O evento “Ponto de Cuidado: no diabetes cada detalhe importa” reuniu neste sábado (23), em São Paulo, influenciadores, profissionais da saúde e pessoas que convivem com diabetes para discutir aplicação de insulina, uso correto de agulhas e a transição das agulhas e seringas BD para Embecta.
O encontro aconteceu no espaço CazaMais Coworking, na capital paulista, e foi promovido pelo Portal Um Diabético, pela agência TB Content e pela Embecta, fabricante de agulhas e seringas para aplicação de insulina. O jornalista Tom Bueno conduziu as conversas ao longo da programação.
A programação abordou temas relacionados à insulinoterapia, rodízio de aplicações, reutilização de agulhas, lipohipertrofia, armazenamento da insulina e rotina de quem utiliza insulina diariamente.
Além disso, o evento também abriu espaço para troca de experiências entre influenciadores e criadores de conteúdo que produzem informações sobre diabetes nas redes sociais.
Evento reuniu influenciadores e comunidade diabetes
O CazaMais recebeu criadores de conteúdo que compartilham informações sobre glicemia, alimentação, atividade física, uso de sensores e aplicação de insulina.
A programação começou com um café da manhã de integração entre os convidados. Durante o encontro, os participantes conversaram sobre diagnóstico, adaptação ao tratamento, hipoglicemia, monitoramento glicêmico e desafios relacionados à aplicação de insulina em locais públicos.

Além disso, o evento permitiu o encontro presencial entre influenciadores que já acompanhavam o trabalho uns dos outros pelas redes sociais.
O ultramaratonista e educador físico Emerson Brizan destacou a importância desse contato entre pessoas que convivem com diabetes.
“O mais legal de tudo é a integração entre outras pessoas que sentem as mesmas dificuldades”, afirmou.
Embecta explicou mudança das embalagens e transição da antiga BD
Durante a apresentação institucional, representantes da Embecta explicaram o processo de transição após a separação da unidade de diabetes da BD.
Os produtos continuam os mesmos, incluindo fabricação, compatibilidade, registros regulatórios e características técnicas. A mudança aconteceu na identidade visual e nas embalagens.

Além disso, a empresa informou que embalagens antigas e novas continuam coexistindo nos pontos de venda durante o período de transição.
A farmacêutica clínica Lilian Andressa comentou as orientações apresentadas durante o encontro.
“Os produtos continuam iguais, continuam os mesmos e com a mesma qualidade”, disse.
Representantes da marca apresentaram a trajetória da companhia no segmento diabetes. A empresa atua há quase 100 anos no desenvolvimento de tecnologias para aplicação de insulina.
O conteúdo exibido durante o encontro apontou ainda que a companhia participou da criação de seringas descartáveis, agulhas mais curtas e tecnologias de parede ultrafina.
A Embecta produz mais de 10 bilhões de unidades por ano, atende pessoas com diabetes em mais de 100 países e possui cerca de 30 milhões de usuários utilizando seus produtos.
Agulhas Ultra-Fine e tamanhos disponíveis foram apresentados
Durante a apresentação sobre os produtos, a Embecta destacou as agulhas Ultra-Fine de 4 mm para canetas de insulina.
O modelo possui parede ultrafina, cinco cortes na ponta da agulha e compatibilidade com as canetas disponíveis no mercado.
Além disso, a empresa apresentou informações sobre diferentes tamanhos de agulhas e seringas disponíveis no portfólio, incluindo modelos de 4 mm, 5 mm e 8 mm para canetas de insulina.
O material também trouxe informações sobre seringas de 30UI, 50UI e 100UI utilizadas por pessoas que realizam insulinoterapia.
Especialistas falaram sobre aplicação correta da insulina
A enfermeira e educadora em diabetes Gisele Filgueiras conduziu uma palestra técnica sobre técnicas de aplicação de insulina, rodízio dos locais de aplicação e prevenção de complicações relacionadas ao uso inadequado das agulhas.
Junto com Gisele, também participou do encontro o endocrinologista Marcio Krakauer, do Departamento de Tecnologia, Saúde Digital e Telemedicina da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Durante um bate-papo, mostraram que a aplicação da insulina deve ocorrer no tecido subcutâneo. Segundo o conteúdo exibido, a espessura da pele raramente ultrapassa 3 mm, independentemente da idade, gênero ou tipo físico.
Nesse contexto, a apresentação reforçou que agulhas de 4 mm são recomendadas para adultos e crianças, com aplicação em ângulo de 90 graus.
Em alguns casos de baixo tecido subcutâneo, a orientação inclui a realização da prega cutânea para evitar aplicação intramuscular.
Rodízio e reutilização das agulhas entraram na discussão
Outro tema discutido durante a palestra foi o rodízio dos locais de aplicação. Segundo as orientações apresentadas, alternar as regiões do corpo utilizadas na insulinoterapia pode ajudar a reduzir alterações na absorção da insulina e diminuir riscos de lesões na pele.
Além disso, os especialistas falaram sobre a reutilização das agulhas. O material exibido durante o encontro mostrou que o uso repetido da mesma agulha pode estar associado ao desenvolvimento de lipohipertrofia.
A lipohipertrofia é caracterizada pelo acúmulo de gordura abaixo da pele nos locais das aplicações de insulina. A enfermeira contou que caroços, alterações na textura da pele, inchaços e mudanças visíveis na região das aplicações podem indicar essa condição.
Nesse contexto, a recomendação apresentada foi evitar aplicações nessas regiões e realizar inspeção frequente da pele.
A palestra também trouxe orientações sobre armazenamento correto da insulina, descarte seguro das agulhas e cuidados com a validade dos produtos utilizados no tratamento.
Influenciadores relataram aprendizados durante o encontro
Durante o evento, participantes relataram experiências pessoais relacionadas ao diabetes e à insulinoterapia.
“Apesar de tanto tempo convivendo com diabetes, 76 anos, ainda estou aprendendo coisas”, afirmou Carmen Wills. “Aquela questão das agulhas, eu fiquei sabendo mais a respeito delas.”
O influenciador Lucas Amaral afirmou que o encontro ajudou na construção de conexões entre pessoas que convivem com diabetes tipo 1.
“Esse momento, com essas pessoas, com certeza nos ajuda muito, principalmente a comunidade que já está unida conosco”, disse.
Já Leticia Porto destacou as informações sobre rodízio e lipohipertrofia.
Eu aprendi várias coisas que, por mais que eu tenha 15 anos de diabetes, eu não sabia.”
O influenciador Bruno Diniz comentou sobre a importância da troca das agulhas.
“Depois dessa aula que eu tive hoje, eu consegui entender a importância de sempre estar trocando de agulha.”
A participante Zilda Maria da Silva, que convive com diabetes tipo 2 há mais de 50 anos, também comentou sobre a reutilização das agulhas.
