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    Início - Dia Mundial da Saúde: 7 hábitos de autocuidado que ajudam no controle do diabetes
    Tratamento

    Dia Mundial da Saúde: 7 hábitos de autocuidado que ajudam no controle do diabetes

    Especialistas reforçam que o autocuidado no diabetes vai além da alimentação e inclui 7 pilares no dia a dia
    Laura Lany7 de abril de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    Hoje (7), Dia Mundial da Saúde, o autocuidado ganha destaque na rotina de quem convive com diabetes. Quantas decisões você toma por dia? Escolher o que comer, lembrar do remédio e entender variações na glicemia fazem parte desse processo. Cada uma dessas ações integra o que a ciência define como autocuidado, que conta com uma estrutura reconhecida internacionalmente para organizar esse cuidado no dia a dia.

    A Associação Americana de Educadores em Diabetes (AADE) definiu sete comportamentos centrais que toda pessoa com diabetes deve buscar desenvolver. Não são regras rígidas: são diretrizes práticas que colocam quem convive com a condição no centro do próprio tratamento.

    “No diabetes, o autocuidado é reconhecido como base central para um tratamento efetivo, onde a pessoa com diabetes é a protagonista do cuidado, ao lado de uma equipe de saúde que atue como facilitadora em todo o processo.” Maristela Strufaldi | Nutricionista, Membro do Departamento de Nutrição da SBD

    Itens de autocuidado no diabetes com medidor de glicose, alimentação saudável e atividade física no Dia Mundial da Saúde
    Autocuidado no diabetes envolve alimentação, monitoramento da glicemia, uso de medicamentos e atividade física – Imagem gerada por IA

    Alimentação: equilíbrio, não restrição

    Uma alimentação saudável não começa com uma lista de proibições. Começa com escolhas. Segundo a nutricionista Maristela Strufaldi, o objetivo é garantir variedade, equilíbrio e qualidade, priorizando alimentos in natura e minimamente processados como base do cardápio. Os ultraprocessados devem ser evitados, conforme orienta o Guia Alimentar da População Brasileira.

    As quantidades variam de pessoa para pessoa. Fatores como idade, sexo, estado nutricional e nível de atividade física influenciam diretamente as necessidades individuais. Por isso, a orientação personalizada de um nutricionista é indispensável. Como ponto de partida, a SBD sugere o modelo do prato saudável: metade para vegetais e verduras, um quarto para proteínas e um quarto para carboidratos de qualidade.

    Movimento no dia a dia: por onde começar

    O exercício é um dos aliados mais efetivos no controle glicêmico. A atividade física regular aumenta a captação de glicose pelas células e reduz a resistência à insulina, ou seja, o hormônio passa a funcionar melhor. Além disso, contribui para o controle do peso, protege o coração e melhora a saúde mental, reduzindo o risco de depressão.

    A recomendação é de pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana, complementados por atividades resistidas. Para quem está começando, o caminho é gradual: 5 a 10 minutos por dia já são um ponto de partida válido. Escolher uma atividade prazerosa, seja caminhar, dançar, nadar ou pedalar, aumenta as chances de manter a regularidade. Para quem usa insulina, monitorar a glicemia antes e depois do exercício é parte do cuidado.

    Monitorar a glicemia: o que os números dizem sobre o seu controle

    Saber como está a glicemia é o que permite ajustar o tratamento com precisão. A monitoração pode ser feita por glicosímetro com tiras reagentes ou por sensores de glicose intersticial. Em ambos os casos, os resultados são essenciais para entender o impacto das escolhas alimentares, verificar a efetividade dos medicamentos e prevenir tanto hipoglicemias quanto hiperglicemias.

    Nesse contexto, registrar os valores e realizar os exames laboratoriais solicitados pela equipe de saúde também faz parte desse comportamento. A hemoglobina glicada (HbA1c), por exemplo, reflete o controle médio da glicemia nos últimos 2 a 3 meses e é um dos principais indicadores de acompanhamento do diabetes.

