Pizza costuma aparecer em encontros, festas e finais de semana. No entanto, quem convive com diabetes sabe que a refeição pode provocar aumento da glicose horas depois. Segundo a nutricionista Carol Netto, entender como carboidrato e gordura agem no organismo ajuda a evitar oscilações importantes da glicemia.

Uma fatia média de pizza de muçarela pode ter cerca de 28 gramas de carboidrato. Além disso, concentra aproximadamente 12 a 13 gramas de gordura. Nesse contexto, muitas pessoas olham apenas para o carboidrato e acabam ignorando o efeito da gordura na glicose.
A seguir, veja as orientações explicadas pela nutricionista para quem quer comer pizza convivendo com diabetes.
1. Preste atenção não só no carboidrato, mas também na gordura
Segundo Carol Netto, a gordura da pizza interfere diretamente na glicemia. Isso acontece porque ela retarda a absorção do carboidrato.
Na prática, a glicose pode até parecer controlada logo após a refeição. No entanto, o aumento costuma aparecer três ou quatro horas depois.
Além disso, quando a glicemia sobe mais tarde, muitas pessoas já estão dormindo e acabam descobrindo o problema apenas no dia seguinte.
Por isso, refeições como essa exigem atenção além da contagem de carboidrato.
2. Evite exagerar na quantidade de pizza
A nutricionista reforça que existe diferença importante entre comer uma fatia e consumir uma pizza inteira.
Quanto maior a quantidade consumida, maior tende a ser o impacto na glicose. Além disso, glicemias muito elevadas costumam ser mais difíceis de corrigir depois.
Nesse contexto, controlar a quantidade ajuda a reduzir oscilações importantes durante a madrugada e nas horas seguintes.
3. Cuidado com bordas recheadas
Carol Netto também orienta atenção às bordas recheadas. Segundo ela, essa parte do alimento adiciona ainda mais carboidrato à refeição.
Portanto, retirar a borda pode diminuir a quantidade total de carboidrato consumido.
Além disso, pizzas com recheios mais gordurosos podem aumentar ainda mais o impacto tardio na glicemia.
4. Comer pizza mais cedo pode ajudar no controle do diabetes
Outro ponto destacado pela nutricionista envolve o horário da refeição.
Segundo Carol Netto, comer pizza mais cedo facilita o monitoramento da glicose. Isso porque a pessoa permanece acordada durante o período em que a glicemia pode subir.
Enquanto isso, quem come muito tarde pode não perceber rapidamente o aumento da glicose durante a madrugada.
A recomendação é acompanhar a glicemia nas horas seguintes após a refeição, principalmente cerca de duas horas depois.
5. Caminhada após a pizza pode ajudar a glicose
Uma das orientações citadas pela nutricionista envolve atividade física leve após comer pizza.
Segundo Carol Netto, uma caminhada de aproximadamente 20 minutos pode ajudar o organismo a utilizar melhor a glicose.
A recomendação vale tanto para pessoas com diabetes tipo 1 quanto para quem convive com diabetes tipo 2.
Além disso, a caminhada pode contribuir para reduzir o impacto glicêmico da refeição.
6. Quem usa insulina precisa monitorar ainda mais
Para pessoas com diabetes tipo 1 que fazem contagem de carboidrato, a pizza costuma exigir atenção extra.
Segundo Carol Netto, refeições mais gordurosas podem demandar ajustes no tratamento, incluindo estratégias como bolus duplo.
Além disso, cada organismo reage de uma forma. Por isso, o monitoramento da glicose ajuda a entender como o corpo responde após consumir pizza.
A nutricionista também reforça que aplicar a insulina antes da refeição continua sendo importante para quem faz uso do tratamento.