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    Início - Mulher fica mais de 125 dias sem insulina e revela hemoglobina glicada após transplante experimental
    Ciência

    Mulher fica mais de 125 dias sem insulina e revela hemoglobina glicada após transplante experimental

    Resultado foi compartilhado nas redes sociais por participante de um ensaio clínico que ainda depende de novas etapas e aprovação regulatória
    Laura Lany15 de julho de 2026Updated:15 de julho de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    diabetes katie
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    Uma mulher com diabetes tipo 1 mostrou o resultado da hemoglobina glicada após completar 125 dias sem usar insulina. Katie Beth Hand participa de um estudo clínico que avalia o transplante de células das ilhotas pancreáticas.

    Em um vídeo publicado nas redes sociais, Katie contou que viajou até Chicago para realizar exames de acompanhamento. Ela também recebeu uma nova infusão do medicamento experimental Tegoprubart, usado no protocolo da pesquisa.

    “Hoje marca 125 dias desde que usei insulina”, afirmou a participante no início do vídeo.

    Katie também realizou um teste de tolerância à refeição mista. Esse exame avalia como o organismo responde após o consumo de uma bebida ou refeição com diferentes nutrientes.

    Segundo ela, o teste apresentou o resultado esperado pela equipe. Katie também mostrou que sua hemoglobina glicada estava em 5,2%.

    A hemoglobina glicada indica a média aproximada da glicose no sangue nos últimos meses. O resultado ajuda a equipe de saúde a acompanhar o controle glicêmico.

    Quais são os valores considerados adequados

    De forma geral, as diretrizes apontam que pessoas sem diabetes apresentam a hemoglobina glicada abaixo de 5,7%.

    Valores entre 5,7% e 6,4% indicam risco aumentado para diabetes. A partir de 6,5%, o diagnóstico é estabelecido.

    Para quem convive com diabetes, o alvo mais comum é manter a hemoglobina glicada abaixo de 7%. Ainda assim, esse objetivo deve ser individualizado, considerando idade, tipo de diabetes e risco de hipoglicemia.

    Katie mostra rotina sem insulina após o transplante

    Katie Beth Hand recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 ainda jovem. Durante anos, ela precisou aplicar insulina e monitorar a glicose diariamente.

    No vídeo, ela encontrou uma amiga que a conhecia antes do diagnóstico. Segundo Katie, a amiga acompanhou o período em que ela desenvolveu cetoacidose diabética.

    Agora, as duas se encontraram em Chicago enquanto Katie estava sem os aparelhos que usava no tratamento do diabetes.

    A cetoacidose diabética ocorre quando o organismo não possui insulina suficiente. Nesse cenário, o corpo passa a usar gordura como fonte de energia e produz substâncias chamadas cetonas.

    Sem tratamento, o quadro pode colocar a vida em risco. Katie não informou no relato atual quando recebeu o diagnóstico ou quanto tempo permaneceu internada.

    Após o encontro, ela contou que comeu diferentes alimentos, realizou atividades com a amiga e concluiu os exames do estudo.

    Segundo Katie, os resultados indicaram que as células transplantadas continuavam produzindo insulina após 125 dias sem aplicações do hormônio.

    Como funciona o estudo com transplante de ilhotas pancreáticas

    Katie descobriu o ensaio clínico cerca de um ano e meio antes do transplante. Ela encontrou a pesquisa em um site especializado em estudos clínicos.

    Depois da inscrição, passou por etapas de avaliação e seleção. Em seguida, recebeu o transplante de células das ilhotas pancreáticas.

    As ilhotas ficam no pâncreas e reúnem células responsáveis pela produção de hormônios. Entre elas estão as células beta, que produzem insulina.

    No diabetes tipo 1, o sistema imunológico destrói essas células. Por isso, o organismo deixa de produzir insulina em quantidade suficiente.

    O transplante busca colocar novas células produtoras de insulina no organismo. Caso as células funcionem, elas podem responder à glicose e liberar insulina.

