Para quem convive com diabetes, o consumo de torradas merece atenção. A nutricionista e educadora em diabetes Carol Netto explica que cada quatro unidades equivalem a aproximadamente um pão francês, com cerca de 22 gramas de carboidrato. Isso significa que, em termos de carboidrato, a torrada não é uma opção “leve” em relação ao pão tradicional.
Além disso, Carol Netto destaca que o processo de tostagem provoca a caramelização do amido, o que eleva o índice glicêmico. Ou seja, a glicose no sangue pode subir mais rapidamente do que se você consumisse pão fresco.
Como o acompanhamento nutricional influencia
Segundo Carol Netto, é importante observar o contexto do consumo. Comer torrada com geleia adiciona mais carboidratos à refeição, enquanto manteiga adiciona apenas gordura, retardando parcialmente a absorção de glicose. O requeijão combina proteína e gordura, ajudando a reduzir a velocidade de aumento da glicose.
Portanto, a forma como a torrada é consumida altera o efeito sobre a glicemia, de acordo com a especialista.
Quantidade importa
Carol Netto alerta que o número de unidades ingeridas impacta diretamente os níveis de glicose. Consumir quatro torradas representa um certo aporte de carboidratos, mas oito unidades dobram esse valor, exigindo atenção redobrada na contagem.
No caso de pessoas que utilizam contagem de carboidratos para ajustar insulina, é essencial contabilizar cada unidade. Para quem tem diabetes tipo 2, substituir ou distribuir a ingestão de carboidratos ao longo do dia ajuda a evitar picos de glicemia.
Melhor forma de consumir
De acordo com Carol Netto, a combinação mais adequada para quem tem diabetes é a torrada com requeijão, por incluir proteína que contribui para uma absorção mais lenta de glicose. No entanto, mesmo nesse caso, a quantidade deve ser controlada. Ainda assim, a escolha depende do perfil do paciente, do tratamento utilizado e da rotina alimentar.