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    Quem tem diabetes precisa se preocupar mais com o hantavírus? Saiba o que diz infectologista

    Especialista explica a diferença entre risco de contágio e risco de complicação, e o que isso muda na prática para quem tem a condição
    Laura Lany15 de maio de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Notícias sobre hantavírus voltaram a circular no Brasil em 2026 e, com elas, dúvidas e preocupações legítimas. Uma morte confirmada em Minas Gerais, a primeira do ano no país, e casos suspeitos monitorados em outras regiões recolocaram a doença em pauta. Para quem vive com diabetes, surge a questão natural: preciso me preocupar mais do que as outras pessoas?

    O infectologista Dr. Igor Marinho, explica que o risco de contrair hantavírus não é maior para pessoas com diabetes do que para a população em geral. No entanto, uma vez infectada, a pessoa com diabetes pode enfrentar um quadro mais grave, especialmente em função de possíveis descompensações glicêmicas associadas à infecção.

    Hantavírus e diabetes

    O que é a hantavirose e por que ela não é novidade

    A hantavirose não é uma doença nova. Segundo o médico Igor Marinho, ela ocorre no Brasil há muitos anos e os registros históricos não indicam aumento recente no padrão de contaminação. Os dados do Ministério da Saúde confirmam: de 2013 a maio de 2026, o Brasil registrou 860 casos e 341 óbitos. Em 2026, sete casos haviam sido confirmados em diferentes estados até hoje, um número dentro dos padrões históricos anuais.

    “Não houve uma mudança no padrão de contaminação por hantavírus no nosso país”, afirma o especialista. “Agora a gente começa a ouvir falar e fica muito preocupado, mas os números não aumentaram.”

    Como acontece a transmissão

    O vírus não se transmite de pessoa para pessoa. A contaminação ocorre pela inalação de micropartículas presentes em fezes e urina de roedores silvestres, como ratos do campo. Ambientes de risco incluem paióis, depósitos de alimentos, celeiros e locais que possam abrigar esses animais.

    A recomendação do especialista é direta: evitar o contato com esses ambientes sempre que possível. Quando isso não for viável, a limpeza com desinfetantes e a dedetização do local são as estratégias mais eficazes de prevenção.

    “Como é uma doença de transmissão por contato com esse agente infeccioso, o ideal é tentar evitar o contato com isso. E se o paciente tem contato com ambientes que podem ter a presença de ratos, é interessante sempre a limpeza com desinfetantes e a dedetização do local.” Dr. Igor Marinho | Infectologista

    Quais são os sintomas e como a doença evolui

    A hantavirose começa com sintomas que podem ser confundidos com outras infecções respiratórias: febre, dor no corpo e cefaleia. A partir daí, o quadro pode evoluir com hipotensão, dor torácica, dificuldade respiratória progressiva e, nos casos mais graves, insuficiência respiratória com necessidade de intubação. Sintomas digestivos, como dor abdominal, náuseas e vômitos, também podem ocorrer.

    A doença também pode comprometer o coração em casos mais severos.

    Sintomas que exigem avaliação médica imediata

    • Febre súbita com dor no corpo e cefaleia intensa.
    • Hipotensão (pressão baixa) sem causa aparente.
    • Dor no peito e dificuldade para respirar.
    • Náuseas, vômitos e dor abdominal associados a febre.
    • Qualquer combinação desses sintomas em pessoas que tiveram contato com ambientes rurais ou de armazenamento de alimentos.

     O que muda para quem tem diabetes

    O risco de contrair hantavírus não é maior para pessoas com diabetes. A transmissão depende exclusivamente do contato com o agente infeccioso e não de características individuais de saúde. Nesse ponto, a orientação do Dr. Igor Marinho é a mesma para toda a população: evitar ambientes de risco e manter a higiene dos locais que possam abrigar roedores.

    No entanto, há um alerta importante para quem vive com a condição: qualquer infecção pode levar a descompensações glicêmicas. O estresse fisiológico causado por doenças infecciosas tende a elevar os níveis de glicemia, o que pode complicar tanto o tratamento da infecção quanto o controle do diabetes.

    “Pacientes que vivem com diabetes precisam lembrar que qualquer tipo de infecção pode levar a descompensações glicêmicas que podem acontecer em conjunto. Então caso haja sintomas importantes, é significativo procurar o médico”, alerta Igor Marinho.

    Por isso, a orientação do especialista é clara: diante de qualquer sintoma que pareça relevante, mesmo que inicialmente lembre um resfriado ou gripe, a pessoa com diabetes deve buscar avaliação médica sem demora.

    Um lembrete que vai além do hantavírus

    O Infectologista chama atenção a outro risco que costuma passar despercebido: o Brasil vive atualmente um surto de influenza, com campanha de vacinação em andamento.

    “A gente não vê ninguém falando de influenza, infelizmente”, comenta. “Mas é um lembrete de que existem outras doenças circulando e que o paciente diabético pode e deve se prevenir.”

    Vacinação em dia, higiene das mãos, atenção a ambientes de risco e monitoramento glicêmico reforçado em caso de qualquer infecção: esse é o conjunto de cuidados que faz diferença real para quem vive com diabetes.

    Quem tem diabetes pode tomar a vacina da gripe? Saiba o que acontece no corpo | DiabetesCast #51
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    Laura Lany

    Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

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