O novo episódio do DiabetesCast discute como alimentação e sono se relacionam com o controle da glicemia em pessoas com diabetes. A nutricionista Martha Amodio participa da conversa e explica como horários das refeições, qualidade do sono e escolhas alimentares podem interferir nessa rotina.
Durante o episódio, Martha apresenta situações observadas na própria família, já que sua filha tem diabetes tipo 1. Segundo a nutricionista, durante a adolescência, a filha passou a permanecer acordada durante a madrugada e apresentou aumento da glicemia mesmo sem comer durante a noite.
A experiência levou a família a observar uma necessidade maior de insulina basal durante os períodos em que ela permanecia acordada. Martha relaciona o episódio à resistência à insulina, que pode piorar quando o sono não é adequado.
A conversa também aborda uma situação comum para quem convive com diabetes: dormir mal e perceber mudanças na fome, na alimentação e na glicemia no dia seguinte.
Novo episódio fala sobre rotina
Ao longo da entrevista, Martha explica que a relação entre alimentação e sono começa antes do momento de dormir. Para ela, os hábitos mantidos durante o dia também fazem parte da chamada higiene do sono.
A nutricionista fala sobre a rotina alimentar desde o café da manhã e destaca a importância de distribuir os alimentos ao longo do dia. Segundo Martha, chegar ao período noturno com muita fome pode favorecer escolhas alimentares diferentes.
O episódio aborda ainda o consumo de alimentos industrializados, refeições mais gordurosas e o impacto que uma alimentação pesada à noite pode ter sobre o descanso e o controle da glicemia.
A pizza aparece como exemplo durante a conversa. Martha explica que a combinação de carboidratos e gordura pode tornar o controle da glicemia mais difícil durante a noite.
Horário da refeição também entra na conversa
Outro tema discutido no DiabetesCast é o horário em que os alimentos são consumidos. Martha afirma que a resposta à alimentação pode variar conforme o momento do dia e também de acordo com cada pessoa.
Durante a conversa, o apresentador relata uma experiência profissional em que trabalhava durante a madrugada e fazia refeições por volta das 3h. Segundo ele, naquele período, o controle da glicemia ficou pior.
A situação serve como ponto de partida para a discussão sobre alimentação em horários diferentes da rotina habitual e sobre os efeitos que isso pode ter para quem convive com diabetes.
Martha sugere observar a resposta individual da glicemia diante de diferentes horários de refeição, em vez de estabelecer uma regra única para todas as pessoas.
Ceia e hipoglicemia noturna
A necessidade de fazer uma ceia antes de dormir também é discutida no episódio. Para Martha, não existe uma resposta única, já que a quantidade de refeições depende da rotina, dos hábitos e das necessidades de cada pessoa.
A nutricionista também fala sobre o medo de uma hipoglicemia noturna, que pode fazer algumas pessoas se sentirem obrigadas a comer antes de dormir.
Segundo Martha, quando essa situação se torna frequente, a pessoa deve conversar com sua equipe de saúde para avaliar possíveis ajustes no tratamento, na alimentação e na prática de exercícios.
A profissional defende a atuação conjunta de médicos, nutricionistas, enfermeiros e profissionais responsáveis pelo exercício físico para avaliar essas situações.
Café, álcool e alimentação noturna
O episódio também aborda bebidas consumidas durante a noite. Martha explica que o álcool pode inicialmente causar sensação de relaxamento, mas interferir posteriormente no sono.
A cafeína também entra na conversa. A nutricionista cita café, chás com cafeína e refrigerantes à base de cola como bebidas que podem dificultar o sono em pessoas sensíveis ao estimulante.
A preparação da refeição noturna também é discutida. Martha cita arroz, feijão, carnes, fibras, legumes e verduras como alimentos que podem fazer parte do jantar, destacando a importância de observar a quantidade e a resposta individual.
Sono também afeta o dia seguinte
Outro ponto abordado no novo episódio é o que acontece depois de uma noite mal dormida. Segundo Martha, o cansaço pode aumentar a busca por alimentos que forneçam energia rapidamente.
A nutricionista também relaciona a qualidade do sono à saciedade e à disposição durante o dia. Para quem tem diabetes, mudanças na alimentação podem refletir diretamente na rotina de monitorização da glicemia.
A entrevista ainda passa pela relação entre sono, rotina, uso de telas e alimentação no período noturno. Martha defende a criação de um ritual de preparação para dormir e recomenda reduzir o uso de telas antes do descanso.
Ao final da conversa, a nutricionista deixa uma orientação sobre a importância de não normalizar noites de sono ruins: “Não se acostume com sono ruim porque a conta chega e chega rápido.”
O novo episódio do DiabetesCast, com Martha Amodio, está disponível no canal do Um Diabético no YouTube e também no Spotify. O programa tem episódios novos todas as quintas-feiras, às 18h.
