Lila Moss chamou atenção no Met Gala 2026 ao aparecer no tapete vermelho usando o sensor de glicose visível no corpo. A modelo de 23 anos, filha de Kate Moss, convive com diabetes tipo 1 desde a infância e já falou publicamente sobre o impacto do diagnóstico e a rotina do tratamento.
A aparição aconteceu durante o tradicional baile beneficente realizado pelo Museu Metropolitano de Arte de Nova York. Neste ano, o tema do evento foi “Fashion Is Art”, reunindo celebridades em produções inspiradas em referências culturais, históricas e artísticas.
No caso de Lila Moss, além do vestido escolhido para a noite, o sensor de glicose também ganhou destaque nas redes sociais e em veículos internacionais.
Sensor de glicose apareceu visível durante o evento
Lila Moss usou um vestido champagne criado pelo estilista Conner Ives. A peça foi confeccionada a partir de três vestidos antigos da década de 1920 e trouxe referências ligadas ao reaproveitamento de materiais.
No entanto, o detalhe que mais repercutiu foi o sensor de glicose usado pela modelo, que apareceu visível no look durante o evento.
O dispositivo já faz parte da rotina de tratamento de Lila Moss e não foi utilizado especificamente para o Met Gala. A modelo convive com diabetes tipo 1 desde criança e usa tecnologias para monitoramento da glicose no dia a dia.
Essa não foi a primeira vez que Lila Moss apareceu publicamente usando equipamentos ligados ao tratamento.
Em 2021, durante a Semana de Moda de Milão, a modelo também desfilou usando sua bomba de insulina. Na época, a imagem repercutiu justamente pela exposição do equipamento na passarela.
Lila Moss já falou sobre o diagnóstico de diabetes tipo 1
Em entrevistas anteriores, Lila Moss comentou sobre o impacto do diagnóstico ainda na infância. Segundo relato publicado pela Vogue, a modelo afirmou que ficou em choque quando recebeu a notícia.
“Quando me contaram, fiquei meio em choque”, disse. “Eu pensei: ‘Nem sei o que isso significa’, e então a ficha caiu: ‘Você vai ter isso para sempre’”.
Ela também contou que, naquele momento, a única referência que tinha sobre diabetes vinha do seriado Hannah Montana, da Disney, exibido em 2006, que tinha uma personagem com diabetes tipo 1.
“Tudo o que eu sabia sobre diabetes vinha de Hannah Montana”, afirmou em entrevista.

Atualmente, Lila Moss afirma que já se adaptou à rotina do diabetes tipo 1. Além disso, ela contou que costuma responder de forma descontraída quando pessoas perguntam sobre a bomba de insulina.
Segundo a modelo, ela chama o equipamento de “bat-telefone”.
O que é o sensor de glicose
O sensor de glicose é um dispositivo usado para acompanhar os níveis de glicose ao longo do dia e da noite.
O aparelho costuma ser aplicado na parte de trás do braço e mede a glicose no líquido intersticial, localizado abaixo da pele.
Em muitos modelos, os dados podem ser acessados em tempo real pelo celular ou por leitores específicos. Além disso, alguns sensores possuem alarmes para avisar quando a glicose está alta ou baixa.
Na prática, a tecnologia ajuda pessoas com diabetes a monitorarem oscilações glicêmicas com mais frequência e reduz a necessidade de múltiplas picadas no dedo diariamente.
O uso do sensor também auxilia na identificação de padrões glicêmicos e no ajuste do tratamento.
O que é o diabetes tipo 1
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.
Com isso, o organismo deixa de produzir insulina ou passa a produzir quantidades insuficientes do hormônio.
A insulina é responsável por permitir a entrada da glicose nas células para geração de energia. Sem ela, a glicose permanece elevada no sangue.
O tratamento envolve uso diário de insulina, monitoramento da glicose e acompanhamento médico contínuo.
Entre os sintomas mais comuns estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, perda de peso e cansaço.
Embora o diagnóstico aconteça com frequência na infância e adolescência, o diabetes tipo 1 também pode surgir na vida adulta.
Dispositivos usados no diabetes aparecem cada vez mais em espaços públicos
A presença de Lila Moss no Met Gala 2026 também ampliou a visibilidade de tecnologias usadas no tratamento do diabetes.
Enquanto isso, sensores de glicose e bombas de insulina passaram a aparecer com mais frequência em campanhas, desfiles, eventos e redes sociais.
No caso da modelo, o sensor apareceu de forma natural durante um dos eventos mais acompanhados da moda internacional.
Além disso, a repercussão mostra como pessoas com diabetes têm ocupado espaços públicos sem esconder dispositivos que fazem parte da rotina do tratamento.