    No caso relatado por Katie, o procedimento permitiu que ela suspendesse as aplicações diárias. No entanto, esse resultado ocorreu dentro de um estudo clínico e não representa uma opção disponível para todas as pessoas.

    Tegoprubart busca evitar a rejeição das células

    O protocolo também inclui o Tegoprubart, um medicamento experimental com ação imunossupressora.

    Katie recebe o medicamento por infusão intravenosa a cada 21 dias. Segundo ela, cada aplicação dura cerca de uma hora.

    O sistema imunológico pode identificar as células transplantadas como estranhas e atacá-las. Nesse contexto, a imunossupressão busca reduzir a rejeição e preservar o funcionamento do transplante.

    O Tegoprubart bloqueia uma via do sistema imunológico conhecida como CD40L, também chamada de ligante de CD40. Essa via participa da ativação da resposta imunológica.

    Ao bloquear esse mecanismo, os pesquisadores esperam reduzir o ataque contra as ilhotas transplantadas. Dessa forma, as células podem continuar produzindo insulina.

    Katie afirmou que não apresentou efeitos colaterais até o momento. Ela também relatou mais energia e disse que não percebeu impactos negativos durante o tratamento.

    Esse relato descreve a experiência de uma participante. Ele não substitui os resultados finais do estudo nem permite avaliar a segurança do medicamento para outras pessoas.

    Estudo ainda não inclui crianças

    Segundo Katie, o estudo aceita participantes entre 18 e 65 anos. O protocolo ainda não inclui crianças.

    Ela informou que a pesquisa segue em expansão. De acordo com o relato, a equipe começou a entrar em contato com novos candidatos.

    Ainda assim, a inscrição não garante a participação. Os pesquisadores avaliam cada pessoa com base nos critérios do protocolo.

    O transplante também exige acompanhamento e uso contínuo de medicamentos. Portanto, ficar sem aplicações de insulina não significa ficar sem tratamento.

    Katie continua viajando até Chicago para realizar exames e receber o Tegoprubart. A equipe acompanha a produção de insulina, a glicose e possíveis efeitos do protocolo.

    Pesquisa não representa cura para o diabetes tipo 1

    Katie chama o resultado de “cura funcional”. Ela usa essa expressão porque as células transplantadas passaram a produzir insulina e permitiram a suspensão das aplicações.

    No entanto, o procedimento não elimina a causa do diabetes tipo 1. Além disso, a participante ainda depende de acompanhamento, exames e imunossupressão.

    Por esse motivo, o caso não representa uma cura comprovada para o diabetes tipo 1.

    O estudo clínico continua em andamento. Os pesquisadores ainda precisam avaliar por quanto tempo as células permanecem funcionando e quais riscos podem surgir.

    Também faltam dados sobre o resultado em um número maior de participantes. Portanto, o relato de Katie não permite afirmar que todas as pessoas teriam a mesma resposta.

    Custos do estudo e acesso ao tratamento

    O protocolo cobre parte das despesas médicas de Katie. Entre elas estão hospitalizações e exames ligados diretamente à pesquisa.

    No entanto, outros custos dependem do plano de saúde ou do próprio participante. O estudo oferece reembolso parcial para viagens e hospedagem.

    Segundo Katie, esse valor nem sempre cobre todas as despesas. A necessidade de deslocamento até Chicago pode criar uma barreira para quem mora longe do centro de pesquisa.

    Ela também citou uma proposta chamada “Lei das Ilhotas”. A medida pretende alterar a classificação regulatória das células usadas no transplante.

    Segundo a participante, essa mudança poderia influenciar a cobertura dos procedimentos pelos planos de saúde. No entanto, o material divulgado não informa o estágio da proposta.

    Enquanto o estudo avança, Katie continuará realizando exames para verificar a função das células transplantadas.

    O resultado de hemoglobina glicada de 5,2% e os 125 dias sem insulina mostram a resposta registrada por ela até esse momento da pesquisa.

    Ainda assim, a disponibilização do transplante dependerá dos próximos resultados, das avaliações de segurança e das decisões dos órgãos reguladores.

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    Laura Lany

    Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

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