O pão francês está em quase todas as mesas do Brasil. Para quem tem diabetes, ele costuma carregar a fama de vilão. Mas será que é preciso cortar de vez o pãozinho do café da manhã?
A nutricionista Carol Neto explica que o pão francês é feito de farinha branca, água, sal e fermento. O detalhe que preocupa é a farinha refinada. “Ele tem um índice glicêmico muito alto, comparado até ao açúcar branco. Isso significa que faz a glicose subir rápido no sangue”, afirma.
Um pão de 50 gramas concentra cerca de 28 gramas de carboidrato. Por esse motivo, muitas pessoas ouvem dos médicos a recomendação de evitar o pão branco logo após o diagnóstico.
O impacto no controle da glicemia
De acordo com Carol, não importa se o nome muda — pão de sal, cacetinho, carioquinha ou filão. O efeito sobre a glicemia continua o mesmo. “O pão francês assusta porque eleva o açúcar no sangue de forma rápida. E de manhã o impacto pode ser ainda maior, por causa do chamado fenômeno do amanhecer”, explica.
Esse fenômeno acontece quando o corpo precisa de mais insulina nas primeiras horas do dia para lidar com os carboidratos. Assim, quem come o pão pela manhã enfrenta mais dificuldade para manter a glicemia estável.
Como reduzir os efeitos do pão
Apesar do índice glicêmico alto, o pão francês não precisa sair do cardápio. A nutricionista orienta que o segredo está na combinação. “Quando você mistura qualquer carboidrato com uma proteína ou gordura, a velocidade da subida da glicemia diminui. É como se fosse um freio. Por isso, o clássico pão com manteiga pode ser uma boa opção”, diz.
Segundo ela, a manteiga é mais indicada que a margarina, desde que usada com equilíbrio. “É pão com manteiga, e não manteiga com pão”, reforça. Outras boas escolhas incluem queijo e ovo, que ajudam a desacelerar a absorção da glicose.
O equilíbrio é a chave
No fim das contas, a resposta à pergunta inicial é positiva: dá para comer pão francês. Mas é preciso moderação e estratégia. “O importante é conhecer os efeitos no corpo e fazer escolhas conscientes. Quando acompanhado de gordura ou proteína, o pão deixa de ser um vilão absoluto”, conclui Carol.
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