A hipoglicemia em uma estudante com diabetes tipo 1 é retratada em uma cena da série italiana RIV4LIDADES, disponível na Netflix, durante uma aula.
Na cena, a personagem Terry interrompe a aula após o toque de um alerta no celular. Ela explica ao professor que utiliza um aplicativo para medir a glicemia e informa que o valor está baixo.
A estudante mantém o controle da situação e diz que em pouco tempo vai se sentir melhor. Ela também comenta com os colegas que precisa ficar atenta ao diabetes para evitar complicações.
Durante o diálogo, Terry menciona o risco de coma, mas logo afirma que a situação está sob controle. Em seguida, ela explica que o episódio pode ser resolvido com ingestão de mel.
A cena segue com a retomada da aula. O episódio representa uma situação comum na rotina de quem convive com diabetes tipo 1.
Hipoglicemia no diabetes exige atenção imediata
A hipoglicemia em pessoas com diabetes ocorre quando a glicose no sangue fica abaixo de 70 mg/dL. Nessa situação, o organismo reduz a oferta de energia, principalmente para o cérebro.
A glicose é a principal fonte de energia do corpo. Quando os níveis caem, o organismo ativa mecanismos de alerta.
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e da American Diabetes Association classificam a hipoglicemia em três níveis.
- No nível 1, a glicemia é igual ou menor que 70 mg/dL. A pessoa pode apresentar tremores, suor, palpitação e fome. Nessa fase, consegue agir sozinha.
- No nível 2, a glicemia fica abaixo de 54 mg/dL. Podem surgir confusão mental, dificuldade para falar e visão turva. A pessoa pode precisar de ajuda.
- No nível 3, a hipoglicemia é considerada grave. Pode ocorrer perda de consciência ou convulsão. A situação exige atendimento imediato.
Sintomas da hipoglicemia podem evoluir rapidamente
Os sinais iniciais incluem tremores, suor frio, batimentos acelerados e fome. Esses sintomas indicam que o corpo tenta corrigir a queda da glicose.
Com a progressão, surgem sinais neurológicos. Entre eles estão confusão, dificuldade de concentração, visão borrada e desmaio.
Algumas pessoas podem não perceber os sintomas iniciais. Esse quadro é conhecido como hipoglicemia assintomática.
Principais causas estão ligadas ao tratamento
A hipoglicemia no diabetes costuma estar relacionada ao uso de insulina ou medicamentos que aumentam sua ação.
Entre os fatores mais comuns estão doses acima do necessário, atraso nas refeições e erro na contagem de carboidratos.
A prática de atividade física sem ajuste na medicação também pode levar à queda da glicose. O consumo de álcool pode influenciar o quadro.
Como agir durante um episódio de hipoglicemia
Em episódios leves ou moderados, a orientação mais utilizada é a regra dos 15. A pessoa deve ingerir 15 gramas de carboidrato de rápida absorção.
Entre as opções estão suco, açúcar ou tabletes de glicose. Após 15 minutos, a glicemia deve ser medida novamente.
Se os níveis continuarem baixos, o processo deve ser repetido. Após a correção, recomenda-se realizar uma refeição.
Em casos graves, com perda de consciência, não se deve oferecer alimentos. A orientação é acionar o serviço de emergência e, se possível, utilizar glucagon.
Monitoramento da glicose faz parte da rotina
A cena da série mostra o uso de tecnologia para acompanhar a glicose em tempo real. Esse tipo de recurso permite identificar quedas antes que os sintomas se agravem.
O monitoramento frequente ajuda a ajustar alimentação, medicação e atividade física. Esse cuidado faz parte do tratamento do diabetes.
Episódios podem ocorrer em diferentes ambientes
A situação apresentada na série ocorre dentro da sala de aula. No entanto, episódios de hipoglicemia podem acontecer em qualquer ambiente.
A pessoa com diabetes precisa reconhecer os sinais e agir rapidamente. O acesso a carboidratos de rápida absorção faz parte da rotina.
O conhecimento sobre o próprio corpo e o acompanhamento da glicose ajudam a reduzir riscos no dia a dia.
