O café da manhã costuma gerar dúvidas em quem vive com diabetes. Pão, frutas, café, queijo e iogurte fazem parte da rotina de muitas pessoas. No entanto, a escolha dos alimentos e a combinação entre eles podem interferir diretamente na glicemia ao longo do dia.
Segundo orientações compartilhadas pela nutricionista Carol Netto, o primeiro passo é entender como está o controle glicêmico antes de definir o que colocar no prato. Portanto, a monitorização da glicose ajuda a identificar quais alimentos funcionam melhor na rotina de cada pessoa.
A especialista explica que pessoas com diabetes podem comer diferentes tipos de alimentos. No entanto, o exagero e a falta de combinação adequada entre carboidratos, proteínas e gorduras podem dificultar o controle glicêmico.
1. Pão integral ou combinações que reduzam o impacto glicêmico
O pão aparece entre os alimentos mais consumidos no café da manhã. No entanto, Carol Netto explica que o tipo escolhido pode mudar a resposta glicêmica.
Ela cita o pão integral como uma opção mais favorável quando comparado ao pão francês. Isso acontece porque o integral costuma ter mais fibras.
Ainda assim, a nutricionista reconhece que nem sempre a pessoa quer consumir pão integral. Portanto, ela orienta que o pão francês seja combinado com gordura ou proteína para diminuir o impacto na glicose.
Nesse caso, um pouco de manteiga pode ajudar na combinação. Além disso, retirar o miolo do pão também pode contribuir.
Carol Netto lembra que o pão possui alto índice glicêmico. Portanto, quando a glicose estiver alta, ele pode não ser a melhor escolha naquele momento.
2. Ovo como opção com pouca influência na glicose
A nutricionista destaca o ovo entre as opções para o café da manhã de quem tem diabetes. Segundo ela, o alimento não possui carboidrato e pode ajudar no controle glicêmico.
Além disso, o ovo aparece como alternativa para quem acorda com a glicose mais alta, situação comum em pessoas que convivem com o fenômeno do alvorecer.
Nesse contexto, Carol Netto orienta priorizar alimentos com pouco ou nenhum carboidrato no início do dia.
3. Queijo pode entrar no café da manhã, mas exige atenção ao excesso
O queijo também aparece entre os alimentos citados pela nutricionista. Segundo Carol Netto, ele funciona como fonte de proteína no café da manhã.
No entanto, ela reforça que o excesso de gordura merece atenção. Portanto, a quantidade consumida faz diferença na rotina alimentar de quem vive com diabetes.
A especialista também cita o queijo como alternativa para momentos em que a glicose amanhece elevada.
4. Frutas fazem parte da alimentação, mas quantidade muda a resposta glicêmica
As frutas também podem fazer parte do café da manhã. No entanto, Carol Netto explica que o tipo da fruta e a quantidade consumida influenciam diretamente a glicose.
Ela cita o morango como exemplo de fruta com menor índice glicêmico. Por outro lado, lembra que a banana possui impacto glicêmico maior.
Segundo a nutricionista, isso não significa que a banana esteja proibida. Porém, a pessoa precisa entender quantidade, contexto e controle glicêmico antes da escolha.
5. Café sem açúcar e iogurte zero podem ajudar no controle glicêmico
O café faz parte da rotina de muitas pessoas no início do dia. Segundo Carol Netto, a melhor escolha é consumir a bebida sem açúcar.
No entanto, quem utiliza açúcar precisa contabilizar essa quantidade, principalmente nos casos de contagem de carboidratos.
Além disso, o iogurte também aparece como alternativa para o café da manhã. Carol Netto cita o iogurte zero como uma opção para quem acorda com a glicose mais alta.
A especialista reforça que, se houver consumo de carboidrato, a melhor escolha costuma ser aquele com maior quantidade de fibras.
Controle da glicose ajuda na escolha do café da manhã
Carol Netto reforça que a monitorização da glicose faz parte da tomada de decisão alimentar. Nesse contexto, o resultado da glicemia ajuda a entender quais escolhas funcionam melhor em cada momento do dia.
Segundo ela, alimentos com baixo índice glicêmico tendem a provocar menor elevação da glicose. Portanto, escolher esse tipo de alimento pode ajudar no controle glicêmico na rotina diária.
A nutricionista também diferencia a alimentação do cotidiano das situações pontuais, como viagens, festas ou hospedagens em hotéis. Segundo ela, a orientação vale principalmente para o dia a dia.
