A maçã contém carboidrato e pode provocar alterações na glicemia, mas isso não significa que a fruta seja inadequada para quem tem diabetes. Segundo a nutricionista e educadora em diabetes Maristela Struffaldi, outros fatores também podem interferir nessa resposta.
A fruta contém frutose, um açúcar natural, além de fibras. Uma maçã média apresenta cerca de 15 gramas de carboidrato e tem baixo índice glicêmico, característica associada a uma absorção mais gradual dos carboidratos.
O que pode fazer a glicemia subir
Quando a glicemia aumenta depois do consumo de uma maçã, é necessário considerar como estava a glicose antes da fruta. Uma pessoa pode começar a alimentação com a glicemia acima do esperado e perceber uma nova elevação depois de comer.
Para quem utiliza insulina, também é necessário avaliar se o esquema de medicação está adequado para a quantidade de carboidrato consumida. Essa análise deve ser feita com a equipe de saúde.
O tamanho da maçã também interfere na quantidade de carboidrato ingerida. Uma unidade menor terá uma quantidade diferente de carboidrato em comparação com uma fruta maior.
Sono e insulina também podem interferir
A alimentação não é o único fator que pode alterar a glicemia. Durante o DiabetesCast, Maristela explicou que condições como qualidade do sono, presença de uma infecção e quantidade de insulina basal também podem influenciar os níveis de glicose.
Isso significa que uma elevação observada depois de comer determinado alimento não deve ser analisada de forma isolada. O contexto do tratamento e da rotina também precisa ser considerado.
A nutricionista destacou que existem diversos fatores que interferem na glicemia. A alimentação é apenas uma parte desse conjunto.
Maçã pode fazer parte da alimentação
Segundo Maristela, nenhuma fruta é proibida para quem tem diabetes, e a maçã pode fazer parte da alimentação. A fruta fornece fibras e apresenta baixo índice glicêmico.
O consumo precisa ser analisado de acordo com a quantidade de carboidrato, o tamanho da porção e o tratamento utilizado por cada pessoa.
Quando há elevações frequentes da glicemia após o consumo de uma fruta, a avaliação deve considerar também a glicemia anterior, o horário do consumo, a quantidade ingerida e o esquema de medicação.
A análise individual permite entender se a alteração está relacionada à quantidade de carboidrato da refeição ou a outros fatores que também interferem no controle glicêmico.
5 dicas para comer maçã e acompanhar a glicemia
- Observe a glicemia antes de comer
Verifique como está a glicose antes do consumo para não atribuir automaticamente uma eventual elevação à maçã. - Considere o tamanho da maçã
Uma maçã média tem cerca de 15 g de carboidrato. Frutas maiores ou menores terão quantidades diferentes. - Considere a quantidade de carboidrato
Para quem usa insulina, a quantidade de carboidrato da fruta deve ser considerada no esquema de tratamento, conforme orientação da equipe de saúde. - Não olhe apenas para a fruta
Sono, infecções e quantidade de insulina basal também podem interferir na glicemia. - Não trate a maçã como alimento proibido
A maçã contém fibras e tem baixo índice glicêmico, podendo fazer parte da alimentação de quem tem diabetes.
