Quando Lila Moss recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 ainda na infância, ela conhecia muito pouco sobre a doença. A única referência que tinha era um episódio da série Hannah Montana, exibida pela Disney. Anos depois, a filha da supermodelo Kate Moss passou a usar a própria história para mostrar que o tratamento pode fazer parte da rotina, inclusive nas passarelas e nos maiores eventos de moda do mundo.

Hoje, aos 23 anos, Lila convive com diabetes tipo 1 desde os 8 anos de idade. Ao longo desse período, ela falou publicamente sobre o impacto do diagnóstico, mostrou os dispositivos que utiliza no tratamento e passou a aparecer sem esconder a bomba de insulina e o sensor de glicose.
O diagnóstico aconteceu quando Lila ainda era criança
Em entrevista à Vogue, Lila contou que recebeu a notícia do diagnóstico sem entender exatamente o que significava viver com diabetes tipo 1.
Segundo ela, a única vez em que tinha ouvido falar da doença foi assistindo a um episódio de Hannah Montana.
“Quando me contaram, fiquei meio em choque”, disse a modelo.

Ela contou que, naquele momento, não sabia o que significava o diagnóstico.
“Eu pensei: ‘Nem sei o que isso significa’, e então a ficha caiu: ‘Você vai ter isso para sempre’.”
Lila também revelou que o episódio da série foi sua primeira fonte de informação sobre diabetes.
No capítulo “Sem Açúcar, Açúcar”, o personagem Oliver recebe o diagnóstico de diabetes tipo 1 e explica aos amigos que pode continuar consumindo alimentos com açúcar, desde que controle a alimentação e os níveis de glicose.
“Quando Oliver foi diagnosticado com diabetes, essa foi a única vez que eu soube o que estava acontecendo”, contou durante o episódio Diary of a Model, publicado pela Vogue.
A adaptação ao tratamento passou a fazer parte da rotina
Com o passar dos anos, Lila afirmou que aprendeu a conviver com o diabetes. Além disso, incorporou os dispositivos do tratamento à rotina sem tentar escondê-los.
Ela utiliza bomba de insulina para administrar o medicamento e também faz uso de monitor contínuo de glicose, tecnologia que acompanha os níveis de glicose ao longo do dia e da noite.
Enquanto se preparava para a Semana de Moda de Paris, Lila mostrou no canal da Vogue o controle utilizado para operar a bomba de insulina.
Quando conhece pessoas novas, costuma responder de forma descontraída às perguntas sobre o aparelho. Segundo ela, o dispositivo é seu “bat-telefone”.
A bomba de insulina apareceu na passarela em 2021
Um dos momentos mais comentados da trajetória da modelo aconteceu durante a Semana de Moda de Milão, em setembro de 2021. Na ocasião, Lila desfilou usando a bomba de insulina presa à coxa.
Ela não tentou esconder o dispositivo durante a apresentação. A imagem repercutiu entre pessoas que convivem com diabetes tipo 1 e gerou mensagens de apoio nas redes sociais.
Entre os comentários, uma usuária escreveu:
“Obrigada por mostrar seu Omnipod! Você é um ótimo exemplo para todas as crianças que vivem com diabetes tipo 1 e que podem ter vergonha do seu pequeno dispositivo.”
O sensor de glicose voltou a aparecer no Met Gala 2026
Cinco anos depois, Lila voltou a chamar atenção ao participar do Met Gala 2026 com o sensor de glicose visível no look.
O baile beneficente acontece anualmente no Museu Metropolitano de Arte de Nova York e reúne artistas, modelos e celebridades em produções inspiradas no tema da edição.
Em 2026, o tema foi “Fashion Is Art”. O sensor de glicose faz parte da rotina de pessoas com diabetes e permite acompanhar os níveis de glicose durante o dia e a noite, auxiliando no tratamento.
Assim como aconteceu em 2021, a modelo apareceu sem esconder o dispositivo.
Lila Moss ganhou uma Barbie inspirada na sua história
A trajetória de Lila Moss também inspirou uma homenagem da Barbie. Como parte da divulgação de uma linha de bonecas que representam crianças com diabetes tipo 1, a marca apresentou uma Barbie inspirada na modelo.

A boneca reproduz características da rotina de Lila. Ela usa um sensor de glicose no braço, uma bomba de insulina na perna e leva na bolsa um aparelho utilizado para acompanhar os níveis relacionados ao tratamento. O visual também faz referência ao estilo da modelo, com um conjunto preto.
Ao comentar a homenagem, Lila disse que ficou orgulhosa por usar sua visibilidade para ampliar o conhecimento sobre o diabetes tipo 1.
“Mostrar que ser diferente é algo positivo”, afirmou a modelo em declaração divulgada pela WWD.
A iniciativa ampliou a representatividade de crianças e adolescentes que convivem com diabetes tipo 1 e mostrou que os dispositivos usados no tratamento também podem fazer parte de brinquedos voltados ao público infantil.
A representatividade começou de forma espontânea
Lila nunca disse que pretendia se tornar um símbolo para pessoas com diabetes tipo 1. Ainda assim, suas aparições públicas usando bomba de insulina e sensor de glicose passaram a ser vistas como uma forma de representação para quem também convive com a doença.
Além disso, sua história mostra como o acesso à informação sobre diabetes evoluiu nas últimas décadas.
Quando recebeu o diagnóstico, Lila conhecia a doença apenas por um episódio de televisão.
Hoje, ela fala abertamente sobre o tratamento e mostra que os dispositivos utilizados no controle do diabetes fazem parte da sua rotina dentro e fora das passarelas.