O jogo do Brasil é nesta sexta-feira (19) deve reunir torcedores em casas, bares e encontros entre amigos e familiares. Para quem convive com diabetes, a partida também pode exigir atenção ao controle da glicemia, principalmente diante de mudanças na alimentação, consumo de bebidas e momentos de tensão durante o jogo.
Com monitoramento da glicemia, organização da alimentação e atenção à hidratação, é possível torcer, participar dos encontros e manter os cuidados do tratamento.
Mudanças nos horários das refeições, consumo de bebidas e momentos de tensão durante o jogo podem influenciar os níveis de glicose no sangue. Por isso, especialistas orientam que pessoas com diabetes se organizem antes do início da partida para reduzir o risco de hipoglicemia e hiperglicemia.
Diabetes e jogo do Brasil: por que a glicemia pode oscilar?
A emoção durante uma partida de futebol pode provocar alterações hormonais no organismo.
Situações de estresse, ansiedade e expectativa estimulam a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol. Esses hormônios podem aumentar a glicemia em algumas pessoas.
Também existe a possibilidade de queda da glicose quando há insulina ativa, longos períodos sem alimentação ou consumo inadequado de carboidratos durante o jogo.
As reações do organismo variam de pessoa para pessoa. O monitoramento ajuda a identificar como cada pessoa responde durante situações de maior envolvimento emocional.
O que fazer antes do início da partida
O primeiro passo é verificar a glicemia antes do jogo começar. Quem utiliza insulina deve considerar os alimentos e bebidas que pretende consumir durante a partida. Petiscos, refrigerantes, cerveja, chopp e outros alimentos e bebidas consumidos durante o jogo podem exigir planejamento prévio.
A contagem de carboidratos pode ajudar pessoas que utilizam essa estratégia no tratamento.
Também é importante separar os materiais necessários para o controle do diabetes, como glicosímetro, sensor de glicose, insulina, tiras reagentes e fontes de carboidrato de rápida absorção.
Monitoramento da glicemia durante o jogo exige atenção aos sintomas
O intervalo da partida pode ser um momento adequado para verificar a glicemia. Quem utiliza sensor contínuo de glicose pode acompanhar os dados em tempo real. Já quem utiliza glicosímetro pode aproveitar a pausa para realizar uma medição.
A combinação entre alimentação, bebidas e emoção pode provocar mudanças nos níveis de glicose. O acompanhamento permite identificar essas alterações e tomar decisões com mais segurança.
Tremores, suor excessivo, tontura, visão embaçada, palpitações, sonolência e confusão mental podem indicar alterações da glicemia durante o jogo.
Ao perceber esses sintomas, a orientação é verificar a glicemia e seguir as recomendações da equipe de saúde responsável pelo tratamento.
Kit de hipoglicemia deve ficar por perto
Uma medida simples é manter o kit de hipoglicemia em local de fácil acesso. O material pode incluir sachês de glicose, balas, tabletes de glicose ou outra fonte de carboidrato de rápida absorção indicada pela equipe de saúde.
Quem pretende assistir ao jogo fora de casa também deve levar esses itens na bolsa ou mochila.
O acesso rápido ao tratamento pode ser importante em caso de queda da glicemia.
Consumo de bebidas exige atenção
Durante partidas de futebol, muitas pessoas costumam consumir bebidas alcoólicas.
Quem tem diabetes precisa considerar que o álcool pode interferir no controle glicêmico e aumentar o risco de desidratação.
Por isso, a hidratação deve fazer parte do planejamento para acompanhar o jogo.
Manter o consumo regular de água ajuda o organismo a funcionar adequadamente durante todo o período da partida e das comemorações.
Diabetes não impede a participação nos momentos de torcida
O diabetes não impede a participação em encontros para assistir ao futebol.
O tratamento envolve adaptação e planejamento. Pessoas com diabetes podem compartilhar refeições, acompanhar a partida com amigos e familiares e participar dos momentos de convivência.
O ponto principal é manter os cuidados que já fazem parte da rotina diária.
O monitoramento da glicemia, a alimentação planejada e o uso correto dos medicamentos ajudam a reduzir imprevistos durante o jogo.
O que comer durante o jogo do Brasil?
Muitos petiscos consumidos durante partidas de futebol costumam conter carboidratos refinados e produtos ultraprocessados.
Algumas opções podem fazer parte da mesa durante o jogo:
- Queijo minas em cubos;
- Muçarela em cubos;
- Queijo coalho com tomate-cereja;
- Chips de provolone assado;
- Iscas de frango aceboladas;
- Espetinhos de carne;
- Rolinhos de peito de peru com creme de ricota;
- Pipoca preparada na panela com pouco óleo e pouco sal;
- Castanhas;
- Amêndoas;
- Amendoim sem açúcar e sem sal;
- Chips de abobrinha assados;
- Chips de berinjela assados;
- Chips de batata-doce preparados na air fryer.
Esses alimentos fornecem proteínas, fibras ou gorduras, nutrientes que ajudam a retardar a absorção da glicose quando comparados a muitos petiscos ultraprocessados.
Como se preparar para assistir ao jogo
Antes do início da partida, a recomendação é verificar a glicemia e manter por perto o glicosímetro ou sensor de glicose. Também vale planejar os alimentos e bebidas que serão consumidos durante o jogo e deixar disponível uma fonte de carboidrato de rápida absorção para situações de hipoglicemia.
Quem for assistir ao jogo fora de casa deve levar insulina e materiais de monitoramento. A hidratação também merece atenção ao longo da partida. Com esses cuidados, pessoas com diabetes podem acompanhar o jogo do Brasil, participar dos encontros com amigos e familiares e manter o tratamento dentro da rotina.
