O uso de adoçantes costuma ser uma das primeiras mudanças adotadas após o diagnóstico de diabetes. No entanto, especialistas alertam que essa substituição não é obrigatória. A endocrinologista Mônica Gabbay e a nutricionista Tarcila Campos esclareceram dúvidas sobre o papel dos adoçantes no planejamento alimentar.
Adoçante não é prescrição automática
Segundo Tarcila Campos, pessoas com diabetes não precisam, necessariamente, trocar açúcar por adoçantes em todos os alimentos. É possível manter o controle glicêmico sem o uso frequente dessas substâncias, desde que a alimentação seja organizada e individualizada. Além disso, a especialista reforça que os adoçantes são moléculas químicas e devem ser consumidos com moderação.
Alimentos diet ainda contêm carboidratos
Outro ponto destacado por Mônica Gabbay é que produtos diet não são livres de impacto glicêmico. Portanto, biscoitos, bolos e sobremesas diet continuam contendo carboidratos, o que exige atenção à quantidade consumida. Enquanto isso, algumas famílias passam a temer o consumo de frutas naturais, embora o consumo em porções corretas torne essas opções mais adequadas.
O risco do consumo excessivo
De acordo com as especialistas, o problema não está no uso pontual de adoçantes, mas no consumo frequente ao longo do dia. Nesse cenário, crianças e adultos podem ingerir grandes volumes de produtos diet sem perceber, o que levanta dúvidas sobre efeitos a longo prazo. A Organização Mundial da Saúde recomenda cautela no consumo excessivo de adoçantes não nutritivos.
Paladar e reeducação alimentar
Além disso, Tarcila Campos explica que o uso constante de adoçantes pode manter a dependência do sabor doce. Portanto, adaptar o paladar ao sabor natural dos alimentos faz parte de uma estratégia alimentar mais sustentável.
