Durante as festas juninas e julinas, a pamonha volta ao cardápio de muitas famílias. No entanto, quem vive com diabetes costuma ter a mesma dúvida: é possível comer pamonha sem comprometer o controle da glicose? Segundo a nutricionista Carol Netto, a resposta é sim, desde que alguns cuidados façam parte da escolha.
A orientação não é excluir o alimento da alimentação, mas entender sua composição, a quantidade de carboidratos e evitar exageros.
Quem tem diabetes pode comer pamonha?
Sim. Pessoas com diabetes podem comer pamonha, desde que o consumo seja ocasional e faça parte do planejamento da alimentação.
Segundo Carol Netto, ela é feita principalmente de milho verde. Além disso, a receita tradicional costuma levar leite, manteiga e açúcar. Essa combinação resulta em uma quantidade elevada de carboidratos, que pode aumentar a glicose no sangue.
Em algumas regiões do Brasil, como Goiás, também existem versões recheadas com queijo, carne desfiada ou linguiça. Nesses casos, além dos carboidratos, há um aumento da quantidade de gordura, o que também pode dificultar o controle glicêmico.
Quanto carboidrato tem uma pamonha?
Uma pamonha contém, em média, 30 gramas de carboidrato. Na prática, essa quantidade é semelhante à encontrada em um pão. Portanto, conhecer esse valor ajuda na organização da alimentação.
Para quem tem diabetes tipo 2 e não faz contagem de carboidratos, a recomendação é considerar essa quantidade como uma substituição dentro da refeição. Ou seja, ao consumir ela, é importante reduzir outro alimento que tenha quantidade semelhante de carboidratos.
Enquanto isso, quem faz contagem de carboidratos deve calcular a dose de insulina conforme a orientação da equipe de saúde. Como a pamonha contém carboidratos simples, a glicose tende a subir rapidamente após o consumo.
3 dicas para comer pamonha com diabetes
1. Evite comer todos os dias
A pamonha pode fazer parte das festas juninas e julinas, mas não deve entrar na rotina diária.
Segundo Carol Netto, o consumo ocasional permite aproveitar o alimento sem aumentar o risco de excesso de carboidratos ao longo da semana.
Além disso, o ideal é limitar a quantidade e evitar consumir várias unidades na mesma refeição.
2. Não use a como sobremesa
Outro cuidado importante é não comer a pamonha depois do almoço ou do jantar como sobremesa.
Nesse contexto, a quantidade total de carboidratos da refeição aumenta, favorecendo uma elevação maior da glicose.
A orientação é considerar a pamonha como parte da refeição e não como um complemento.
3. Fique atento aos outros alimentos da festa
As festas juninas ou julinas costumam reunir vários alimentos ricos em carboidratos. Por isso, quem escolhe comer pamonha deve evitar consumir todos os pratos tradicionais na mesma ocasião.
Além disso, manter o monitoramento da glicose, aplicar a insulina quando indicada e tomar os medicamentos nos horários corretos fazem parte dos cuidados para reduzir o impacto da refeição.
O exagero é o principal risco
Segundo Carol Netto, o maior problema não é a pamonha em si, mas o excesso e a falta de informação sobre sua composição.
Conhecer a quantidade de carboidratos, entender os ingredientes da receita e planejar o consumo ajudam quem vive com diabetes a participar das festas típicas sem abrir mão do controle da glicose.