Quem tem diabetes pode comer queijo? A resposta é sim, mas a quantidade e o tipo escolhido fazem diferença na alimentação.
Ele costuma ter pouco carboidrato, segundo a nutricionista especialista em diabetes Carol Netto. No entanto, o alimento também pode conter proteína e gordura.
Por isso, a pessoa com diabetes precisa considerar mais do que apenas a quantidade de carboidratos antes de consumir o alimento.
Queijo tem carboidrato?
Esse alimento normalmente apresenta baixo teor de carboidrato. Além disso, também fornece proteína e gordura, dependendo do tipo escolhido.
Segundo Carol Netto, a quantidade consumida também precisa entrar nessa avaliação. O consumo em excesso pode interferir na glicemia e na alimentação.
A relação entre queijo e glicemia também envolve o tempo de digestão dos nutrientes. Enquanto o carboidrato tem uma conversão mais rápida em glicose, proteína e gordura podem influenciar a glicemia mais tarde.
A especialista explica que a proteína pode levar cerca de três horas para se transformar em glicose. Já a gordura pode influenciar a glicemia depois de quatro ou cinco horas.
Esse tempo pode variar entre as pessoas, podendo aparecer até seis horas depois do consumo.
Qual pode ser melhor para quem tem diabetes?
Segundo Carol Netto, os queijos brancos apresentam menos gordura e podem ser uma opção para quem tem diabetes.
Isso não significa que outros tipos de queijo precisem ser retirados da alimentação. A escolha depende também da quantidade consumida.
Entre as opções citadas no conteúdo estão o queijo minas frescal, a muçarela e a muçarela de búfala.
O queijo prato e a muçarela apresentam pouca diferença nesse aspecto. No entanto, o conteúdo aponta a muçarela como uma opção com menor quantidade de gordura. A muçarela de búfala também aparece entre as opções citadas.
Queijo branco sempre tem menos gordura?
A cor do queijo não determina sozinha a quantidade de gordura. O conteúdo destaca o exemplo do brie trufado, que pode apresentar mais gordura mesmo sendo um queijo de cor clara.
Por isso, a escolha não deve considerar apenas a aparência do alimento. A quantidade consumida também precisa ser observada.
Em uma refeição, por exemplo, a pessoa pode encontrar diferentes tipos de queijo. Nesse contexto, optar por uma alternativa com menos gordura pode ajudar a reduzir o impacto da refeição.
E o monitoramento da glicose?
O acompanhamento da glicemia pode ajudar a pessoa a entender como o próprio organismo responde aos alimentos.
Nesse caso, essa observação ganha importância porque a proteína e a gordura podem influenciar a glicose em momentos diferentes.
Além disso, a resposta pode mudar conforme o tipo e a quantidade de queijo consumido.
Por isso, não basta avaliar apenas o carboidrato presente no alimento. A composição da refeição e a quantidade também fazem parte dessa análise.
E a quantidade?
A orientação apresentada por Carol Netto destaca a importância de controlar a quantidade consumida.
Portanto, a pergunta sobre o melhor queijo não depende apenas do tipo escolhido. A porção também participa dessa escolha.
A alimentação de uma pessoa com diabetes pode incluir queijo. No entanto, o consumo deve considerar quantidade, composição do alimento e resposta da glicemia.
5 dicas para comer queijo quando você tem diabetes
- Observe a quantidade: mesmo com pouco carboidrato, o excesso pode influenciar a alimentação e a glicemia.
- Prefira opções com menos gordura: queijos brancos, como o minas frescal, podem ser uma escolha.
- Considere a refeição: avalie o queijo junto com os outros alimentos consumidos no mesmo momento.
- Monitore a glicemia: acompanhar a glicose depois das refeições ajuda a entender como seu organismo responde.
- Varie as escolhas: muçarela, muçarela de búfala e outros queijos podem fazer parte da alimentação, considerando a quantidade.
