Afinal, quem tem diabetes pode comer macarrão instantâneo? Essa é uma dúvida comum no dia a dia, e a resposta exige atenção especial à quantidade de carboidrato presente no alimento. Em um vídeo para seu canal especializado em diabetes, o jornalista Tom Bueno trouxe à tona essa questão e compartilhou informações valiosas da nutricionista Carol Netto.
Entendendo o carboidrato e o miojo
O ponto central da discussão, como explica a nutricionista Carol Netto, é que o miojo, por ser um macarrão, é uma fonte de carboidrato. E por que isso é crucial para quem gerencia o diabetes? Porque, como Netto pontua, é o carboidrato que se transforma em glicose no sangue, impactando diretamente os níveis de glicemia.
O jornalista Tom Bueno destaca um dado importante ao analisar o rótulo: um pacote de miojo padrão tem cerca de 52 gramas de carboidrato. Para contextualizar essa quantidade, Bueno compara: “Uma colher de sopa de arroz tem 5 gramas de carboidrato. Basicamente teriam que ser mais de 10 colheres de arroz só nesse saquinho aqui“. Isso demonstra que o miojo possui uma carga considerável de carboidrato em uma porção única. Portanto, quem tem diabetes pode comer macarrão instantâneo, mas deve estar ciente desse alto teor.
A importância da contagem de carboidratos
Para quem tem diabetes, o conhecimento sobre o teor de carboidratos dos alimentos é fundamental para o manejo da condição, especialmente para aqueles que fazem a contagem de carboidratos. Assim, a contagem permite um ajuste mais preciso das doses de insulina, se necessário, ou ajuda a planejar a refeição de modo a manter a glicemia dentro da meta.
Além do alto teor de carboidratos, é importante notar que o miojo é um alimento ultraprocessado. Ele é geralmente frito, rico em gorduras, sódio e aditivos químicos, o que o torna uma opção de baixo valor nutricional. Carol Netto certamente alertaria para o fato de que a alta ingestão de sódio, por exemplo, pode contribuir para o aumento da pressão arterial, um fator de risco adicional para muitas pessoas com a condição. No entanto, a moderação e a escolha por alimentos menos processados são sempre as melhores práticas.
Estratégias para quem decide consumir
Se, ocasionalmente, quem tem diabetes pode comer macarrão instantâneo e optar por fazê-lo, existem estratégias para mitigar o impacto na glicemia:
- Controle da porção: Em vez de consumir o pacote inteiro (52g de carboidrato), a pessoa pode comer apenas metade da porção.
- Adicionar fibras e proteínas: Combinar o miojo com vegetais (fibras) e uma fonte de proteína magra (como frango desfiado ou ovo) pode ajudar a retardar a absorção do carboidrato, contribuindo para um aumento de glicose mais gradual.
- Atenção ao tempero: O sachê de tempero, além de ser carregado de sódio, pode conter ingredientes que alteram o perfil nutricional. Usar apenas uma pequena parte ou substituí-lo por temperos caseiros, como ervas e alho, é uma opção mais saudável.
- Monitoramento: É crucial monitorar a glicemia após a refeição para entender como o corpo reage a esse alimento específico.
A moderação é a chave. Embora quem tem diabetes possa comer macarrão instantâneo ocasionalmente, a base da alimentação deve ser composta por alimentos minimamente processados, ricos em nutrientes e fibras.