Quem convive com o diabetes muitas vezes encara o almoço de domingo com receio. Afinal, a macarronada costuma levar a fama de grande inimiga do controle glicêmico. Mas será que é preciso cortar esse prato delicioso do cardápio ou ele pode fazer parte da rotina?
Em um vídeo do nosso canal “Um Diabético”, o jornalista Tom Bueno conversou com a nutricionista Carol Netto para desvendar os mitos e verdades sobre macarrão e diabetes. Juntos, eles trouxeram revelações surpreendentes e uma “dica de ouro” sobre a pesagem do alimento que pode mudar a sua relação com as massas.
O macarrão é realmente um vilão?
Muitas pessoas acreditam que quem tem diabetes não deve comer massas de jeito nenhum. No entanto, a realidade se mostra um pouco diferente. O macarrão pertence ao grupo dos carboidratos, assim como o arroz e o pão. Quando ingerido, o corpo o transforma em glicose na corrente sanguínea.
A grande questão, segundo a conversa entre Tom Bueno e Carol Netto, não reside na proibição, mas sim na quantidade e na forma de consumo. O erro frequente acontece quando perdemos a mão na hora de servir, especialmente com espaguete, que engana no volume.
Além disso, o acompanhamento faz toda a diferença. Um prato composto apenas por massa tende a elevar a glicemia rapidamente. Por outro lado, estratégias simples ajudam a reduzir esse impacto significativamente.
A importância das combinações no prato
Durante o vídeo, Tom e Carol mostraram a diferença prática entre um macarrão ao sugo (apenas molho de tomate) e um à bolonhesa (com carne). A presença de proteínas, fibras e gorduras boas ajuda a segurar o pico glicêmico.
Carol Netto explicou que a proteína da carne moída no molho à bolonhesa faz com que a glicose suba mais devagar. “Quando você faz o macarrão à bolonhesa, você tá perdendo a carne junto, né? Então, tem, por exemplo, trinta gramas de macarrão e vinte gramas de carne”, pontuou a nutricionista.
Portanto, ao pensar na relação entre macarrão e diabetes, lembre-se da palavra “equilíbrio”. Adicionar um queijo, uma carne ou comer uma salada de folhas antes da massa são táticas excelentes. A fibra da salada funciona como uma barreira que retarda a absorção do carboidrato.
A dica de ouro: cru ou cozido?
Este foi o ponto alto do vídeo e uma informação que pegou até o jornalista Tom Bueno de surpresa. Existe uma confusão comum na contagem de carboidratos relacionada ao peso do macarrão cru versus o cozido.
Muitas tabelas nutricionais apresentam os dados do alimento cru. Porém, o macarrão absorve água e triplica de peso quando cozido. Carol Netto esclareceu essa dúvida frequente no consultório:
“Aqui tem cem gramas de macarrão cru, isso aqui tem aproximadamente setenta gramas de carboidrato […] E aqui, tem cem gramas de macarrão cozido, que tem trinta gramas de carboidrato”, detalhou a especialista.
Isso significa que 100g de macarrão no seu prato (já cozido) contém muito menos carboidrato do que 100g retirados direto do pacote. Saber dessa diferença evita que você aplique doses erradas de insulina ou restrinja sua alimentação sem necessidade.
Conclusão: o equilíbrio é o segredo
Você não precisa abrir mão do prazer de comer uma boa macarronada. O segredo está nas escolhas inteligentes. Prefira porções moderadas, abuse das saladas de entrada e inclua sempre uma proteína.
Como lembrou Tom Bueno, a comida faz parte do convívio social e da alegria de viver. Com informação correta, como a trazida no canal “Um Diabético”, é possível manter a glicemia controlada e o prato saboroso.
Gostou dessas dicas sobre macarrão e diabetes? Aproveite para assistir ao vídeo completo com Tom Bueno e Carol Netto para ver a demonstração prática dessas porções.
