A descoberta da insulina mudou o futuro de milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo. Mais de 100 anos depois, a história voltou a ganhar repercussão nas redes sociais por meio de um vídeo produzido com inteligência artificial pelo farmacêutico, professor e pesquisador da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Dr. Lysandro P. Borges.
A produção recria momentos que marcaram a descoberta da insulina e relembra como o diabetes tipo 1 era considerado uma sentença de morte antes de 1921. Além disso, o vídeo mostra os desafios enfrentados pelos pesquisadores Frederick Banting e Charles Best durante os primeiros experimentos.
Segundo Lysandro, o desenvolvimento do conteúdo levou cerca de 20 dias. Nesse contexto, a proposta foi transformar um tema histórico e científico em uma narrativa acessível para pessoas com diabetes, familiares e profissionais de saúde.
“O diagnóstico de diabetes tipo 1 significava apenas dias ou semanas de vida”, diz a narração do vídeo logo nos primeiros segundos.
Inteligência artificial recria momentos históricos da descoberta da insulina
O vídeo utiliza inteligência artificial para reconstruir cenários e personagens ligados ao desenvolvimento da insulina. Enquanto isso, a narração apresenta os principais acontecimentos que levaram à descoberta que mudou a história da medicina.
A produção relembra que Frederick Banting e Charles Best tentavam comprovar uma hipótese: a existência de uma substância produzida pelo pâncreas capaz de controlar a glicose no sangue.
Segundo o roteiro apresentado no vídeo, os primeiros testes falharam e muitos cães morreram durante os experimentos. No entanto, um dos animais respondeu ao tratamento, abrindo caminho para o desenvolvimento da substância que passou a ser chamada de insulina.
Além disso, o conteúdo mostra como a descoberta trouxe esperança para pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 em uma época sem tratamento disponível.
Caso de Leonard Thompson marcou a história do diabetes
O vídeo também retrata a história de Leonard Thompson, adolescente de 14 anos que se tornou o primeiro paciente a receber insulina em janeiro de 1922.

Na época, o jovem estava em estado grave. Segundo a narrativa, a primeira aplicação apresentou apenas resposta parcial. No entanto, a segunda tentativa mostrou resultados que mudaram a história do tratamento do diabetes.
“Hoje, milhões de pessoas vivem graças àquela descoberta”, afirma a narração.
Além disso, o vídeo destaca que o acesso à insulina ainda representa um desafio para parte da população. A mensagem final afirma que a história da insulina continua e ainda exige atenção da sociedade.
Produção aproxima ciência e educação em diabetes
O uso de inteligência artificial para retratar temas ligados ao diabetes tem ganhado espaço em conteúdos educativos nas redes sociais. Nesse contexto, a produção criada por Lysandro utiliza linguagem simples para explicar um tema histórico que ainda impacta a rotina de milhões de pessoas.
Além disso, o formato em vídeo facilita o acesso à informação para públicos que normalmente não acompanham conteúdos científicos completos.
O trabalho do pesquisador também ocorre em um momento de discussão sobre acesso ao tratamento, tecnologias em diabetes e educação em saúde. Enquanto isso, profissionais da área buscam novas formas de ampliar o alcance de informações relacionadas ao diagnóstico e ao tratamento.
Descoberta da insulina segue presente na rotina de pessoas com diabetes
Mais de um século após a descoberta da insulina, o tratamento continua sendo parte essencial da vida de pessoas com diabetes tipo 1 e de parte das pessoas com diabetes tipo 2.
Nesse contexto, conteúdos educativos que resgatam a história da insulina também ajudam a explicar a importância do acesso ao tratamento, do acompanhamento médico e da educação em diabetes.
Além disso, o vídeo chama atenção para um ponto ainda presente na realidade de muitos países: a dificuldade de acesso à insulina e às tecnologias utilizadas no tratamento.
A produção termina com uma frase direta sobre o impacto da descoberta.
“A insulina não foi apenas uma descoberta científica. Foi o momento em que a humanidade disse: você não vai morrer disso.”