Muitas dúvidas surgem quando se recebe o diagnóstico de diabetes, principalmente sobre a alimentação. Um dos vegetais que mais gera incerteza é a beterraba. Por ter um sabor adocicado, ela rapidamente entra para a lista de alimentos proibidos por muitas pessoas que têm a condição. Mas será que ela é mesmo uma vilã para o controle glicêmico? A relação entre a beterraba e o diabetes é mais amigável do que parece.
Essa é uma dúvida muito comum, e para esclarecê-la, o jornalista Tom Bueno, que convive com o diabetes, abordou o tema em um vídeo em nosso canal “Um Diabético” no Youtube. A partir de uma conversa com a nutricionista Carol Netto, ele traz informações valiosas que ajudam a desmistificar o consumo deste legume tão nutritivo.
Desvendando os mitos sobre a beterraba
O primeiro impulso de quem tem diabetes ao pensar em beterraba é associar seu sabor doce a um alto teor de açúcar, o que levaria a picos de glicemia. No entanto, essa percepção é equivocada. Segundo as informações apuradas por Tom Bueno com a nutricionista Carol Netto, a beterraba é, na verdade, rica em vitaminas, minerais e, principalmente, fibras.
As fibras são componentes fundamentais na alimentação de quem tem diabetes. Elas desempenham um papel crucial no controle da glicose no sangue. Como explica Tom Bueno no vídeo, as fibras “funcionam como freio mesmo, que não deixa a glicose subir“. Isso significa que, ao consumir beterraba, a absorção do carboidrato presente nela acontece de forma muito mais lenta, evitando picos glicêmicos indesejados.
A verdade sobre os carboidratos e as fibras
Para entender por que a relação entre a beterraba e o diabetes não é um problema, é preciso olhar para os números. Em uma porção de 100 gramas de beterraba, encontramos aproximadamente 10 gramas de carboidrato. Tom Bueno oferece uma comparação bastante prática para ilustrar o que isso representa: “é praticamente pegar um pão e dividir em três fatias e uma fatia é a mesma quantidade de carboidrato“.
Contudo, ele ressalta que a qualidade desse carboidrato é muito diferente. Enquanto o pão francês é um carboidrato simples, que eleva a glicemia rapidamente, o da beterraba, por vir acompanhado de muitas fibras, tem uma absorção lenta e gradual. Portanto, a beterraba possui uma quantidade baixa de carboidratos e um impacto glicêmico controlado.
Como incluir a beterraba na sua alimentação
Diante dessas informações, a resposta é clara: quem tem diabetes pode, sim, comer beterraba. A chave, como para qualquer alimento, está no equilíbrio e na moderação. “Se você comer 5 beterrabas, aí sim vai ter um impacto. Como eu sempre digo, com equilíbrio não tem problema“, aconselha o jornalista.
Além disso, é importante considerar a composição total do prato. Se você combinar a beterraba com outras fontes de carboidratos, como arroz, batata ou macarrão, a contagem total de carboidratos da refeição será maior. O segredo não está em excluir a beterraba, mas em integrá-la a uma refeição balanceada. Assim, a combinação entre beterraba e o diabetes se torna perfeitamente viável e saudável, podendo até ajudar a satisfazer a vontade de comer algo mais docinho.
