A vencedora do MasterChef Brasil 2021, Isabella Scherer, revelou aos seguidores que foi diagnosticada com diabetes gestacional durante a segunda gravidez. A chef de cozinha e influenciadora decidiu compartilhar sua experiência nas redes sociais para mostrar como tem enfrentado as mudanças na rotina, os desafios emocionais e os cuidados necessários após receber o diagnóstico.
Ao falar publicamente sobre a condição, Isabella ajuda a dar visibilidade a um tema que ainda gera muitas dúvidas entre gestantes, principalmente em relação à alimentação, ao uso de insulina e aos cuidados necessários para manter a glicemia sob controle durante a gravidez.
Quem é Isabella Scherer?
Isabella Scherer ganhou projeção nacional ao conquistar o título da oitava temporada do MasterChef Brasil, em 2021. Antes do reality culinário, também atuou como atriz em produções da televisão brasileira, como “Malhação: Viva a Diferença e Bom Sucesso”.
Filha do ex-nadador Fernando Scherer, conhecido como Xuxa, ela consolidou sua carreira na gastronomia após a vitória no programa e passou a compartilhar receitas, projetos profissionais e a rotina da maternidade nas redes sociais.
Mãe dos gêmeos Mel e Bento, Isabella anunciou neste ano que está à espera do terceiro filho, Tom. Durante essa gestação, além de acompanhar as mudanças da gravidez, ela decidiu dividir com os seguidores a experiência de receber o diagnóstico de diabetes gestacional.
Como Isabella descobriu a diabetes gestacional
Embora tenha compartilhado o diagnóstico apenas recentemente, Isabella vem mostrando aos seguidores como a diabetes gestacional passou a fazer parte da rotina da gravidez.
Entre as mudanças estão o monitoramento frequente da glicemia, adaptações na alimentação e o início do tratamento com insulina, indicado quando os níveis de glicose não conseguem ser controlados apenas com mudanças na rotina.
O diagnóstico da diabetes gestacional geralmente acontece durante o acompanhamento pré-natal, mesmo quando a gestante não apresenta sintomas. A identificação costuma ser feita por exames de sangue solicitados pelo médico, como a avaliação da glicemia e o teste de tolerância à glicose oral, realizado principalmente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.
Isabella conta como tem sido o uso de insulina
Em um dos vídeos publicados nas redes sociais, a chef contou que ficou alguns dias afastada após descobrir que precisaria iniciar o uso da insulina. Segundo ela, a notícia teve um impacto emocional no primeiro momento, mas o tratamento tem apresentado bons resultados.
“Eu tô meio sumida, fiquei meio introspectiva. Por causa da insulina, acho que fiquei meio triste. (…) Tá dando tudo certo com a insulina. Só acho que fiquei abalada de ter que tomar insulina.”
O relato de Isabella mostra uma situação vivida por muitas mulheres após o diagnóstico. Embora algumas gestantes consigam controlar a glicemia apenas com ajustes na alimentação e na rotina, outras precisam iniciar a insulinoterapia para manter os níveis de glicose dentro das metas recomendadas durante a gravidez.
Por que algumas gestantes precisam de insulina?
Nem todas as mulheres diagnosticadas com diabetes gestacional precisam utilizar insulina. Em muitos casos, mudanças na alimentação, prática de atividade física orientada pelo profissional de saúde e monitoramento da glicemia conseguem manter o controle adequado.
Quando essas medidas não são suficientes, a insulina pode ser indicada para ajudar a controlar os níveis de glicose e reduzir possíveis riscos para a mãe e para o bebê.
A insulina é considerada segura durante a gravidez quando prescrita e acompanhada pela equipe médica. O hormônio não atravessa a placenta e, por isso, não chega ao bebê da mesma forma que alguns medicamentos.
Compartilhar a experiência pode ajudar outras gestantes
Ao decidir falar publicamente sobre a diabetes gestacional, Isabella também contribui para aumentar a conscientização sobre uma condição que ainda causa insegurança em muitas mulheres.
Após receber o diagnóstico, é comum que gestantes tenham dúvidas sobre quais alimentos podem consumir, se precisarão utilizar insulina e quais impactos a alteração da glicemia pode trazer para o bebê.
Relatos como o da chef ajudam a mostrar que, apesar dos desafios, a gravidez pode seguir de forma segura quando existe acompanhamento adequado, monitoramento e tratamento individualizado.
Isabella estuda alimentação e prepara conteúdos sobre receitas
Além de mostrar como tem sido sua rotina com a diabetes gestacional, Isabella também decidiu compartilhar os aprendizados que vêm adquirindo durante esse período.
A alimentação passou a ocupar um papel ainda mais importante na rotina da chef. Acostumada a desenvolver receitas, ela contou que tem estudado mais sobre os alimentos e seus efeitos na glicemia durante a gravidez.
Em um dos vídeos publicados, Isabella explicou que pretende gravar uma série de receitas voltadas para mulheres com diabetes gestacional, mostrando como determinados ingredientes podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.
“Acabei de gravar para vocês esse molho de salada com diabetes gestacional, que é perfeito para controle de glicemia. No vídeo eu vou ensinar a receita e explicar direitinho o que cada ingrediente faz para ajudar.”
A iniciativa surgiu a partir da própria experiência durante a gravidez. Além de apresentar o preparo das receitas, Isabella pretende explicar o papel de cada ingrediente e compartilhar o conhecimento que vem adquirindo durante o tratamento.
Especialistas reforçam, porém, que não existe uma alimentação única para todas as gestantes com diabetes gestacional. As escolhas alimentares devem ser individualizadas e acompanhadas por profissionais de saúde.

O que é diabetes gestacional?
A diabetes gestacional é caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue identificado pela primeira vez durante a gravidez.
A condição acontece porque os hormônios produzidos pela placenta aumentam a resistência à ação da insulina e, em algumas mulheres, o organismo não consegue produzir quantidade suficiente do hormônio para manter a glicemia dentro dos valores recomendados.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a diabetes gestacional está entre as complicações metabólicas mais comuns da gravidez e pode atingir cerca de 18% das gestantes, dependendo dos critérios diagnósticos utilizados.
Na maioria dos casos, a condição não apresenta sintomas e é descoberta durante o pré-natal.
Quando não é controlada adequadamente, a diabetes gestacional pode aumentar o risco de complicações para a mãe e para o bebê, como crescimento fetal acima do esperado, parto prematuro, hipoglicemia neonatal e maior probabilidade de cesariana.
Após o parto, os níveis de glicose costumam voltar ao normal na maioria das mulheres. No entanto, quem teve diabetes gestacional apresenta maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida, tornando importante manter acompanhamento médico e hábitos saudáveis mesmo após a gravidez.
Quais são os principais cuidados após o diagnóstico?
Após receber o diagnóstico de diabetes gestacional, alguns cuidados passam a fazer parte da rotina da gestante para ajudar no controle da glicemia:
- Seguir as orientações do obstetra e da equipe de saúde;
- Monitorar a glicemia conforme a recomendação médica;
- Manter uma alimentação individualizada;
- Praticar atividade física quando houver liberação do profissional responsável;
- Realizar todas as consultas e exames do pré-natal;
- Utilizar insulina ou outros tratamentos indicados quando necessário.
Ao compartilhar sua experiência, Isabella Scherer ajuda a ampliar o conhecimento sobre a diabetes gestacional e mostra como o acompanhamento médico, o monitoramento da glicemia e as adaptações na rotina fazem parte do tratamento durante a gravidez.
