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    Início » É possível comer estrogonofe tendo diabetes? Dicas essenciais para o prazer com equilíbrio
    Alimentação

    É possível comer estrogonofe tendo diabetes? Dicas essenciais para o prazer com equilíbrio

    Daniel Mastroianni1 de outubro de 2025Nenhum comentário5 Mins Read
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    Estrogonofe tradicional: um prato que exige atenção ao controle glicêmico
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    Em busca de prazer à mesa sem abrir mão do controle glicêmico, o quadro “Diabético Pode” do canal Um Diabético no Youtube, apresentado pelo jornalista Tom Bueno, abordou um prato amado por muitos brasileiros: o estrogonofe. Para desvendar os segredos e os cuidados que esta condição exige, Tom Bueno convidou a nutricionista Carol Netto, parceira de longa data do canal, para uma conversa esclarecedora. A grande notícia, logo de cara, é que pessoas com diabetes podem comer estrogonofe, desde que com atenção e moderação.

    A questão central não é o estrogonofe em si, mas seus acompanhamentos e ingredientes. Segundo Carol Netto, se o prato fosse apenas a carne com molho de tomate e creme de leite, não teria carboidrato. O perigo mora nos adicionais e no modo de preparo.

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    Os ingredientes do estrogonofe e o controle glicêmico

    A nutricionista Carol Netto destacou que o estrogonofe tradicionalmente é feito com carne de boi ou frango. Optar pela carne branca do frango, como o peito, é uma escolha com menos calorias e gordura. No entanto, o ponto de atenção é a gordura presente no creme de leite. A especialista lembra: “O problema não é o estrogonofe“. Ela ressalta que a gordura presente no creme de leite tem uma ação particular: ela retarda a absorção da glicose. Consequentemente, a subida da glicemia, ou o pico glicêmico pós-refeição, pode ocorrer bem mais tarde, de 4 a 6 horas após o consumo. Essa glicemia tardia requer um monitoramento atento, especialmente para quem usa insulina.

    Outros ingredientes que merecem atenção são: o Ketchup, frequentemente incluído, que possui açúcar e, consequentemente, carboidrato, e o amido de milho (Maizena), usado para espessar o molho. Embora seja uma pequena quantidade, ele adiciona carboidrato que deve ser contabilizado, o que demonstra a dificuldade que quem conta carboidratos pode ter. Para quem busca uma alternativa, Carol Netto sugere substituir o creme de leite por molho de iogurte, que possui menos gordura, tornando o prato mais leve.

    Acompanhamentos: os verdadeiros desafios

    Ninguém come o estrogonofe sozinho. É no conjunto do prato que o desafio do controle da condição se intensifica. O estrogonofe normalmente é acompanhado de arroz e batata palha, e estes, sim, são grandes fontes de carboidrato. A nutricionista Carol Netto alerta sobre a combinação mais “perigosa“: a batata palha. “Batata frita! Gordura e carboidrato juntos“, resume a especialista. Ela destaca que essa dupla intensifica a necessidade de monitoramento da glicemia pós-prandial. Já o arroz branco, o acompanhamento mais comum, é puro carboidrato e tem impacto direto e rápido na glicemia.

    A dica fundamental é: pessoas com diabetes podem comer estrogonofe, mas precisam contar o carboidrato de todo o prato corretamente. A Carol Netto enfatiza que o monitoramento nas horas seguintes (duas, três, quatro horas após a refeição) é crucial devido ao alto teor de gordura. Isso certamente exigirá correções de insulina ou atenção redobrada para quem usa outros tipos de medicamentos.

    Dicas de substituição

    O prazer da alimentação deve ser mantido, afirma Carol Netto, pois “a alimentação não pode ser um pesadelo na nossa vida“. Ela deve ser prazerosa, com equilíbrio. Para quem não quer abrir mão do sabor, mas deseja uma versão mais saudável, existem substituições inteligentes. Primeiro, você pode usar molho de iogurte no lugar do creme de leite para reduzir a gordura. Em seguida, substitua o arroz branco por arroz integral, que oferece mais fibras e ajuda a suavizar o pico glicêmico. Por fim, em vez de batata palha frita, use a batata cozida, ou prepare a batata no forno ou na air fryer. Desta forma, você elimina a gordura da fritura.

    A nutricionista também dá uma dica de ouro: comer um prato de salada antes do estrogonofe. A fibra da salada ajuda a diminuir o pico glicêmico, o que pode ser uma excelente estratégia. O jornalista Tom Bueno, que também convive com o diabetes, reforça a importância de monitorar e, se for o caso, fazer uma correção da dose de insulina. Fazer uma caminhada após a refeição também pode auxiliar a ação da insulina. Para quem não usa insulina e não pode corrigir, a dica é atentar-se à quantidade do prato.

    A regra final

    A regra final, segundo a nutricionista, é que o equilíbrio é a chave. Pessoas com diabetes podem comer estrogonofe ocasionalmente para “matar a vontade“, mas é fundamental não comer estrogonofe todo dia. Priorize o que te faz feliz, mas sempre com responsabilidade e monitoramento.

    Tom Bueno e Carol Netto reforçam a importância de buscar sempre informação e monitorar as glicemias, pois a resposta de cada corpo a um alimento é particular. Eles convidam o público a visitar o Canal Um Diabético no Youtube, para mais conteúdos úteis sobre como viver bem com o diabetes.

    Informações e citações retiradas do quadro “Diabético Pode” do canal Um Diabético, apresentado por Tom Bueno, com a participação da nutricionista Carol Netto.

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    Daniel Mastroianni
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    Advogado e Jornalista - Advogado apaixonado por Comunicação, fez do Jornalismo também profissão. Natural de Araraquara-SP, Daniel tem mais de 20 anos de atuação no meio jurídico e 10 anos de experiência como jornalista. Pós-graduado em Gestão e Comunicação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, dedicou boa parte de sua carreira à televisão, em emissoras como a Record News, e colaborou com inúmeros veículos de imprensa escrita na produção de artigos e conteúdo que unem rigor técnico e linguagem clara. No Um Diabético, é responsável por matérias de interesse especial para as pessoas que convivem com o diabetes. Sua missão é trazer informação de qualidade e conhecimento útil que fortaleçam o leitor, mostrando que é possível, sim, viver de forma satisfatória e com bem-estar, mesmo diante dos desafios impostos pela doença.

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