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    Pet

    Diabetes em cães e gatos: o que muda na rotina dos pets após o diagnóstico

    Veterinária explica os sinais mais comuns da doença, como é o tratamento e quais cuidados ajudam cães e gatos a viverem bem após o diagnóstico
    Estefane Moitinho11 de junho de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    diabetes em cães e gatos
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    O pote de água esvazia mais rápido, o animal pede comida com frequência, mas continua emagrecendo. Esses sinais podem indicar diabetes em cães e gatos, uma das doenças hormonais mais frequentes entre os animais de companhia.

    Assim como acontece com as pessoas, o diabetes exige acompanhamento, monitoramento da glicose e adaptação da rotina. O diagnóstico costuma gerar dúvidas entre os tutores, mas o tratamento permite que muitos animais mantenham qualidade de vida por anos.

    Segundo a médica-veterinária Thais Thomaz Domingues de Almeida, qualquer animal pode desenvolver a doença. Alguns grupos, porém, apresentam maior predisposição.

    “Nos cães, existe predisposição racial para o diabetes tipo 1, principalmente em animais de pequeno porte, como poodle, schnauzer, shih-tzu e spitz alemão. As fêmeas não castradas também apresentam maior predisposição. Já nos gatos, o mais comum é o diabetes adquirido, semelhante ao tipo 2, sendo mais frequente em machos castrados.”

    A doença costuma surgir com maior frequência em animais de meia-idade, embora possa ocorrer em diferentes fases da vida.

    Quais sinais podem indicar diabetes em cães e gatos?

    Os sintomas costumam ser semelhantes entre cães e gatos e podem surgir de forma gradual. Em muitos casos, os tutores percebem primeiro mudanças em hábitos que fazem parte da rotina diária.

    Os sinais mais comuns incluem:

    • aumento do apetite;
    • aumento da sede;
    • aumento da frequência urinária;
    • perda de peso.

    Segundo a veterinária, esses sintomas podem aparecer juntos ou de forma isolada nos estágios iniciais da doença. Por isso, qualquer mudança persistente no comportamento do animal deve ser investigada por um médico-veterinário.

    Embora os sinais chamem a atenção dos tutores, o diagnóstico não é feito apenas pela observação clínica. A confirmação depende da avaliação profissional e de exames específicos.

    @umdiabeticooficial

    🐾 Um vídeo compartilhado por Lara Alice mostra um dos momentos mais delicados da rotina de cuidados com a Gaia, uma cadela da raça rottweiler que vive com diabetes. Durante a aplicação da insulina, Gaia acaba chorando, uma cena que chamou a atenção e emocionou seguidores nas redes sociais. Diagnosticada com diabetes em 2022, quando tinha apenas 1 ano e 8 meses, Gaia segue uma rotina de tratamento que exige monitoramento constante. No tratamento, ela recebe insulina NPH, utilizada também por pessoas com diabetes, duas vezes ao dia: 16 unidades pela manhã e 14 unidades à noite. Além das aplicações a cada 12 horas, Lara mede a glicemia da cadela regularmente e observa sinais como cansaço, desânimo ou mudanças de comportamento, que podem indicar alterações nos níveis de glicose. 🎥 Vídeo: @laraliice #UmDiabético #Diabetes #DiabetesCanina #CãoComDiabetes #diabetesempets

    ♬ som original – Um Diabético

    Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

    O diagnóstico do diabetes envolve a análise do histórico do paciente, dos sintomas apresentados e dos resultados laboratoriais. Entre os exames mais utilizados estão a glicemia, a curva glicêmica, a frutosamina e a urinálise.

    Após a confirmação da doença, o tratamento é definido de forma individualizada. Muitos animais precisam utilizar insulina para controlar os níveis de glicose no sangue.

    “A aplicação subcutânea de insulina é muitas vezes necessária para o controle da doença. A dose é calculada individualmente para cada paciente”, explica Thais.

    O tutor recebe orientações sobre a forma correta de aplicação, os horários e a frequência das doses. O acompanhamento também inclui orientações nutricionais, consideradas parte importante do tratamento.

    Receber o diagnóstico de diabetes costuma preocupar os tutores, principalmente pela necessidade de monitoramento contínuo. No entanto, a veterinária afirma que a rotina dos animais pode seguir de forma semelhante à de antes do diagnóstico quando o tratamento é seguido corretamente.

    “A rotina do paciente diabético é quase normal. Eles podem ter uma excelente qualidade de vida após o diagnóstico.”

