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    Insulina glargina já chegou ao SUS: saiba quem tem direito e como acessar pela UBS

    Critérios incluem idade, tipo de diabetes e avaliação médica; quem está nos grupos previstos deve verificar a disponibilidade na unidade de saúde.
    Redação16 de outubro de 2026Nenhum comentário7 Mins Read
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    Insulina glargina distribuída pelo SUS em embalagem do Ministério da Saúde ao lado da fachada de uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
    A insulina glargina já está disponível pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde para pessoas que atendem aos critérios de acesso.
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    A distribuição nacional teve início em julho de 2026 e está sendo realizada de forma gradual entre estados e municípios.

    Com a chegada do medicamento, surgem dúvidas entre as pessoas que utilizam insulina pelo SUS: quem está nos critérios para receber a glargina? É preciso trocar a NPH? E qual é o caminho para conseguir a nova insulina pela rede pública?

    A resposta depende dos critérios definidos pelo Ministério da Saúde, da avaliação do profissional responsável pelo tratamento e da disponibilidade do medicamento na rede local. Entenda quem está incluído nesta primeira etapa e como funciona o acesso pela UBS.

    Quem tem direito à insulina glargina pelo SUS?

    Nesta etapa, estão incluídas:

    • pessoas com diabetes tipo 1 de 2 anos a menores de 18 anos;
    • pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

    Os critérios fazem parte da transição da insulina humana NPH para a insulina glargina, um análogo de ação prolongada. O Ministério da Saúde estabeleceu orientações específicas para que a mudança seja feita com acompanhamento das equipes de saúde.

    Estar dentro desses grupos, porém, não significa que a pessoa deva fazer a troca por conta própria. A indicação e o esquema de tratamento precisam ser definidos pelo profissional responsável pelo acompanhamento.

    Insulina Glargina no SUS: um novo capítulo para o tratamento do diabetes no Brasil

    Por que a distribuição está acontecendo de forma gradual?

    A chegada da glargina à rede pública envolve o envio do medicamento aos estados e municípios, além da organização da dispensação e do acompanhamento dos pacientes.

    Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição segue o planejamento das secretarias de saúde. Depois que os lotes chegam aos municípios, a retirada acontece de acordo com a organização da rede local.

    Durante a apresentação da estratégia, Fernanda De Negri, então secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, afirmou que a expectativa inicial era ampliar o acesso de forma progressiva.

    “A nossa expectativa era que 30% da população brasileira que usa a insulina pelo SUS, que são mais de 2 milhões de pessoas, tenham acesso à insulina nova neste próximo ano, que seria mais de 500 mil pessoas.”

    A estimativa foi apresentada no contexto da implementação da estratégia e não representa o número de pessoas que já receberam a glargina. A distribuição continua acontecendo de forma gradual, conforme a organização da rede.

    A troca da NPH pela glargina é automática?

    Não. Mesmo para quem está dentro dos critérios, a mudança precisa ser acompanhada pela equipe de saúde.

    Quem já utiliza NPH e se enquadra nos grupos contemplados deve procurar a UBS ou o serviço onde faz o acompanhamento para verificar se a glargina está disponível e receber as orientações sobre a transição.

    A dose da nova insulina deve ser definida pelo profissional de saúde. As orientações técnicas do Ministério da Saúde estabelecem diferentes condutas de acordo com o esquema de NPH utilizado anteriormente e reforçam que a dose precisa ser ajustada individualmente durante o acompanhamento.

    Por isso, a pessoa não deve interromper a NPH, calcular sozinha a dose de glargina ou fazer a troca sem orientação profissional.

    O que muda na rotina de quem passa para a glargina?

    A insulina glargina é um análogo de ação prolongada. Na maioria dos casos, sua administração é feita uma vez ao dia, em horário fixo. Já alguns esquemas com NPH podem exigir mais de uma aplicação diária.

    Isso não significa que todas as pessoas terão exatamente a mesma rotina. A frequência das aplicações e a dose são definidas de acordo com o tratamento individual.

