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A produção nacional de insulina passou a desempenhar um papel importante na estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar o acesso ao tratamento do diabetes. Fabricada pela Biomm em Nova Lima (MG), a insulina glargina integra a parceria entre a empresa, o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contribuindo para fortalecer o abastecimento da rede pública e reduzir a dependência de medicamentos importados.
Com o início da distribuição da insulina glargina para as Unidades Básicas de Saúde, a produção brasileira passa a ter impacto direto na assistência aos pacientes atendidos pelo SUS, acompanhando a ampliação gradual do acesso ao medicamento para pessoas que atendem aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
Produção nacional marca novo momento para o Brasil
A fábrica da Biomm, inaugurada em abril de 2024 em Nova Lima (MG), marcou a retomada da produção nacional de insulina em escala industrial após cerca de 20 anos. O investimento representa um passo importante para ampliar a autonomia brasileira na fabricação de medicamentos estratégicos e fortalecer a segurança do abastecimento da rede pública.
Atualmente, a Biomm é a única empresa instalada no país com produção nacional de insulina glargina.
Segundo Guilherme Maradei, CEO da Biomm, a empresa nasceu com o propósito de ampliar o acesso da população brasileira a medicamentos biológicos de alta complexidade.
“Somos o único laboratório produtor de insulina glargina no Brasil. Temos uma fábrica inteiramente dedicada à produção desse medicamento e uma parceria importante com o Ministério da Saúde para fornecer insulina ao SUS.”
Para o executivo, a retomada da produção nacional representa um avanço importante para a saúde pública.
“O Brasil durante muitas décadas dependeu da importação de insulina. Queremos contribuir para reduzir essa dependência e aumentar a autossuficiência do país.”
Maradei destaca ainda que a parceria entre o setor público e a indústria nacional fortalece o fornecimento de medicamentos essenciais.
“Hoje nós temos, através dessa parceria com o Ministério da Saúde, condições de demonstrar como essa parceria público-privada fortalece o fornecimento de medicamentos essenciais para a população brasileira.”
Parceria fortalece estratégia do SUS
A produção nacional da insulina glargina integra uma parceria entre a Biomm, o Ministério da Saúde e a Fiocruz voltada ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. A estratégia busca ampliar a capacidade brasileira de produzir medicamentos essenciais e reduzir a vulnerabilidade do país diante de oscilações no mercado internacional.
Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda de Negri, a retomada da fabricação nacional aumenta a segurança no abastecimento do SUS.
“A gente retomou a produção de insulina no país, então isso nos deixa mais seguros frente aos episódios de escassez, de falta de insulina que têm ocorrido no mercado mundial.”
Segundo ela, a produção nacional também contribui para a expansão do acesso à insulina glargina.
“Essa migração para a glargina resolve uma parte do problema e uma parte significativa é resolvida quando você consegue retomar essa produção nacional, porque isso nos dá mais garantia de fornecimento para o Sistema Único de Saúde.”
Expansão da glargina já está em andamento
O Ministério da Saúde iniciou a distribuição da insulina glargina para todos os estados brasileiros. A implantação ocorre de forma gradual para permitir que estados e municípios organizem o atendimento e acompanhem a adaptação dos pacientes ao novo tratamento.
“A gente está começando essa transição de maneira gradual”, afirma Fernanda de Negri.
Para preparar a rede pública, foram realizadas 131 oficinas presenciais para médicos, enfermeiros e farmacêuticos da Atenção Primária, além da oferta de cursos de educação a distância voltados à implantação da nova estratégia terapêutica.
Quem pode receber a insulina glargina?
Neste momento, a ampliação contempla:
- crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1;
- pessoas com 70 anos ou mais, com diabetes tipo 1 ou tipo 2, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A avaliação deve ser feita por um profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS), responsável por verificar se o paciente atende aos critérios clínicos para a mudança do tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que ainda em 2026, primeiro ano de implantação, cerca de 50 mil pessoas sejam beneficiadas com a nova estratégia, o que representa aproximadamente 30% do público previsto para essa etapa.
A expansão continuará de forma progressiva nos anos seguintes. Ao final da implantação, a estimativa é que cerca de 2 milhões de brasileiros possam ter acesso à insulina glargina pelo SUS, consolidando uma das maiores ampliações desse tratamento já realizadas na rede pública.
Benefícios para pacientes e para o país
A produção nacional de insulina representa um avanço que beneficia tanto os pacientes quanto o sistema público de saúde. Além de ampliar a autonomia brasileira na fabricação de um medicamento estratégico, a iniciativa fortalece a segurança do abastecimento do SUS e reduz a dependência do mercado internacional.
Com a parceria entre Biomm, Ministério da Saúde e Fiocruz, a produção nacional passa a acompanhar a expansão da insulina glargina na rede pública, contribuindo para que mais pessoas elegíveis tenham acesso ao tratamento.
*Conteúdo de Marca: Biomm S/A
