A mortadela é um alimento processado e industrializado, com conservantes. Por isso, especialistas recomendam que as pessoas não a consumam diariamente.
Carol Netto, nutricionista especialista em diabetes, explica:
“A mortadela contém proteína e gordura e possui baixo teor de carboidrato, o que significa que não provoca picos rápidos de glicemia”.
No entanto, ela alerta que o consumo excessivo de sal e gordura pode trazer riscos para quem tem diabetes e condições associadas, como hipertensão.
Carboidrato do pão pode interferir na glicose
É comum consumir mortadela acompanhada de pão. Neste contexto, o carboidrato do pão funciona como um regulador, retardando a absorção de glicose. Mesmo assim, a quantidade consumida pode alterar os níveis de glicemia algumas horas depois, especialmente em pessoas com diabetes tipo 1.
Para quem tem diabetes tipo 2, o impacto pode ser menor, mas ainda assim é importante monitorar a glicose.
Orientações para consumo seguro
Carol Netto enfatiza que o consumo de mortadela é permitido, desde que moderado e não frequente.
“O diabético pode comer mortadela, desde que não faça parte da rotina alimentar. É importante monitorar a glicemia e evitar exageros, pois isso pode descompensar o controle glicêmico”, afirma.
A combinação com pão pode ajudar a reduzir o pico de glicose imediato, mas não elimina a necessidade de atenção à quantidade ingerida.
Monitoramento é essencial
Independentemente do tipo de diabetes, os pacientes devem acompanhar a glicemia após consumir alimentos processados. Esse acompanhamento permite identificar efeitos individuais e ajustar a alimentação, evitando complicações causadas por variações da glicose.
Mortadela: pode ou não?
Pessoas com diabetes podem incluir mortadela na alimentação, desde que a consumam esporadicamente, em quantidade moderada e acompanhada de carboidratos complexos. Além disso, devem controlar o consumo de sal e gordura para não sobrecarregar a saúde cardiovascular.
