O pão francês faz parte do café da manhã de muitas pessoas, inclusive de quem convive com diabetes. No entanto, a forma de consumir o alimento pode interferir na velocidade com que a glicemia sobe.
Segundo a nutricionista Maria Caroline Netto, mestre pela Unicamp em Diabetes e Doença Renal, o pão francês tem cerca de 28 gramas de carboidratos em uma unidade de 50 gramas. Além disso, o alimento apresenta índice glicêmico alto.
Isso significa que o carboidrato do pão pode elevar a glicemia em pouco tempo. No entanto, isso não significa que a pessoa com diabetes precise retirar o alimento da alimentação.
A nutricionista explica que algumas escolhas podem ajudar a controlar a velocidade dessa elevação.
1. Evite comer o pão francês sozinho
Uma das orientações apresentadas pela nutricionista é combinar o pão com uma fonte de proteína ou gordura.
Entre as opções citadas estão manteiga, queijo e ovo. Segundo Maria Caroline Netto, essa combinação pode diminuir a velocidade com que a glicemia sobe.
No entanto, a quantidade de carboidratos do pão não muda. Uma unidade de 50 gramas continua fornecendo cerca de 28 gramas de carboidratos.
A diferença está na velocidade de absorção. Por isso, a combinação não elimina o efeito do carboidrato sobre a glicemia.
2. A quantidade de pão também importa
O tamanho do pão francês pode variar. Segundo a nutricionista, atualmente existem pães menores e maiores nas padarias.
Por isso, considerar apenas o nome do alimento não informa quanto carboidrato será consumido.
No exemplo apresentado durante o vídeo, um pão francês de 50 gramas contém aproximadamente 28 gramas de carboidratos.
Assim, a quantidade consumida precisa entrar na avaliação da refeição. A orientação apresentada no conteúdo é evitar exageros e considerar o pão dentro da composição do café da manhã.
3. O horário pode fazer diferença
O café da manhã também merece atenção de quem convive com diabetes.
Maria Caroline Netto explica que, pela manhã, existe maior resistência à insulina. Esse processo é relacionado ao chamado fenômeno do amanhecer.
Na prática, segundo a nutricionista, uma mesma quantidade de carboidratos pode exigir mais insulina pela manhã do que em outro período do dia.
Por isso, o horário da refeição aparece como outro ponto a ser considerado por quem acompanha a própria glicemia.
4. Torrada não significa menor impacto na glicemia
Outra dúvida abordada no conteúdo envolve a substituição do pão francês por pão torrado.
Segundo a nutricionista, torrar o pão pode fazer com que o alimento seja absorvido mais rapidamente. A explicação apresentada relaciona esse processo ao aquecimento da farinha.
Portanto, trocar o pão francês por uma torrada não significa, por si só, que a glicemia terá uma elevação menor.
O mesmo vale para o pão francês integral. Maria Caroline Netto explica que ele também contém carboidratos. A presença de fibras pode fazer a glicemia subir mais devagar, mas a diferença não elimina o efeito do carboidrato.
Pão francês pode fazer parte da alimentação de quem tem diabetes
Durante a conversa, a nutricionista afirma que a pessoa com diabetes pode comer pão francês. A questão envolve a quantidade, a combinação com outros alimentos e o momento da refeição.
A orientação apresentada também questiona a ideia de que o diagnóstico de diabetes exige retirar automaticamente o pão branco da alimentação.
Além disso, a composição da refeição pode modificar a velocidade de elevação da glicemia. Por isso, comer pão com ovo, queijo ou uma pequena quantidade de manteiga apresenta uma diferença em relação ao consumo do pão sozinho.
Manteiga também exige atenção à quantidade
A manteiga aparece no conteúdo como uma das opções para acompanhar o pão. No entanto, a nutricionista ressalta que ela é uma fonte de gordura e que a quantidade consumida importa.
A orientação apresentada é usar a manteiga como acompanhamento, e não transformar a refeição em uma grande quantidade de gordura.
A comparação com a margarina também aparece na conversa. Segundo Maria Caroline Netto, a composição das duas é diferente, e a nutricionista recomenda a manteiga em vez da margarina.
O que observar no café da manhã
Para quem convive com diabetes e gosta de pão francês, o conteúdo apresentado pela nutricionista reúne quatro pontos de atenção: quantidade, combinação, horário e forma de preparo.
O pão sozinho fornece carboidratos e pode elevar a glicemia rapidamente. Por outro lado, combinar o alimento com proteína ou gordura pode reduzir a velocidade dessa elevação.
A quantidade consumida continua sendo relevante. Além disso, o comportamento da glicemia pela manhã pode ser diferente de outros períodos do dia.
