A pele de quem convive com diabetes precisa de cuidados na rotina. A atenção não envolve apenas estética. Ela também ajuda a identificar sinais que podem indicar infecções, inflamações ou necessidade de atendimento médico.
Segundo o médico dermatologista e pesquisador Felipe Ribeiro, alguns cuidados simples podem reduzir riscos. No entanto, a pessoa com diabetes não deve ignorar alterações na pele, mesmo quando os sintomas parecem leves.
Nesse contexto, vermelhidão, saída de pus, dor, feridas ou inflamações precisam de avaliação. Em pessoas com diabetes, uma infecção pode evoluir com rapidez e exigir tratamento específico.
1. Secar bem os pés ajuda a evitar problemas
O primeiro cuidado citado por Felipe Ribeiro envolve a umidade nos pés. Ele orienta que a pessoa com diabetes não deixe a pele úmida por muito tempo, principalmente entre os dedos.
Depois do banho, é importante secar bem essa região. A umidade pode favorecer problemas de pele e dificultar a percepção de alterações no local.
Além disso, os pés merecem atenção porque fazem parte da rotina de cuidado de quem convive com diabetes. Pequenos sinais podem passar despercebidos quando a pessoa não observa a região com frequência.
2. Hidratação deve fazer parte da rotina
Felipe Ribeiro também destaca a hidratação da pele. Segundo ele, não é necessário usar um produto caro. O mais importante é manter o hábito.
A orientação do dermatologista é hidratar a pele pela manhã e à noite. Portanto, o cuidado precisa entrar na rotina, como outras medidas do tratamento.
A hidratação ajuda a manter a integridade da pele. Ainda assim, ela não substitui avaliação médica quando aparecem sinais de infecção, feridas ou inflamação.
3. Infecções podem ter poucos sintomas em quem tem diabetes
Um ponto de atenção envolve as infecções de pele no diabetes. Segundo Felipe Ribeiro, elas podem apresentar sintomas brandos, mesmo quando o quadro exige cuidado.
Isso significa que uma infecção grave pode não causar sinais intensos no início. Por outro lado, vermelhidão ou pus em alguma área do corpo podem indicar um problema que precisa de atendimento.
Nesse caso, o dermatologista orienta procurar avaliação rapidamente. A demora pode permitir que a infecção avance e demande antibiótico ou outro tratamento.
4. Cortar as unhas muito rente pode causar inflamação
O cuidado com as unhas também entra na lista de recomendações. Felipe Ribeiro orienta não cortar a unha muito rente.
Quando a unha entra na pele, ela pode causar inflamação. Além disso, em alguns casos, a pessoa pode precisar usar antibiótico ou fazer um tratamento específico.
Por isso, quem tem diabetes deve observar as unhas e evitar cortes que machuquem a pele ao redor. Caso apareçam sinais de inflamação, o ideal é procurar atendimento.
5. Receitas caseiras podem atrasar o tratamento
Felipe Ribeiro também faz um alerta sobre o uso de medicações caseiras. Segundo ele, diante de qualquer sintoma de pele que gere dúvida, a pessoa não deve tentar tratar sozinha.
A orientação é procurar um clínico geral ou um pronto-socorro. Se houver necessidade, esses profissionais podem encaminhar o paciente ao dermatologista.
No diabetes, infecções de pele podem evoluir em velocidade rápida. Portanto, esperar ou tentar resolver com receitas caseiras pode atrasar o diagnóstico e o tratamento.
Quando procurar atendimento médico
A pessoa com diabetes deve buscar atendimento quando notar vermelhidão, pus, inflamação, feridas, dor, alteração nas unhas ou qualquer sintoma que gere dúvida.
Ainda que o sinal pareça pequeno, ele merece atenção. Segundo Felipe Ribeiro, infecções em pacientes com diabetes podem se tornar graves em pouco tempo.
Por isso, o cuidado com a pele deve fazer parte da rotina. Observar, secar, hidratar e procurar atendimento quando necessário são medidas que ajudam a reduzir riscos.