    Medicamentos: usar certo faz toda a diferença

    Compreender e usar os medicamentos com responsabilidade vai além de tomar o comprimido ou aplicar a insulina no horário certo. Envolve conhecer a posologia, saber em qual contexto alimentar o medicamento deve ser administrado, reconhecer possíveis efeitos colaterais e entender como armazená-lo corretamente.

    Para quem usa insulina, há cuidados específicos que fazem diferença na eficácia do tratamento: conservação adequada dos frascos ou canetas, homogeneização correta no caso da NPH, rodízio dos locais de aplicação e descarte adequado de agulhas e seringas. Em caso de esquecimento ou atraso, a orientação é sempre consultar a equipe médica sobre como proceder.

    Resolver imprevistos: hipoglicemia, hiper e situações fora do planejado

    Saber reconhecer e agir diante de uma hipoglicemia ou hiperglicemia é uma habilidade que se constrói com informação e prática. A hipoglicemia, por exemplo, pode surgir por causas variadas: erro na contagem de carboidratos, refeição pulada, exercício não programado, consumo de bebida alcoólica ou excesso de medicação.

    Conhecer essas situações com antecedência e ter um plano de ação reduz o risco de complicações. Além disso, aumenta a autonomia de quem convive com o diabetes, tornando o dia a dia menos dependente de imprevistos que escapam ao controle.

       Possíveis causas de hipoglicemia

    • Erro na contagem de carboidratos
    • Pular ou atrasar refeições
    • Atividade física não planejada
    • Consumo de bebida alcoólica
    • Excesso de medicamento (revise doses com sua equipe)

    Reduzir riscos: os exames que não podem ficar para depois

    Prevenir complicações é tão importante quanto tratá-las. Nesse sentido, este comportamento envolve mudanças positivas no estilo de vida, participação em programas de educação em diabetes e manutenção em dia dos exames de rotina. Entre os principais: hemoglobina glicada, colesterol, função renal e fundo de olho.

    Por outro lado, a atenção à saúde emocional também integra esse cuidado. O diabetes é uma condição que exige atenção constante, e o suporte psicológico pode ser um recurso valioso para manter a adesão ao tratamento e preservar a qualidade de vida ao longo do tempo.

    Adaptar-se: o diabetes não impede a vida acontecer

    Viagens, festas, doenças intercorrentes, situações de estresse. A vida não para porque alguém tem diabetes. Por isso, saber como agir em contextos fora da rotina é uma parte real do autocuidado. Buscar informações e desenvolver estratégias de adaptação melhora o controle glicêmico e fortalece a autoeficácia: a confiança da própria pessoa na sua capacidade de cuidar de si.

    A saúde mental e a rede de apoio, composta por família, amigos e equipe de saúde, são elementos fundamentais nesse processo. Contar com pessoas próximas que compreendam a condição faz diferença real no dia a dia. Ainda assim, a adaptação saudável não depende só do entorno: depende, principalmente, de informação e de acesso a um cuidado que respeite a realidade de cada pessoa.

    Por que esses comportamentos importam juntos

    Os 7 Comportamentos do Autocuidado não funcionam de forma isolada. Cada um deles se conecta aos demais: alimentar-se bem melhora a glicemia; a atividade física potencializa o efeito dos medicamentos; monitorar os resultados orienta os ajustes necessários. Portanto, quando vistos em conjunto, eles formam um sistema prático de cuidado.

    Nesse contexto, o objetivo não é a perfeição, mas a consistência. Pequenas escolhas acertadas, repetidas ao longo do tempo, constroem um tratamento mais efetivo e uma vida com mais liberdade para quem convive com o diabetes.

    Por que o automonitoramento importa? 5 dicas para controlar sua glicose | Tom Bueno
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    Laura Lany

    Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

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