Uma das dúvidas mais frequentes na alimentação de quem convive com o controle glicêmico envolve um legume de cor vibrante e sabor adocicado. Afinal, o consumo de beterraba no diabetes é seguro ou deve ser evitado? Para esclarecer essa questão, o jornalista Tom Bueno conversou com a nutricionista especialista Carol Netto e trouxe informações valiosas sobre como esse alimento interage com o nosso corpo.
Muitas pessoas acreditam que, por ser doce, a beterraba possui um índice glicêmico elevado ou muita glicose concentrada. No entanto, é preciso analisar a composição nutricional completa do alimento antes de tirá-lo do prato. Segundo as informações levantadas no vídeo, a beterraba é rica em vitaminas, minerais e, principalmente, fibras.
Esses nutrientes desempenham um papel fundamental na manutenção da saúde. Contudo, o foco principal para quem monitora a glicemia está na relação entre os carboidratos e as fibras presentes no legume.
O segredo está nas fibras
A beterraba contém carboidratos, que são convertidos em glicose no sangue. Porém, a presença significativa de fibras altera a forma como essa absorção ocorre. As fibras atuam retardando o pico glicêmico, o que impede que a glicose suba rapidamente após a ingestão.
Tom Bueno utiliza uma analogia simples para explicar esse mecanismo. As fibras funcionam como um “freio mesmo, que não deixa a glicose subir”. Dessa forma, o impacto na glicemia é amortecido, diferentemente do que acontece com açúcares simples.
Portanto, ao consumir beterraba, você ingere um alimento que, apesar de doce, possui uma velocidade de absorção controlada pelo seu próprio teor de fibras.
Comparação com o pão francês
Para ilustrar a quantidade de carboidratos, o vídeo traz um comparativo prático. Em uma porção de 100 gramas de beterraba, encontramos cerca de 10 gramas de carboidrato. Isso equivale, em quantidade, a apenas uma fatia de um pão francês dividido em três partes.
Entretanto, a qualidade desse carboidrato é diferente. Enquanto o pão francês é um carboidrato simples que eleva a glicose muito rápido, a beterraba sobe a glicemia “bem devagarzinho” devido às fibras.
Assim, a conclusão dos especialistas é positiva: quem tem diabetes pode comer beterraba e não precisa excluí-la da vida. O segredo, como em toda a alimentação para esta condição, reside na moderação.
Equilíbrio é a chave
Apesar de ser permitida, o excesso deve ser evitado. O consumo exagerado, como comer cinco beterrabas de uma vez, certamente causará um impacto maior na glicemia. A nutricionista Carol Netto e Tom Bueno reforçam que, com equilíbrio, não há problemas.
Em resumo, a beterraba no diabetes não é uma vilã. Ela oferece nutrientes importantes e pode fazer parte de um cardápio variado e saudável, desde que respeitadas as quantidades adequadas para cada plano alimentar.
