A primeira edição reuniu, no último sábado (12), em São Paulo, pessoas que vivem, estudam e comunicam sobre diabetes.
Ao longo do dia, creators, profissionais de saúde e jornalistas participaram de palestras, conversas e experiências voltadas à produção de conteúdo, tecnologia, informação e responsabilidade na comunicação em saúde.
Organizado pela TB Content e pelo Portal Um Diabético, o Summit foi criado para aproximar pessoas que já fazem parte da comunicação sobre diabetes nas redes sociais e criar oportunidades de aprendizado, produção de conteúdo, networking e troca de experiências.
Ao longo do dia, os participantes acompanharam palestras e bate-papos sobre algoritmos, inteligência artificial, Direito Digital, relação entre creators e profissionais de saúde, atualizações em diabetes e oportunidades dentro da creator economy.
Mas, para quem esteve presente, o encontro foi além da programação. Também foi uma oportunidade de encontrar pessoalmente pessoas que, muitas vezes, já faziam parte da rotina pelas redes sociais, conhecer novas histórias e perceber que diferentes experiências com o diabetes podem ocupar o mesmo espaço.

Palestras conectaram diabetes, comunicação, tecnologia e responsabilidade
A programação foi um dos principais pontos do DM Creator Summit. Os diferentes especialistas trouxeram perspectivas para quem produz conteúdo sobre diabetes e mostraram que comunicar sobre saúde nas redes envolve muito mais do que conhecer o assunto.
Fefa Moreira falou sobre algoritmos, alcance e funcionamento das plataformas, ajudando os participantes a entender melhor como os conteúdos circulam e como as mudanças no ambiente digital interferem na relação com o público.
A Dra. Denise Franco participou de uma conversa aberta com os participantes, que puderam escolher os temas discutidos. Entre os assuntos estiveram tratamento, possibilidade de cura e evolução das tecnologias no diabetes, aproximando as dúvidas de quem produz conteúdo das atualizações sobre a condição.
A Aline Sordili, consultora de inteligência artificial, mostrou como as ferramentas de IA podem fazer parte da produção de conteúdo sem que o creator abra mão de ética, coerência, competência e credibilidade. O foco esteve em utilizar a tecnologia para ganhar produtividade, mas com responsabilidade sobre aquilo que é publicado.
Já o endocrinologista Fernando Valente discutiu a relação entre influenciadores e profissionais de saúde. A conversa abordou o papel cada vez mais ativo das pessoas com diabetes na educação em saúde e a importância de unir a experiência dos creators ao conhecimento científico.
O Direito Digital também entrou na programação com Farah Diniz, advogada e criadora de conteúdo. Ela abordou regras, responsabilidades e mudanças que impactam quem produz conteúdo, especialmente na área da saúde, além de abrir espaço para dúvidas dos participantes.
Juntos, os temas ajudaram a construir uma visão mais ampla sobre o trabalho de quem comunica diabetes. Algoritmos, inteligência artificial, ciência, legislação e experiência pessoal apareceram como partes de uma mesma conversa: como produzir conteúdos relevantes, confiáveis e responsáveis em um ambiente digital que muda o tempo todo.
Para Júlia Kohle (@jukohledaily), a programação trouxe aprendizados importantes para quem está inserido nesse universo.
“Tem creators crescendo o tempo todo e, com certeza, uma orientação nesse mundo facilita muito.”


