A busca pela melhor dieta para afastar o diabetes é constante. Afinal, a alimentação tem um papel fundamental na prevenção da doença. Uma nova pesquisa, publicada no jornal científico The Annals of Internal Medicine, aponta a dieta mediterrânea como uma das mais eficazes para reduzir o risco de desenvolver diabetes em adultos.
O estudo, que acompanhou quase cinco mil pessoas por seis anos, mostrou resultados promissores. A dieta mediterrânea é, portanto, uma forte aliada para quem busca uma vida mais saudável e quer reduzir as chances de ter a doença.
A dieta que reduz o risco em até 30%
A pesquisa analisou pessoas com idades entre 55 e 75 anos. Os participantes estavam acima do peso ou eram obesos e tinham síndrome metabólica, mas sem histórico de doença cardiovascular ou diabetes.
Os resultados são bastante claros. Os participantes que simplesmente seguiram a dieta mediterrânea tiveram 30% menos probabilidade de desenvolver diabetes do que aqueles que seguiram apenas uma dieta com baixo teor de gordura. Esse resultado foi obtido mesmo sem eles restringirem calorias, aumentarem a atividade física ou perderem peso.
O que torna a dieta mediterrânea tão eficaz?
A dieta mediterrânea se concentra em frutas e vegetais frescos, grãos integrais, nozes, legumes, azeite de oliva e peixe. Essa combinação de alimentos ricos em nutrientes, fibras e gorduras saudáveis é a chave para o seu sucesso.
Os pesquisadores, por sua vez, também analisaram evidências que apontam que a redução do risco acontece, da mesma forma, com a prática de exercícios físicos regulares e com a redução na quantidade de calorias ingeridas. No entanto, o estudo mostra que a dieta, por si só, já traz grandes benefícios.
Mudanças que fazem a diferença: peso e exercício
Um dos grupos do estudo recebeu informações sobre a dieta mediterrânea e teve consultas com nutricionistas. Eles também seguiram um programa de exercícios de 45 minutos por dia, seis dias por semana, com atividade aeróbica, treinos de força e equilíbrio.
Ao final do período, esses participantes perderam, em média, 3,5 quilos. O professor de epidemiologia da Johns Hopkins, Elizabeth Selvin, afirma que “qualquer mudança é capaz de fazer grande diferença“. O resultado é promissor, pois indica que mesmo pequenas melhorias nos hábitos já ajudam a controlar os riscos de diabetes.
