A dúvida sobre a inclusão de alimentos tradicionais na dieta de quem vive com diabetes é muito comum. Por essa razão, o cuscuz, um prato tão presente na mesa brasileira, especialmente no Nordeste, frequentemente gera essa questão. Afinal, é possível desfrutar dessa iguaria sem prejudicar o controle glicêmico? A resposta é sim, com moderação e as estratégias certas.
Tom Bueno, jornalista e influencer do Canal Um Diabético, dedicou um vídeo completo ao tema. Além disso, ele conversou com a nutricionista Carol Neto e trouxe informações essenciais que ajudam a entender como o cuscuz pode fazer parte de um plano alimentar seguro.
O cuscuz e o impacto na glicose
Primeiro, é importante entender a composição do alimento. O cuscuz é feito de milho, um cereal que contém carboidratos. Como a nutricionista Carol Neto explica, “o cuscuz é derivado do milho e, portanto, tem carboidrato, que faz a glicose subir no sangue.”
O cuscuz tem um índice glicêmico considerado moderado, ou seja, a absorção da glicose não é extremamente rápida. No entanto, é fundamental controlar a quantidade consumida. Tom Bueno aponta que uma colher de sopa de cuscuz tem aproximadamente 5 gramas de carboidratos, um número importante para quem faz a contagem.
Estratégias para um consumo seguro
O segredo para incluir o cuscuz na dieta de quem vive com diabetes está na moderação e nos acompanhamentos. Carol Neto compara o consumo de cuscuz ao de outros carboidratos como o arroz, o macarrão e a tapioca:
“Pessoas com diabetes podem consumir cuscuz com moderação, mas ele não deve fazer parte da rotina todos os dias.”
Para quem não faz a contagem de carboidratos, a substituição é a melhor estratégia. Se você for comer cuscuz no café da manhã, por exemplo, evite consumir pão na mesma refeição. A ideia é balancear a ingestão de carboidratos. O jornalista Tom Bueno reforça essa dica: “Se você tem diabetes tipo 2 e não faz contagem, use a substituição. Vai comer o cuscuz? Não coma o pão então. É assim que funciona.“
O jeito certo de preparar
A forma de preparo também importa. O uso de manteiga, por exemplo, pode “segurar” a subida da glicose por um tempo, mas a gordura pode causar um aumento tardio, cerca de 3 a 4 horas depois. Portanto, combine o cuscuz com proteínas magras (como carne, ovos ou queijo branco) e vegetais. Essa combinação ajuda a retardar a absorção dos carboidratos, contribuindo para um controle glicêmico mais eficiente.
Em conclusão, é perfeitamente possível desfrutar de um delicioso cuscuz. O essencial é praticar a moderação, realizar a contagem de carboidratos se for o seu caso, ou fazer substituições conscientes. O acompanhamento de um profissional de saúde, como um nutricionista, é sempre recomendado para um plano alimentar seguro e personalizado.