Para quem utiliza um sensor de glicose, o dispositivo passa a fazer parte da rotina de cuidados com o diabetes.
Preso ao corpo durante dias, ele acompanha atividades como trabalho, exercícios, viagens e momentos de lazer. Mas, para algumas pessoas, deixar o sensor à mostra também pode gerar desconforto.
Foi a partir dessa experiência que surgiu a SENSÉ, empresa holandesa sediada em Amsterdã que criou um bracelete desenvolvido para ser usado junto ao sensor de glicose.
Segundo a marca, a ideia surgiu depois que os criadores perceberam o desconforto de uma amiga próxima com diabetes tipo 1 ao usar o sensor de monitorização contínua da glicose (CGM) de forma visível. Em vez de pensar em uma forma de esconder o dispositivo, eles decidiram criar um acessório que pudesse fazer com que ela se sentisse mais confortável em usá-lo.
O resultado foi um bracelete que transforma o sensor em parte do visual.
Quando o sensor também passa a fazer parte do look
Os sensores de glicose ganharam espaço na rotina de pessoas que utilizam a tecnologia para acompanhar o diabetes. Ao mesmo tempo, por ficarem presos à pele, esses dispositivos também passaram a fazer parte da aparência de quem os utiliza.
Para algumas pessoas, isso não representa nenhum problema. Para outras, ele pode chamar atenção, provocar perguntas ou simplesmente não combinar com a forma como gostariam de se apresentar em determinadas situações.
É nesse ponto que entra a proposta da SENSÉ.
A marca criou um bracelete que acompanha e acrescenta ao dispositivo uma proposta estética. A ideia é que o equipamento utilizado no monitoramento da glicose possa ser incorporado ao visual, em vez de ser necessariamente escondido.
No site oficial, a SENSÉ apresenta o produto como uma peça de joalheria, e não como um dispositivo médico. O bracelete possui uma estrutura própria que fica sobre o sensor, com espaço para que ela se apoie na pele ao redor do dispositivo, sem exercer pressão sobre sua superfície.
Um acessório para quem usa sensor de glicose
O bracelete foi desenvolvido para ser utilizado junto a diferentes modelos de sensores de monitorização contínua da glicose.
Atualmente, a SENSÉ informa compatibilidade com FreeStyle Libre 2/2+, Libre 3/3+, Medtronic Simplera/Simplera Sync e Dexcom G7/ONE+.
De acordo com a empresa, o bracelete conta com um mecanismo interno desenvolvido para acomodar diferentes sensores. O modelo tem estrutura aberta e ajustável, permitindo que seja colocado sobre o dispositivo sem pressioná-lo.
A proposta não é substituir ou modificar o funcionamento do sensor, mas acrescentar uma peça de design ao dispositivo que já faz parte da rotina da pessoa com diabetes.
Com isso, mantém sua função no acompanhamento da glicose, enquanto o bracelete passa a ocupar também um espaço dentro da estética escolhida pelo usuário.
Quanto custa o bracelete?
Além da proposta de transformar o sensor de glicose em parte do visual, o bracelete da SENSÉ também chama atenção pelo formato de joia e pelo posicionamento da marca nesse mercado. No site oficial, o produto aparece atualmente por € 74,99, o equivalente a cerca de R$ 453 na cotação atual. O valor original informado pela empresa é de € 99,99, aproximadamente R$ 604. A conversão para reais é apenas uma referência e pode variar de acordo com a cotação do euro, além de eventuais taxas e custos de importação.
No momento, o modelo aparece como esgotado no site da empresa. Por isso, quem tiver interesse precisa acompanhar a página oficial para saber quando novos exemplares estarão disponíveis e quais modelos serão oferecidos.
A SENSÉ também mantém no site informações sobre o bracelete, os sensores compatíveis e a proposta da marca. Para conhecer os modelos e acompanhar futuras disponibilidades, os interessados podem acessar a página oficial da empresa.
Conheça o bracelete e os modelos da SENSÉ
A história começou com uma pessoa com diabetes tipo 1
A criação da SENSÉ está diretamente ligada à experiência de uma pessoa próxima aos fundadores.
Segundo a empresa, os criadores perceberam que o sensor não interferia apenas na rotina de cuidados da amiga. O dispositivo também influenciava a forma como ela se vestia e aparecia em fotografias.
A partir dessa percepção, surgiu a ideia de desenvolver algo que mudasse essa relação.
Em vez de criar apenas mais uma maneira de cobrir o sensor, a proposta foi desenvolver uma peça que pudesse ser escolhida justamente por quem utiliza o dispositivo.
Hoje, a SENSÉ afirma que a ideia se transformou em uma comunidade que busca celebrar o uso do sensor com mais confiança. No site da marca, a proposta é descrita como uma tentativa de transformar algo que antes poderia ser escondido em uma peça que a pessoa escolhe usar.
Mais do que esconder, escolher como mostrar
A criação da SENSÉ chama atenção porque parte de uma questão que nem sempre aparece quando se fala sobre tecnologia para o diabetes.
Um sensor pode representar praticidade e acesso a informações importantes sobre a glicose. Mas ele também está fisicamente presente no corpo e pode ser percebido por outras pessoas.
Essa relação pode ser diferente para cada usuário.
Há quem não se incomode em mostrar o sensor e até aproveite a oportunidade para falar sobre diabetes. Há também quem prefira deixá-lo menos visível em determinadas situações. Não existe uma única maneira correta de lidar com essa exposição.
Por isso, a proposta de transformar o sensor em um elemento do visual acrescenta outra possibilidade: usar a tecnologia sem sentir que é preciso escondê-la para se sentir bem com a própria aparência.
Quando o tratamento também faz parte da identidade
A presença de sensores, bombas de insulina, canetas e outros dispositivos tornou o diabetes cada vez mais visível no cotidiano.
Para quem vive com a condição, esses equipamentos podem acompanhar praticamente todos os momentos do dia. O sensor pode estar presente durante uma reunião, uma ida à praia, uma festa ou uma sessão de exercícios.
Por isso, a relação com esses dispositivos vai além da função médica. Eles também passam a fazer parte da forma como cada pessoa se apresenta e se relaciona com o próprio corpo.
É nesse espaço que a proposta da SENSÉ se insere: oferecer uma alternativa para quem prefere incorporar o sensor ao próprio estilo.
A marca não propõe esconder a tecnologia. A ideia é mudar a forma como ela é percebida.
Uma nova forma de olhar para o sensor
O bracelete criado pela SENSÉ pode parecer, à primeira vista, apenas um acessório de moda. Mas a história por trás do produto mostra uma questão maior sobre a relação entre tecnologia, corpo e diabetes.
A ideia nasceu de uma situação específica: uma pessoa com diabetes tipo 1 que não se sentia confortável com o sensor visível.
A solução encontrada foi criar uma nova maneira de enxergar o dispositivo.
O sensor continua sendo uma ferramenta para acompanhar a glicose, mas pode também ser incorporado ao estilo e à identidade de quem o utiliza.
No fim, a proposta da marca abre espaço para uma escolha que pode parecer simples, mas é significativa para quem convive diariamente com um dispositivo no corpo: esconder, mostrar ou transformar o sensor em parte do próprio look.
