Aos 7 anos, durante uma semana de provas na escola, Amanda Honória Guibo começou a apresentar sede e vontade frequente de urinar. A mãe estranhou os sinais e decidiu antecipar exames. O resultado levou ao diagnóstico de diabetes tipo 1 e a uma internação em unidade de terapia intensiva. Hoje, aos 14 anos, Amanda mantém uma rotina de estudos e treinos de ballet na Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville, enquanto realiza o controle diário da glicose.
Amanda nasceu em Campo Grande e se mudou para Santa Catarina após ser aprovada em uma audição da escola de dança. A mudança ocorreu dois anos após o diagnóstico.
Diagnóstico de diabetes tipo 1 mudou a rotina ainda na infância
O diagnóstico ocorreu após exames indicarem glicose elevada. Segundo Amanda, o aparelho não registrava o valor devido ao nível alto. Ela foi encaminhada ao hospital e iniciou o tratamento com insulina.

A adolescente já fazia acompanhamento com endocrinologista por questões de crescimento. Após a internação, a médica passou a conduzir também o tratamento do diabetes tipo 1. Amanda afirma que recebeu orientação sobre uso de insulina, contagem de carboidratos e monitoramento da glicose.
A adaptação incluiu mudanças na alimentação e na rotina. Ela relata que precisou aprender a calcular o que comia e manter atenção constante ao uso de insulina.
Rotina com diabetes tipo 1 inclui escola e mais de 5 horas de treino
Amanda estuda no período da manhã e treina ballet à tarde. A rotina começa às 7h15 e segue até o fim da tarde, podendo se estender até 19h45 em dias de ensaio. A carga inclui mais de cinco horas de atividade física.
Ela afirma que o início exigiu ajustes nas doses de insulina. Com o aumento da atividade física, houve redução das doses ao longo do tempo. O controle da glicose passou a considerar o impacto dos exercícios.
A adolescente relata que, além das demandas escolares, precisou organizar o acompanhamento do diabetes durante todo o dia fora de casa.
Controle da glicose durante ensaios evita episódios de hipoglicemia
Antes de apresentações, Amanda mede a glicose e consome alimentos com carboidrato. Ela utiliza banana como fonte de energia rápida. O objetivo é reduzir o risco de hipoglicemia durante a atividade.

Ela também carrega um kit de emergência com alimentos como jujuba para corrigir quedas de glicose. O monitoramento ocorre ao longo do dia, especialmente antes de atividades intensas.
Amanda afirma que o diabetes tipo 1 não interferiu diretamente em apresentações ou avaliações. Segundo ela, resistência e confiança são trabalhadas nos treinos.
Alimentação com acompanhamento nutricional faz parte da rotina
Na escola de ballet, Amanda realiza acompanhamento com nutricionista. O plano alimentar considera a rotina de treinos e o controle da glicose.
Ela afirma que combina carboidratos com proteínas nas refeições para reduzir picos de glicemia. A alimentação é fornecida pela escola, com ajustes conforme a necessidade individual.
O acompanhamento inclui consultas regulares e adaptação do plano alimentar conforme a rotina de atividades.
Sensor de glicose facilita monitoramento durante o dia
Amanda utiliza sensor de glicose conectado ao celular por Bluetooth. O dispositivo permite acompanhar os níveis sem a necessidade de múltiplas medições por punção digital.
Ela afirma que o uso do sensor facilita a rotina, principalmente pela carga de atividades fora de casa. O monitoramento contínuo ajuda na tomada de decisão durante o dia.
Convivência com diabetes tipo 1 levanta dúvidas entre colegas
Amanda relata que pessoas ao seu redor costumam associar o diabetes a idade avançada ou hábitos alimentares. Segundo ela, há dúvidas sobre o que pode ou não ser consumido.
Ela afirma que explica a condição sempre que necessário e informa que mantém uma rotina com tratamento e acompanhamento.
Apresentações no palco ocorrem sem impacto direto do diabetes

A adolescente participou de diversas apresentações ao longo da formação. Entre elas, destaca a apresentação Suíte Joinvilense, quando dançou com uma turma mais avançada.
Amanda afirma que o diabetes tipo 1 não interferiu nas apresentações. Ela relata que o controle da glicose faz parte da preparação, assim como os treinos técnicos.
Ela também menciona que o sensor de glicose aparece em registros fotográficos das apresentações, o que considera parte da sua rotina.