Durante a Semana Santa, o consumo de peixe aumenta em todo o país. Nesse contexto, pessoas com diabetes costumam buscar opções que ajudem no controle da glicose sem comprometer a alimentação.
A sardinha aparece como alternativa frequente nesse período. Segundo Fharlley Lohann, nutricionista especialista em diabetes, o alimento pode contribuir para o equilíbrio metabólico quando inserido de forma adequada na rotina alimentar.
Além disso, o profissional aponta que a escolha dos alimentos influencia diretamente o controle glicêmico. Portanto, entender a composição nutricional pode ajudar na tomada de decisão.
Sardinha no diabetes: fonte de proteína e efeito na glicose
A sardinha apresenta alta concentração de proteína. De acordo com Fharlley Lohann, 100 gramas do alimento fornecem cerca de 25 gramas de proteína.
Esse valor equivale, segundo ele, a aproximadamente quatro ovos inteiros ou a uma dose de whey protein. Nesse contexto, a proteína contribui para maior saciedade e pode auxiliar na estabilidade da glicose.
Além disso, refeições com maior teor proteico tendem a reduzir picos glicêmicos quando comparadas a opções com predominância de carboidratos simples.
Ômega 3 e relação com inflamação e coração
Outro ponto destacado pelo nutricionista envolve a presença de ômega 3. A sardinha contém cerca de 2,2 gramas desse nutriente a cada 100 gramas.
Segundo Fharlley Lohann, o ômega 3 atua na redução de processos inflamatórios. Além disso, há relação com a proteção da saúde cardiovascular, fator relevante para pessoas com diabetes.
Nesse contexto, o consumo regular pode contribuir para reduzir riscos associados a complicações cardiovasculares, que fazem parte do acompanhamento da condição.
Vitaminas e minerais presentes na sardinha
A sardinha também concentra micronutrientes importantes. De acordo com o nutricionista, 100 gramas do alimento fornecem cerca de 40% da recomendação diária de vitamina D.
Além disso, o mesmo volume pode atingir aproximadamente 80% da necessidade diária de cálcio. Segundo ele, seria necessário consumir quase um litro de leite para alcançar quantidade semelhante de cálcio.
Outro destaque é a vitamina B12. A sardinha pode fornecer cerca de 300% da recomendação diária, o que impacta funções relacionadas ao sistema nervoso e à produção de energia.
Como incluir sardinha na rotina de quem tem diabetes
Além da composição nutricional, a forma de consumo também influencia. Fharlley Lohann orienta priorizar sardinha fresca ou enlatada em água.
No entanto, caso a versão em óleo seja a única disponível, ele recomenda descartar completamente o líquido antes do consumo.
Já o nutricionista Thulio Wanderley, que convive com diabete tipo 1, explica que, na forma de pescado, a sardinha mantém esse mesmo perfil de nutrientes.
Por outro lado, a versão enlatada entra no contexto de alimentos em conservação. Ele destaca que peixes fora da geladeira tendem a estragar, como ocorre com a maioria dos alimentos, com exceção de produtos como o bacalhau, que passa por salga.
No caso da sardinha enlatada, o processo de conservação envolve substâncias que evitam a deterioração, o que explica sua durabilidade.
Enquanto isso, o alimento pode ser inserido em diferentes preparações. Segundo o nutricionista, uma opção envolve combinar 100 gramas de sardinha com creme de ricota ou requeijão para formar um patê.
Além disso, a sardinha pode ser utilizada como recheio de omeletes ou em refeições principais. Nesse contexto, a variedade de preparo facilita a adesão à dieta.
O que considerar na escolha alimentar durante a Semana Santa
A escolha de alimentos durante a Semana Santa pode influenciar diretamente o controle do diabetes. Portanto, avaliar opções com base na composição nutricional se torna parte do cuidado diário.
Ainda assim, a inclusão da sardinha não substitui acompanhamento profissional. O ajuste alimentar deve considerar o plano individual, o uso de medicamentos e o nível de glicose.
Nesse contexto, a orientação de profissionais de saúde segue como referência para decisões mais seguras ao longo do tratamento.