    As principais mudanças envolvem a organização dos horários de alimentação, das aplicações de insulina e das consultas de acompanhamento. O comprometimento dos tutores tem papel importante para manter o controle da glicose e reduzir o risco de complicações.

    @umdiabeticooficial

    O diabetes não afeta apenas os humanos. Os gatos também podem desenvolver a condição, e reconhecer os sinais precocemente pode fazer toda a diferença. Neste vídeo, Valesca Cruz compartilha informações sobre a rotina da sua gata com diabetes fala sobre alguns pontos importantes que merecem atenção e podem ajudar outros tutores a identificar possíveis sinais de alerta. Informação e atenção aos sintomas podem contribuir para uma busca mais rápida por orientação veterinária. Você já conhecia os sinais do diabetes em gatos? Ou conhece alguém que convive com um gato que tenha diagnóstico? Conte nos comentários! 👇 Vídeo: @valesca_cruz_ DiabetesEmGatos Gatos SaudeAnimal MundoPet UmDiabetico

    ♬ som original – Um Diabético – Um Diabético

    Alimentação faz parte do tratamento do diabetes

    A alimentação faz parte do tratamento e influencia diretamente o controle do diabetes. Nos cães, a dieta costuma priorizar fibras, carboidratos complexos e menor teor de gordura. Nos gatos, a alimentação normalmente apresenta maior quantidade de proteínas e menor teor de carboidratos.

    Atualmente, existem dietas comerciais desenvolvidas especificamente para pacientes diabéticos. A alimentação natural também pode ser utilizada, desde que exista acompanhamento de um médico-veterinário nutricionista.

    Segundo a especialista, seguir a orientação alimentar é tão importante quanto respeitar os horários das aplicações de insulina.

    Sensor de glicose também ajuda no acompanhamento dos pets

    Tecnologias utilizadas por pessoas com diabetes também passaram a auxiliar o acompanhamento de cães e gatos.

    Hoje existem sensores de glicose que podem ser aplicados na pele do animal e permitem acompanhar os níveis de glicose por meio do celular. A ferramenta auxilia o monitoramento e pode contribuir para ajustes no tratamento quando indicado pelo médico-veterinário.

    Segundo Thais, a utilização desses dispositivos depende do comportamento de cada paciente.

    “Não é incomum o paciente se esfregar no chão ou em algum objeto e arrancar o dispositivo.”

    Quando o sensor não é uma opção, o acompanhamento pode ser realizado por meio dos medidores convencionais de glicemia. Nesse caso, o tutor recebe orientação para coletar uma pequena amostra de sangue e realizar a leitura em casa.

    Hipoglicemia exige atenção dos tutores

    Durante o tratamento, um dos cuidados mais importantes é a identificação dos sinais de hipoglicemia, situação em que os níveis de glicose ficam abaixo do necessário.

    Segundo a veterinária, os sintomas podem variar de intensidade. Nos casos mais leves, o animal pode apresentar fome repentina, letargia, fraqueza muscular e tremores. Em situações mais graves, podem ocorrer perda de reflexos, diminuição da resposta a estímulos, vômitos, convulsões e até coma.

    Ao perceber qualquer um desses sinais, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediatamente.

    Quais cuidados ajudam a evitar complicações?

    O controle adequado do diabetes ajuda a reduzir o risco de complicações associadas à doença. Pacientes que permanecem em desequilíbrio podem desenvolver problemas como cetoacidose diabética, pancreatite, doença renal, infecções urinárias, catarata e neuropatias.

    A especialista também alerta para erros comuns durante o tratamento. Entre eles estão o oferecimento de petiscos e alimentos não autorizados pelo veterinário, alterações na alimentação sem orientação profissional e o descumprimento dos horários de aplicação da insulina. Dificuldades relacionadas à rotina da casa e ao trabalho costumam contribuir para essas situações.

    O acompanhamento veterinário regular permite avaliar a resposta ao tratamento e realizar ajustes quando necessário.

    Para quem acabou de receber o diagnóstico do pet, a orientação é buscar informação e seguir o plano de cuidados estabelecido pelo médico-veterinário.

    “Ter um animal diabético exige mudança de rotina e disciplina. No começo pode ser difícil ajustar as doses de insulina, mas em parceria com o veterinário o controle acontece. Dá para ter uma vida praticamente normal após o diagnóstico.”

    Alimento Destaque Home diabetes em cães e gatos doença gato glicemia em animais glicose Hormona medicina veterinária perda de peso
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    Estefane Moitinho

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