Um espaço para quem vive o diabetes e também comunica sobre ele
Embora boa parte da programação tenha discutido comunicação e produção de conteúdo, o diabetes continuou sendo o ponto de encontro entre os participantes.
Para Giovanna Camilo (@_giovannacamilo), estar no evento foi uma oportunidade de perceber que, mesmo quando o assunto parece conhecido, sempre existe algo novo para aprender.
“Quando a gente acha que não tem mais o que aprender, sempre tem o que aprender.”
Ela também destacou como as experiências são individuais, mesmo quando as pessoas compartilham a mesma condição.
“Apesar de ser um conteúdo que a gente vive todos os dias, é muito singular de cada um, o que cada um passa.”
Essa percepção apareceu também na experiência de Giovanna Amaral (@gibetica) e Beatriz Cavalcante (@beabetes_), que ressaltaram a importância de conhecer presencialmente pessoas que vivem situações semelhantes.
“Todas as experiências são muito importantes, já que a gente convive com diabetes e não tem esse contato direto, às vezes.”
O encontro teve, portanto, uma dimensão que foi além do networking profissional. Pessoas que já se acompanhavam pelas redes puderam conversar, trocar experiências e reconhecer umas nas outras situações que muitas vezes ficam restritas ao ambiente virtual.
Para os creators, também foi uma oportunidade de conversar sobre produção de conteúdo, posicionamento e oportunidades profissionais.
Serviços e tecnologia também estiveram presentes
A experiência do DM Creator Summit não ficou concentrada no palco.
Drogasil e Droga Raia participaram do evento com serviços como medição de glicemia, aferição da pressão arterial e bioimpedância, além do Espaço Mais Saúde, que contou com farmacêuticos preparados para receber os participantes.
A atenção aos detalhes também esteve presente em outros momentos do encontro. O coffee break, os brindes preparados para os convidados e os momentos de pausa ajudaram a criar oportunidades para conversa e interação entre uma atividade e outra.
Assim, os participantes não apenas acompanharam as palestras, mas também tiveram tempo para conversar, conhecer outras pessoas e compartilhar experiências.

FreeStyle Libre leva tecnologia para o encontro
A FreeStyle Libre também esteve presente com um espaço dedicado ao sensor de glicose e uma experiência para os participantes.
A marca ainda fez parte da programação com a palestra da Dra. Jellin, que abordou os dez anos de FreeStyle Libre e a evolução da monitorização da glicose ao longo desse período.
A discussão mostrou como a tecnologia passou a ocupar um espaço cada vez mais presente na rotina de pessoas com diabetes e como as formas de acompanhar a glicose mudaram ao longo dos anos.
Para Paulo Pacheco (@paulopacheco1), a experiência teve um significado ainda mais pessoal.
Vivendo com diabetes tipo 1 há 18 anos, ele contou que carregava medos e inseguranças relacionados ao sensor. Durante o Summit, iniciou uma nova etapa do tratamento com o FreeStyle Libre 2 Plus.
Em seu depoimento, Paulo falou sobre a expectativa de que a tecnologia pudesse contribuir para melhorar seu controle glicêmico e ajudar a evitar episódios de hipoglicemia.
O momento acabou se tornando uma das experiências mais pessoais do evento, mostrando como tecnologia, informação e vivência podem se encontrar em um mesmo lugar.

