O sensor de glicose já faz parte da rotina de muitas pessoas com diabetes e vêm ganhando novas tecnologias para facilitar o acompanhamento. Durante a EASD 2026, uma nova opção foi apresentada.
A EASD 2026, congresso internacional que reúne profissionais e pesquisadores envolvidos no cuidado do diabetes, está apresentando nesta semana, em Milão, na Itália, pesquisas, tratamentos e novas tecnologias voltadas à doença. Entre as novidades mostradas durante o evento está uma nova opção de sensor de monitorização contínua de glicose (CGM, na sigla em inglês).
O dispositivo, chamado CareSens Air 2 e desenvolvido pela empresa sul-coreana i-SENS, foi apresentado como uma nova geração do sistema. A demonstração mostrou o tamanho reduzido do sensor e as diferentes formas de acompanhar os dados de glicose, pelo celular, por relógios compatíveis e por um leitor próprio. Segundo a fabricante, o lançamento global está previsto para o início de 2027.
A tecnologia foi mostrada durante a cobertura da EASD pelo advogado e criador de conteúdo Lucas Duarte, que convive com diabetes. No vídeo, ele apresenta o sensor, demonstra o aplicativo e explica os recursos disponíveis, além de comentar a previsão de chegada ao Brasil e uma estimativa de preço.
Um sensor menor e mais fino
Uma das características apresentadas durante a demonstração é o tamanho do dispositivo.
Segundo informações técnicas divulgadas pela fabricante, o novo modelo tem aproximadamente 23,6 milímetros de comprimento, 15,8 milímetros de largura e 2,9 milímetros de espessura, com peso de cerca de 1,3 grama. Em comparação com a geração anterior, o tamanho e o peso foram reduzidos.
A proposta de um dispositivo mais compacto aparece como uma das mudanças da nova geração do sistema.
Como o monitoramento funciona
Assim como outros sistemas de monitorização contínua de glicose, o dispositivo mede a glicose continuamente e transmite as informações para um aplicativo.
Durante a demonstração na EASD, os dados aparecem na tela do celular por meio do aplicativo desenvolvido para o sistema. A nova versão também apresenta mudanças na interface e recursos voltados ao acompanhamento das informações de glicose.
Outra possibilidade mostrada é o acompanhamento por relógios inteligentes compatíveis. A fabricante também anunciou integração com o Samsung Health, permitindo que os dados do sistema sejam utilizados em outra plataforma digital.
Para quem não possui um smartphone compatível, existe ainda um leitor próprio. Dessa forma, o acompanhamento também pode ser feito por meio do dispositivo dedicado.
Dados organizados para acompanhamento
Além da visualização dos dados no dia a dia, o sistema possui ferramentas para reunir as informações registradas durante o monitoramento.
Entre os recursos apresentados está o Sens365, plataforma destinada ao gerenciamento de dados relacionados ao diabetes. A ferramenta permite reunir as informações produzidas pelo monitoramento e disponibilizá-las para acompanhamento profissional.
Com o histórico reunido, os dados podem ser utilizados durante consultas para observar o comportamento da glicose ao longo do tempo.
Quanto tempo o sensor permanece em uso?
A duração do sensor é outro ponto que diferencia o novo modelo da geração anterior.
As informações técnicas mais recentes divulgadas pela fabricante indicam que a nova versão foi desenvolvida para permanecer em uso por até 18 dias, enquanto o modelo anterior tem duração de até 15 dias. O tempo de aquecimento também foi reduzido, passando de cerca de 30 minutos para aproximadamente 20 minutos na nova versão.
Durante o vídeo gravado na EASD, porém, foram mencionados 15 dias de duração e aproximadamente 30 minutos para o início do monitoramento. Como as especificações podem ser atualizadas durante o processo de desenvolvimento e lançamento, a reportagem considera as informações técnicas mais recentes divulgadas pela fabricante para o novo modelo.
Quando pode chegar ao Brasil?
Apesar de ter sido apresentado em um congresso internacional, o novo sensor ainda não está disponível para comercialização no Brasil.
Durante a demonstração realizada na EASD, foi apresentada a previsão de que o modelo possa chegar ao mercado brasileiro no próximo ano. A fabricante, por sua vez, informa que o lançamento global está previsto para os próximos anos.
A previsão para o Brasil não significa que exista uma data oficial definida para a venda no país. A disponibilidade em cada mercado depende dos processos regulatórios e comerciais locais.
No Brasil, a comercialização de dispositivos médicos depende da regularização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso, a apresentação durante a EASD não representa, por si só, uma autorização para venda no país.
Até o momento, também não há uma data oficial divulgada para a chegada do modelo ao mercado brasileiro.
Qual pode ser o preço?
Durante a demonstração realizada na EASD, foi mencionada uma estimativa de aproximadamente R$ 300 para o sensor no Brasil.
O valor, entretanto, não é um preço oficial. Como o produto ainda não está disponível no país e não há comercialização brasileira confirmada, o custo final pode ser diferente caso o dispositivo chegue ao mercado.
A estimativa apresentada no vídeo deve ser entendida apenas como uma referência, e não como o preço definido para uma futura venda no Brasil.
