A distribuição de caneta de insulina NPH no Sistema Único de Saúde (SUS) passou por mudanças após relatos de falhas em modelos anteriores usados por pessoas com diabetes na rede pública.
O Ministério da Saúde informou ao Portal Um Diabético que a nova versão do dispositivo já está sendo distribuída em todo o Brasil. Segundo a pasta, não há registro recente de reclamações relacionadas ao novo modelo.
Nova caneta de insulina NPH substitui modelo anterior com falhas
A atualização envolve a substituição gradual de versões anteriores por um modelo reutilizável com ajustes técnicos. A mudança ocorre após problemas relatados por usuários sobre desempenho das canetas anteriores.
A empresa fornecedora, Global X, informou que a nova versão, chamada U2, é uma evolução do modelo anterior. O objetivo foi ajustar pontos como seletor e indicador de dose.
A fabricante afirmou que a mudança não configura recall. As versões antiga e atual seguem em circulação e possuem as mesmas condições de qualidade e vida útil de até três anos.
A distribuição da nova caneta ocorre de forma gradual. O fornecimento prioriza novos pacientes ou substituições em casos de quebra ou falha, conforme orientação das Unidades Básicas de Saúde.
Distribuição da caneta de insulina no SUS ocorre em escala nacional
O Ministério da Saúde confirmou que a distribuição das canetas reutilizáveis ocorre em todo o território nacional. A pasta afirma que o abastecimento segue regular.
Desde março de 2025, o SUS oferta canetas reutilizáveis para insulina NPH e regular para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, mediante prescrição médica.
Até agosto de 2025, mais de 2,1 milhões de unidades foram enviadas à rede pública. Outras 540 mil unidades estavam previstas para entrega até o final de setembro.
Em setembro de 2025, uma nova remessa de 321,4 mil canetas foi recebida. A previsão era alcançar 2,5 milhões de unidades entregues até outubro.
O Ministério também informou que mais de 1,9 milhão de canetas devem ser adquiridas para manter o estoque e atender a demanda da população.
Como funciona a caneta de insulina NPH reutilizável
A caneta reutilizável permite o uso de refis de insulina que permanecem acoplados até o fim da dose. O dispositivo indica a quantidade a ser aplicada.
Segundo o Ministério da Saúde, o equipamento permite maior precisão na aplicação e facilita o uso no dia a dia. O modelo utiliza agulhas finas e tubetes removíveis.
A enfermeira Sâmela Souza, do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão do Distrito Federal, explicou que o dispositivo também permite armazenamento em temperatura ambiente por até quatro semanas após o primeiro uso.
O modelo tem validade de três anos após o início da utilização, o que reduz a necessidade de descarte frequente de dispositivos.
Mudança de tecnologia altera rotina de pacientes com diabetes
A introdução da caneta reutilizável marca uma mudança em relação aos modelos descartáveis usados anteriormente no SUS.
Os dispositivos antigos eram fornecidos já preenchidos. O novo modelo exige encaixe do refil e ajuste manual da dose antes da aplicação.
Essa mudança exige adaptação por parte dos pacientes e dos profissionais de saúde. O Ministério da Saúde informou que realizou treinamentos virtuais e produziu materiais educativos.
As orientações foram direcionadas a equipes de assistência farmacêutica e pacientes, com foco no uso correto do dispositivo e na logística de distribuição.
Monitoramento e capacitação acompanham nova versão da caneta
A Global X informou que realiza o monitoramento contínuo das canetas após a distribuição. O acompanhamento ocorre por meio de canais de atendimento ao consumidor e sistemas de tecnovigilância.
Relatos de usuários são coletados por telefone, e-mail e pelo sistema e-Notivisa. Os dados são analisados para identificar possíveis falhas no uso ou no produto.
A empresa também informou que promove capacitação de profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde. As ações incluem cursos, oficinas e materiais educativos sobre o uso da caneta.
Vídeos tutoriais também devem ser disponibilizados para orientar pacientes sobre o manuseio correto do dispositivo.