    A transição também exige orientação sobre a nova forma de utilização e acompanhamento das glicemias durante o período de adaptação. A nota técnica do Ministério da Saúde destaca a necessidade de atenção à segurança do paciente e ao ajuste da dose após a mudança.

    Profissionais do SUS também estão sendo preparados

    A mudança envolve diferentes etapas dentro da rede pública, desde a chegada do medicamento até a prescrição e o acompanhamento de quem fará a transição.

    Para apoiar esse processo, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e realizou, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), cerca de 130 oficinas para profissionais da Atenção Primária e da Assistência Farmacêutica.

    Lígia Mendes, gerente de Relações Governamentais e Advocacy da Biomm, empresa envolvida na parceria para a disponibilização da glargina, destacou a importância da preparação das equipes.

    “A Biomm tem apoiado o Ministério com a capacitação, com a educação aos profissionais de saúde. Então, a gente tem feito um trabalho de educação com todos os estados, com alguns municípios também, no sentido de educar e capacitar esses profissionais para que, quando a tecnologia chegue, eles estejam preparados para dar o melhor acesso ao paciente.”

    Como acessar a insulina glargina pela UBS?

    Para quem está dentro dos critérios, o caminho começa pela unidade de saúde onde o acompanhamento é realizado. Como os municípios estão recebendo os medicamentos de forma gradual, é importante confirmar se a glargina já está disponível na rede local.

    Na prática, o paciente deve:

    1. Verificar se está dentro dos critérios da primeira etapa, considerando idade e tipo de diabetes.
    2. Procurar a UBS ou o serviço de saúde onde realiza o acompanhamento.
    3. Confirmar se a glargina está disponível na rede local.
    4. Passar pela avaliação do profissional de saúde, que verificará a indicação da mudança.
    5. Receber a prescrição adequada para a nova insulina.
    6. Seguir as orientações da equipe sobre a transição, aplicação e acompanhamento da glicemia.

    Após o recebimento dos lotes pelos estados e municípios, a retirada da insulina acontece na rede de Atenção Primária, de acordo com a organização de cada localidade.

    E quem não está nos critérios?

    Neste momento, a estratégia nacional contempla os dois grupos definidos pelo Ministério da Saúde: pessoas com diabetes tipo 1 de 2 anos a menores de 18 anos e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

    Quem não se enquadra nesses critérios deve manter o tratamento prescrito e conversar com a equipe de saúde em caso de dúvidas sobre a insulina utilizada.

    A mudança para a glargina está sendo realizada de maneira gradual e, neste momento, os critérios definidos pelo Ministério da Saúde são os que determinam quais grupos participam dessa primeira etapa.

    Produção nacional também faz parte do processo

    A chegada da glargina ao SUS também está relacionada ao processo de nacionalização da produção da insulina. A estratégia envolve transferência de tecnologia e fabricação local para o sistema público de saúde.

    Para Alexandre Gonçalves, diretor Comercial, Acesso e Relações Governamentais da Biomm, a produção nacional está relacionada ao objetivo de ampliar a capacidade brasileira de fabricação de insulinas e reduzir a dependência de fatores externos.

    Esse processo, porém, não altera os critérios individuais para receber a glargina. Para o paciente, o acesso depende de estar nos grupos definidos pelo SUS, passar pela avaliação profissional, receber a prescrição e encontrar o medicamento disponível na rede.

    A glargina já está sendo distribuída pelo SUS

    A distribuição nacional começou em julho de 2026, e o Ministério da Saúde informou o envio de lotes para os estados. Em julho, por exemplo, mais de 383 mil tubetes já haviam sido encaminhados para todo o país.

    Em setembro, o Ministério também atualizou as orientações técnicas relacionadas ao acompanhamento da migração da NPH para a glargina.

    Para quem está dentro dos critérios, portanto, o próximo passo é procurar a UBS e verificar se a insulina já está disponível no município, além de passar pela avaliação necessária para a prescrição.

    A orientação é não interromper a insulina utilizada atualmente nem alterar a dose por conta própria. A mudança deve ser feita com acompanhamento da equipe de saúde, que definirá a conduta adequada para cada pessoa.

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