manter os produtos nas embalagens originais e levar a receita médica também pode facilitar o transporte.
Quem usa insulina deve protegê-la do calor excessivo, da luz direta e do congelamento. Se utilizar uma bolsa térmica, o medicamento não deve ficar em contato direto com gelo ou placas congeladas.
2. Materiais para monitorar a glicose
Além dos equipamentos usados normalmente, vale levar materiais extras para reposição. Dependendo do tratamento, isso pode incluir sensor, leitor, glicosímetro, tiras, lancetas, baterias e carregadores.
Quem utiliza bomba de insulina também deve levar os materiais necessários para reposição e ter um plano de contingência caso o dispositivo apresente alguma falha.
3. Carboidrato para tratar a hipoglicemia
Quem tem risco de hipoglicemia deve ter à mão uma fonte de carboidrato de rápida absorção durante a viagem. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda manter opções para a correção disponíveis, como açúcar, mel, suco, refrigerante comum ou balas.
Ter esses alimentos por perto é especialmente importante durante deslocamentos, quando pode haver atrasos ou dificuldade para encontrar uma opção adequada. A quantidade e a forma de correção devem seguir a orientação médica recebida para o tratamento da hipoglicemia.
4. Lanches e água
Ter um lanche disponível pode ajudar em caso de atrasos ou dificuldade para encontrar alimentos durante o trajeto. Frutas, castanhas e outras opções que façam parte da alimentação habitual podem ser consideradas de acordo com as necessidades individuais.
A água também merece atenção, principalmente em destinos quentes. O calor e a desidratação podem afetar a glicemia.
5. Documentos e informações sobre o tratamento
Receita médica, lista dos medicamentos e respectivas doses, identificação médica e contato da equipe de saúde podem ser úteis durante a viagem.
Em viagens internacionais, confira antecipadamente as regras da companhia aérea e do país de destino para o transporte de medicamentos e insumos para quem tem diabetes.
6. Materiais extras para dispositivos
Quem usa bomba de insulina ou sensor de glicemia deve levar materiais suficientes para reposição durante toda a viagem e considerar uma quantidade extra para imprevistos.
Também é importante conferir as orientações do fabricante sobre armazenamento, temperatura e procedimentos de segurança em aeroportos.
Antes de fechar a mala, faça o checklist
Uma última conferida pode evitar esquecimentos. Antes de sair, verifique:
☐ Medicamentos e insulina, com reserva
☐ Sensor ou glicosímetro e materiais de monitorização
☐ Carboidrato de ação rápida
☐ Lanches e água
☐ Materiais extras para bomba ou sensor
☐ Receita e informações sobre o tratamento
☐ Baterias, carregadores e acessórios
☐ Itens essenciais na bagagem de mão
Planejamento também faz parte da viagem
Antes da viagem, também é importante conversar com o médico responsável pelo seu acompanhamento de diabetes e fazer um planejamento. Em alguns casos, o roteiro, a duração do deslocamento e a mudança de fuso horário podem exigir cuidados específicos com medicamentos, alimentação e monitoramento da glicose. Qualquer ajuste na rotina de cuidados deve ser feito com orientação médica.
No fim, a ideia é simples: diabetes não tira férias, mas ele não precisa atrapalhar as suas. Com planejamento e os itens certos à mão, fica mais fácil lidar com imprevistos e aproveitar a viagem com mais segurança.
Quer saber mais? Veja neste vídeo do Um Diabético dicas para preparar a sua mala.