“Aqui está lotado de informação”
Para Ronan Oliveira (@ronanoliveiraveiga), a importância do conhecimento apareceu de maneira direta.
“A coisa mais importante sobre diabetes é a informação. E aqui está lotado de informação.”
Ao longo do dia, essa informação apareceu em diferentes formatos: nas palestras, nas conversas com profissionais, nos espaços das marcas e, principalmente, na troca entre os próprios participantes.
Gaby Gomes (@gabygomesdm1), que convive com diabetes tipo 1 há 37 anos, também destacou um aprendizado relacionado à própria criação de conteúdo: como alcançar mais pessoas dentro do seu nicho.
Esse foi outro ponto importante do encontro. Cada participante poderia sair dali com um aprendizado diferente, dependendo daquilo que buscava.
Quando o encontro sai das telas
Uma das características mais marcantes da primeira edição foi justamente a possibilidade de transformar relações virtuais em encontros presenciais.
Pessoas que já acompanhavam o trabalho umas das outras pelas redes puderam conversar, trocar experiências e criar novas conexões.
Para quem convive com uma condição crônica, essa identificação pode ter um significado que vai além do networking. É a possibilidade de perceber que existem outras pessoas passando por desafios semelhantes, mas também encontrando diferentes maneiras de lidar com eles.
Para os creators, o encontro também abriu espaço para conversar sobre produção de conteúdo, posicionamento e oportunidades profissionais.
A proposta de reunir pessoas com diferentes experiências ajudou a aproximar conhecimento científico, vivência pessoal e comunicação.
Um evento que continuou nas redes sociais
Embora o DM Creator Summit tenha sido realizado para uma lista fechada de convidados, a experiência não ficou restrita a quem estava presencialmente em São Paulo.
A TB Content e o Portal Um Diabético fizeram uma cobertura em tempo real, levando para as redes sociais diferentes momentos do encontro, incluindo palestras, bastidores, entrevistas e experiências dos participantes.
Os dados dos sete dias seguintes ao evento mostram o alcance dessa cobertura nas redes sociais.
No Instagram da TB Content, foram registradas 1.478.280 visualizações, 82.622 interações e 5.623 novos seguidores. Do total de visualizações, 61,2% vieram de pessoas que não seguiam o perfil.
Entre os formatos publicados, os Reels concentraram cerca de 1,1 milhão de visualizações, enquanto os posts chegaram a aproximadamente 200 mil e os Stories, a 107 mil.
No Instagram do Portal Um Diabético, o período registrou 65.495 visualizações, 1.847 interações e 64 novos seguidores. Nesse perfil, 77,4% das visualizações vieram de pessoas que não eram seguidoras.
Os posts somaram aproximadamente 41 mil visualizações, os Stories chegaram a 19 mil e os Reels registraram cerca de 5,6 mil.
Os números mostram que a conversa provocada pelo evento conseguiu ultrapassar o espaço físico e alcançar também pessoas que não participaram presencialmente.
O que fica depois da primeira edição
Para Tom Bueno, jornalista, fundador e diretor da TB Content e idealizador do Portal Um Diabético, o Summit nasceu da necessidade de oferecer ferramentas e capacitação para pessoas que produzem conteúdo sobre diabetes.
A primeira edição mostrou, na prática, o potencial dessa proposta.
Ao reunir creators, influenciadores, profissionais de saúde e jornalistas, o evento criou um ambiente em que diferentes formas de conhecimento puderam se encontrar.
Quem vive com diabetes trouxe a experiência do cotidiano. Quem trabalha com saúde trouxe conhecimento especializado. Quem atua com jornalismo e comunicação trouxe o olhar sobre a informação. E os profissionais das áreas de tecnologia, marketing e Direito ajudaram a ampliar a compreensão sobre tudo o que existe por trás de um conteúdo publicado nas redes.
Para Tom, esse trabalho também envolve reconhecer o valor que os creators possuem.
“Existem marcas querendo falar com esse público e esses influenciadores são pontes.”
Mas a profissionalização, segundo ele, não deve ser medida apenas por seguidores ou viralizações.
“Número não significa um negócio.”
A proposta do Summit foi justamente ampliar essa visão, mostrando que comunicação, influência, responsabilidade e oportunidades de mercado podem caminhar juntas.

Um encontro que deixou novas conexões
O resultado da primeira edição apareceu de diferentes formas entre quem participou.
Para alguns, o principal aprendizado veio das palestras. Para outros, foi descobrir novas formas de utilizar ferramentas digitais. Houve quem tenha saído com novas ideias para o próprio conteúdo, quem tenha conhecido possíveis parceiros de trabalho e quem tenha simplesmente encontrado pessoas que entendem desafios que fazem parte da própria rotina.
O evento também mostrou que existe uma comunidade de pessoas interessadas em comunicar diabetes e que essa comunidade quer continuar aprendendo.
Entre palestras, conversas, experiências, brindes, coffee break, fotos e encontros, a primeira edição criou algo que não cabe apenas na programação oficial: um espaço para pessoas que falam sobre diabetes se reconhecerem, aprenderem umas com as outras e pensarem juntas nos próximos caminhos dessa comunicação.
Como resumiu Giovanna Camilo:
“Quando a gente acha que não tem mais o que aprender, sempre tem o que aprender.”
Para quem comunica sobre diabetes, o aprendizado não termina quando as palestras acabam. Ele continua no próximo vídeo, no próximo post e, principalmente, na responsabilidade de transformar conhecimento em informação que faça sentido para quem está do outro lado da tela.
