Pessoas com diabetes precisam manter a vacinação em dia para reduzir o risco de infecções. A vacina contra tétano entra entre as recomendações porque o risco de ferimentos pode passar despercebido em alguns casos.
O infectologista Igor Marinho explicou, em entrevista ao DiabetesCast, que a doença pode aumentar a vulnerabilidade a infecções. O estado de hiperglicemia pode reduzir a atividade de células de defesa do organismo. Esse cenário exige atenção com prevenção.
Diabetes e vacina contra tétano entram no calendário de cuidados
A vacina contra tétano faz parte do calendário disponível no Sistema Único de Saúde. Pessoas com diabetes devem verificar se a imunização está atualizada.
A recomendação inclui também outras vacinas, como influenza, covid, hepatite B e pneumocócica. O objetivo é reduzir o risco de infecções e complicações associadas.
O infectologista afirmou que o cuidado com vacinação deve fazer parte da rotina de acompanhamento. A orientação envolve revisar a carteira vacinal durante consultas.
Neuropatia no diabetes pode aumentar risco de tétano
Igor Marinho destacou que pessoas com a condição podem apresentar neuropatia. Essa condição reduz a sensibilidade, principalmente nos pés.
Nesse contexto, pequenos ferimentos podem não ser percebidos. Um corte ou perfuração pode evoluir sem que a pessoa identifique o problema no início.
O infectologista explicou que esse tipo de situação pode favorecer a entrada de bactérias. O tétano pode surgir a partir de ferimentos simples que não receberam atenção adequada.
A vacina atua como forma de proteção nesses casos. A imunização reduz o risco de infecção mesmo quando o ferimento não é identificado rapidamente.
Por que o diabetes exige atenção com infecções
O diabetes pode interferir na resposta do sistema imunológico. O aumento da glicose no sangue pode prejudicar o funcionamento de células como neutrófilos.
Essas células participam da defesa contra agentes infecciosos. Quando a resposta é reduzida, o organismo pode ter mais dificuldade para conter infecções.
O infectologista também citou que pessoas com diabetes podem ter outras condições associadas. Entre elas estão alterações vasculares e síndrome metabólica.
Esses fatores podem contribuir para maior risco de infecções. A prevenção, nesse cenário, inclui manter vacinas atualizadas.
Vacinas disponíveis no SUS para pessoas com diabetes
O Programa Nacional de Imunizações oferece vacinas gratuitas para a população. Pessoas com diabetes podem acessar essas vacinas nas unidades de saúde.
Entre as vacinas citadas estão influenza, covid, hepatite B, tétano e pneumocócica. Todas fazem parte das recomendações para reduzir o impacto de infecções.
A vacina contra influenza deve ser aplicada todos os anos. A vacina contra covid também deve ser atualizada conforme orientação.
A vacina pneumocócica protege contra pneumonia e infecções causadas por pneumococo. A vacina contra hepatite B também é indicada por risco associado a procedimentos com perfuração da pele.
Vacinação deve começar na infância e seguir na vida adulta
O calendário vacinal começa na infância e deve ser mantido ao longo da vida. Pessoas com diabetes devem verificar se receberam todas as doses indicadas.
O infectologista reforçou que crianças com diabetes precisam estar vacinadas. A proteção nessa fase contribui para reduzir risco de infecções.
Ele também destacou que dúvidas sobre vacinação são comuns. A orientação é buscar informações com profissionais de saúde e fontes confiáveis.
Vacina não impede todas as infecções, mas reduz risco de complicações
A vacina contra tétano não substitui o cuidado com ferimentos. A limpeza e o acompanhamento de lesões continuam necessários.
O papel da vacina é reduzir o risco de evolução para formas graves de infecção. Esse ponto vale também para outras vacinas recomendadas no diabetes.
O infectologista afirmou que pessoas com comorbidades, como diabetes, podem apresentar quadros mais graves. A vacinação atua como medida de prevenção.
A Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Imunizações indicam a imunização como parte do cuidado com a saúde.