A resistência à insulina é um tema que gera dúvidas e aparece com frequência nas conversas sobre diabetes. Mas será que toda pessoa com essa condição apresenta alterações na glicose? Pessoas magras também podem desenvolver o problema? E quais sinais merecem atenção?
Essas e outras perguntas são respondidas no novo episódio do DiabetesCast, que recebe a endocrinologista Denise Franco para explicar o que acontece no organismo quando a insulina não consegue agir como deveria.

O que é resistência à insulina?
Durante a entrevista, Denise explica que a resistência à insulina acontece quando tecidos como músculos, fígado e tecido adiposo não respondem adequadamente à ação desse hormônio. Com isso, o organismo pode precisar produzir mais insulina para manter a glicose dentro dos níveis considerados normais.
Segundo a endocrinologista, esse quadro pode existir mesmo antes de a pessoa apresentar alterações na glicemia. Quando o organismo deixa de conseguir compensar essa dificuldade, a glicose pode aumentar e o diabetes se manifestar.
Quais são os sinais?
No episódio, a especialista cita alguns sinais que podem estar relacionados à condição, como aumento de peso, maior concentração de gordura abdominal, triglicérides elevados e níveis mais baixos de HDL, conhecido como colesterol bom.
Outro sinal abordado é a acantose nigricans, caracterizada pelo escurecimento da pele em regiões de dobras, como pescoço e axilas.
Denise também explica que pessoas magras podem apresentar resistência à insulina, principalmente quando existe maior concentração de gordura na região abdominal.
Pode acontecer no diabetes tipo 1?
Embora seja muito associada ao diabetes tipo 2, a resistência à insulina também pode estar presente em pessoas com diabetes tipo 1.
A endocrinologista explica que fatores como histórico familiar, aumento de peso e gordura abdominal podem influenciar a resposta do organismo a esse hormônio. Nesses casos, aumentar a dose de insulina nem sempre resolve a situação, e pode ser necessário avaliar outras formas de tratamento.

Como é feito o tratamento?
A atividade física está entre as principais medidas citadas pela especialista. Exercícios aeróbicos e de força podem ajudar a melhorar a resposta do organismo à insulina.
Dependendo da avaliação médica e das necessidades de cada pessoa, medicamentos como metformina, análogos de GLP-1 e pioglitazona também podem fazer parte do tratamento.
Durante a conversa, Denise ainda faz um alerta sobre informações divulgadas nas redes sociais e explica que o HOMA-IR, exame que relaciona os níveis de glicose e insulina, não deve ser utilizado isoladamente para diagnosticar resistência à insulina. A avaliação precisa considerar o quadro clínico de cada paciente.
Onde assistir ao novo episódio do DiabetesCast?
O episódio completo com a endocrinologista Denise Franco já está disponível no canal do YouTube e do Spotify do Um Diabético.
Assista à entrevista, confira as explicações da especialista e compartilhe o conteúdo com quem também tem dúvidas sobre esse assunto.