A Prefeitura de Patos de Minas (MG) iniciou a distribuição de sensor de glicose para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1. A medida começou após a aplicação da Lei Municipal nº 8.965/2025, que prevê o fornecimento gratuito dos equipamentos pelo SUS municipal.
O benefício atende inicialmente pacientes de 2 a 13 anos, 11 meses e 29 dias. No entanto, a família precisa cumprir os critérios definidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
Quem pode receber o sensor de glicose pelo SUS
Em Patos de Minas, o benefício atende crianças e adolescentes com idade entre 2 e 13 anos, 11 meses e 29 dias que tenham diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1.
Além disso, o paciente precisa fazer acompanhamento pelo SUS do município e cumprir os critérios previstos no protocolo da Secretaria Municipal de Saúde.
Entre as exigências está a apresentação de prescrição médica emitida por profissional do SUS. O paciente também precisa manter acompanhamento regular na rede municipal.
A receita e a justificativa médica precisam ser renovadas a cada 90 dias. Portanto, o acesso ao equipamento depende da manutenção dos critérios definidos pelo município.
Como solicitar o sensor de glicose em Patos de Minas
Os responsáveis devem apresentar a documentação exigida no setor de Medicamentos Especiais da Farmácia Municipal, localizado na região central da cidade.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.
A concessão depende da análise dos critérios previstos no protocolo municipal. O monitor é entregue uma única vez, enquanto o sensor de glicose passa a ser fornecido a cada 15 dias.
Distribuição começa por pacientes que atendem aos critérios
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a distribuição está na primeira etapa. Neste momento, o atendimento fica restrito aos pacientes que cumprem as regras estabelecidas pelo protocolo.
A prefeitura também informou que pretende ampliar o acesso à tecnologia de forma progressiva. Nesse contexto, o cadastro continua aberto para novos pacientes que estejam dentro dos critérios.
Segundo a secretária de Saúde, Maiara Almeida, crianças que ainda não fizeram o cadastro podem procurar a Farmácia Municipal.
“Crianças que ainda não foram cadastradas e estão na faixa etária de 2 a 13 anos, têm diabetes tipo 1 e se encaixam nos critérios de elegibilidade, poderão procurar a farmácia municipal para realizar o cadastro”, explicou.
O que muda para as famílias
O sensor de glicose permite acompanhar a glicemia de forma contínua e reduz a necessidade das medições tradicionais com picadas no dedo.
Para famílias que acompanham crianças com diabetes tipo 1, o acesso ao equipamento pode facilitar o acompanhamento da glicemia ao longo do dia.
Além disso, segundo a prefeitura, o monitoramento contínuo permite identificar alterações na glicemia com mais rapidez e precisão. A administração municipal relaciona esse acompanhamento à tomada de decisões no tratamento e à prevenção de complicações da doença.
O programa também considera a realidade financeira das famílias atendidas pelo SUS municipal. Segundo a prefeitura, o investimento necessário para fornecer os equipamentos motivou a criação da iniciativa.
Expectativa é ampliar o acesso
A distribuição atual representa a primeira etapa do programa municipal. A Secretaria de Saúde informou que pretende ampliar progressivamente o acesso ao sensor de glicose.
Enquanto isso, o cadastro permanece disponível para crianças e adolescentes que tenham diabetes tipo 1, estejam dentro da faixa etária estabelecida e cumpram os demais critérios do protocolo.
Como funciona o sensor de glicose
O sensor de glicose contínua fica aplicado na parte de trás do braço e acompanha a glicemia durante 24 horas. O equipamento envia os dados para um leitor ou aplicativo de celular compatível.
Com isso, a pessoa consegue acompanhar as variações da glicose sem depender apenas das medições feitas com picadas no dedo. Além disso, os dados podem ajudar pacientes, responsáveis e profissionais de saúde nas decisões relacionadas ao tratamento.
O uso do sensor de glicose também permite acompanhar as alterações da glicemia durante diferentes momentos do dia. Isso inclui períodos em que a família precisa tomar decisões sobre o controle da doença.
